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Atualmente em nosso consultório, pacientes portadores deste
tipo de câncer vêem, em sua maioria, encaminhados da
clínica dermatológica para a retirada cirúrgica
e reparação quando necessária.
Quando se fala que este tipo de câncer é o que tem
maior taxa de cura e que o cirurgião plástico é
quem procede com a retirada da lesão, pode até parecer
que é como simplesmente retirar-se uma "feridinha"
e "tudo bem"; sem cicatrizes, como num passe de mágica.
Mas não é bem assim. Trata-se de uma cirurgia que
exige cuidados especiais e conhecimento por parte do cirurgião
e apoio do patologista durante a intervenção. Este
especialista é quem dirá se o tumor foi totalmente
retirado pelo cirurgião, após exame microscópico
da peça cirúrgica.
A retirada cirúrgica de um câncer de pele envolve vários
graus de complexidade, dependendo do tipo de tumor, de sua extensão,
profundidade e da sua localização. Na maioria das
vezes acomete a face e preferencialmente o nariz, testa ou pálpebras,
além do pescoço e dos membros. A técnica cirúrgica
a ser aplicada pode variar desde a ressecção simples
e sutura imediata, até técnicas mais elaboradas de
ressecção e reparação com a utilização
de enxertos, retalhos e expansores cutâneos. A anestesia local
e sedação é empregada comumente. Em casos especiais
o procedimento cirúrgico poderá exigir anestesia geral
e até mais de uma etapa cirúrgica.
A cirurgia plástica da retirada de tumores de pele é
considerada reparadora e como tal visa extirpar a lesão promovendo
a cura do paciente em primeiro lugar. Reparar o defeito deixado
após a retirada do tumor é outra questão, nem
sempre é possível a perfeição estética
do seu resultado.
O câncer de pele é um tumor formado por células
da pele que sofreram transformação e depois multiplicam-se
de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido.
Este é o mecanismo de quase toda neoplasia. Os raios solares
são os principais responsáveis pelo câncer de
pele, mas existe também uma predisposição genética
em algumas pessoas.
A luz solar que atinge a superfície da terra é composta
de raios ultravioletas: UV-A e UV-B. O UV-A é o maior responsável
pelo fotoenvelhecimento e faz bronzeamento pigmentar imediato, enquanto
ao UV-B, atribui-se a queimadura solar e o bronzeamento pigmentar
tardio, além da relação com o desenvolvimento
do câncer de pele. Cerca de 95% dos raios ultravioletas que
atingem a Terra são do tipo UV-A e apenas 5% são UV-B.
O câncer de pele acontece em qualquer pessoa, independente
de sexo, idade e cor. Todavia, pessoas de pele clara com exposição
excessiva e repetida aos raios solares apresentam maior incidência
de aparecimento do câncer de pele.
O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais freqüente
e com menor potencial de malignidade. Seu crescimento é lento
e muito raramente se dissemina à distância segundo
estudiosos. Pode se manifestar de várias formas. Feridas
que não cicatrizam ou lesões que sangram com facilidade
a pequenos traumatismos podem ser um carcinoma basocelular.
O carcinoma espinocelular é outro tipo de câncer de
pele. Este apresenta crescimento mais rápido, com lesões
maiores e podendo enviar metástases à distância.
Acomete mais as áreas de mucosa aparente, cicatrizes de queimaduras
antigas ou áreas que sofreram irradiação terapêutica.
Pode ocorrer também a partir de lesões pré-cancerosas
decorrentes de exposição prolongada e repetida da
pele ao sol.
O melanoma maligno é um tumor muito grave que se origina
das células que produzem o pigmento da pele, a melanina.
Freqüentemente envia metástase para outros órgãos.
Pode surgir em áreas da pele não exposta ao sol como
a planta do pé, palma da mão, leito ungueal, etc,
porém é mais freqüente a ocorrência em
áreas expostas do corpo.
Câncer de Pele às vezes é como o hábito
de fumar e a falta de atenção com a dengue. Apesar
das campanhas educativas veiculadas pela mídia através
dos órgãos competentes da saúde e médicos
afins, no sentido da prevenção, as pessoas negligenciam
as mais simples medidas de auto-proteção como parar
de fumar, eliminar os focos de mosquitos e no caso do câncer
de pele, evitar a exposição exagerada ao sol. É
sabido que se não fumar não se tem câncer de
pulmão, que combatendo o mosquito da dengue evitamos essa
enfermidade e se nos protegermos da exposição excessiva
ao sol evitaremos o câncer de pele.
Durante o verão as pessoas querem ficar bonitas, bronzeadas,
sensuais, "saradas". Mas relaxam com a saúde da
pele, pelo simples fato de não abrirem mão do astro-rei,
o sol, e abusar de sua radiação. O sol não
é o mal, é vida e saúde, desde que saibamos
usá-lo com moderação.
Como medidas preventivas contra o câncer de pele não
só no verão, mas durante todo o ano, já que
vivemos em um país tropical, orientamos:
-que evite expor-se ao sol entre 10 às 16h (horário
de verão);
-use sempre um protetor solar adequado à sua pele e às
sua necessidades e não esqueça de repeti-lo quantas
vezes for preciso;
-tenha consciência do o seu tipo de pele (temos a classificação
na sessão "Perguntas e Resposta - Verão e Cirurgia
Plástica"em nosso site);
-proteja seu rosto usando um chapéu e roupas confortáveis
que cubram as áreas exposta ao sol;
-use óculos escuros par proteger seus olhos;
-lembre-se de que os raios solares são refletidos pela areia,
concreto e por superfícies espelhadas.
As crianças merecem atenção especial na proteção
solar; primeiro porque elas não sabem se cuidar sozinhas
e segundo porque está comprovado que é na infância
e adolescência que tomamos a maior parte do sol em toda a
nossa vida e o câncer de pele tem efeito cumulativo dos raios
solares tomados e geralmente começa aparecer anos depois.
Alertamos ainda que não é só na praia que ficamos
sujeitos aos danos da radiação ultravioleta solar;
profissionais que trabalham ao ar livre de modo geral, agricultores,
pedreiros, jardineiros e outros, estão propensos ao desenvolvimento
de câncer de pele da mesma forma.
Como se não bastasse a exposição inadequada
ao sol, a prática do bronzeamento artificial está
sendo muito difundida em nosso meio. Contudo, a população
pouco sabe sobre as conseqüências desta prática
a curto e longo prazo. Os fabricantes das câmaras de bronzeamento
relatam que suas lâmpadas apenas emitem raios UV-A. Trabalhos
recentes mostram que o UV-A e não o UV-B é o que está
mais relacionado ao aparecimento do melanoma, o mais temível
dos cânceres de pele, além do envelhecimento precoce
da pele. Em condições normais de exposição
ao sol ou nas sessões de bronzeamento artificial, a radiação
UV-A pode ser tão mutagênica, carcinogênica e
imunossupressora quanto à radiação UV-B.
Organizações de proteção ao meio ambiente
e entidades de classe têm discutido na atualidade os males
causados pelo progresso à natureza em todos os sentidos.
Para o nosso maior conforto temos hoje a geladeira, o ar condicionado,
o automóvel, o avião, as queimadas de áreas
de floresta para serem transformadas em pastos, etc, lançando
gases na atmosfera, que irão interagir físico-quimicamente
com a camada de ozônio enfraquecendo este escudo invisível
que filtra grande parte dos raios que passam a serem nocivos à
nossa saúde. Além do câncer de pele em pauta,
trata-se de uma questão de consciência política
de cada um de nós.
Procure um médico no caso de aparecimento de alguma feridinha
que nunca cura e que se encontra em área de exposição
ao sol, mancha escura ou avermelhada na pele e também no
caso de crescimento repentino ou mudança de forma brusca
em qualquer mancha ou sinal antigo. É comum as pessoas chegarem
ao consultório médico protegendo "uma feridinha"
no rosto com cremes, pomadas e curativos.
A BG faz o seu alerta, agora é com VOCÊ. Prevenir
é a melhor maneira para remediar esse GRANDE PROBLEMA. Valorize
a sua SAÚDE. Sol é VIDA, mas com MODERAÇÃO.
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