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Poderemos viver felizes se já não tivermos o mesmo
corpo nem a mesma aparência dos lindos anos de juventude,
ainda com expectativa de muitos anos pela frente para viver?
É fato também que as pessoas querem parecer mais
jovens e que além da precocidade da procura do estar belo,
não querem parecer "diferentes". Cada vez mais
procuram procedimentos de resposta rápida, baratos e menos
invasivos. Assim, a cosmetologia com novas tecnologias surgindo
a cada dia e pensando no mercado da beleza e jovialidade, não
juventude, vem nutrindo esse seguimento e aumentando essa demanda.
Com os resultados mais imediatos, métodos não invasivos
e de fácil execução oferecidos pela cosmetologia,
muitos cirurgiões plásticos vêm se afastando
das cirurgias e caminhando para "as injeções"
e outros pequenos procedimentos, chamando-os de cirurgia cosmética.
Observou-se também que a incidência de cirurgias plásticas
em pessoas de idade mais jovem é a nova tendência;
pois, até então cirurgia plástica era mais
procurada por pessoas mais velhas. O público feminino era
o principal a usufruir desse benefício, que também
era taxado de futilidade; tome como exemplo a cirurgia da face.
Então, qual seria a causa da procura de cirurgias como o
implante de próteses de mama e rinoplastias, etc, serem tão
significantes no público de pouca idade atualmente? Mudança
de pensamento, evolução ou modismo?
Aqui no Brasil, até pouco tempo atrás as mulheres
maduras procuravam os cirurgiões plásticos para diminuírem
suas mamas, apelando para o idealismo da beleza da adolescência.
Hoje, as mais jovens fazem o caminho inverso, querendo ser mais
atrativas e chamativas; "turbinadas".
O cliente atual não quer esperar, investe em si mesmo, não
dispõe de tempo, quer resultados imediatos e não deseja
mudanças drásticas na aparência, apesar da influência
da mídia. Esta, por sua vez, utiliza os seus personagens."Artistas"
de um modo geral que promovem os seus shows, explorando o máximo
que podem da sensualidade e sexualidade. Quem é que não
vê no Brasil o que mostram os shows de TV e a famosa festa
de carnaval, assim como a presença constante de um cirurgião
plástico em programas de auditório, fazendo algum
comentário especializado? E o que não dizer dos programas
estrangeiros que mostram extensas cirurgias como show e como prêmio?
Um pouquinho só de senso ético de todos resolveria
a questão. Mas a mídia como qualquer negócio,
tem que dar audiência e render dividendo. E todos os envolvidos
têm os seus interesses.
Voltando ao enfoque da cirurgia cosmética versus cirurgia
plástica, há de se notar, que o mercado na cirurgia
cosmética exige a emergência de novas tecnologias.
No passado a lipoaspiração foi revolucionária;
atualmente fala-se na toxina botulínica tipo A, que para
alguns já é passado. Novas regiões do corpo
estão sempre atraindo a atenção. Mais visado
tem sido o grupo de novas substâncias de preenchimento que
estão entrando no mercado, para serem injetadas por baixo
da pele e encher a face, ao invés de levantá-la.
Alguns especialistas arriscam dizer que o fundamento do lift é
ultrapassado, impróprio e que a gravidade não é
inimiga da juventude, mas sim, a perda de volume. Porém,
não podemos aceitar isto como verdade absoluta, senão
parcial e refletindo alguns interesses profissionais pessoais. Ainda
existem aqueles que defendem a minimização, ou seja,
prometem grandes resultados fazendo pequenos procedimentos nas cirurgias
de face.
São as técnicas minimalistas que prometem ainda o
curtíssimo tempo de recuperação, poucas suturas
e rapidez ao retorno das atividades, para aquele paciente angustiado
e com a falta de tempo. Contudo, a maioria dos cirurgiões
continua com seu bisturi e poucos acreditam que o face-lift será
substituído inteiramente. Entretanto, há de se considerar
que determinadas substâncias, desde a gordura até o
tão usado ácido hialurônico, quando aplicadas
em determinadas áreas da face, de acordo com a indicação
especializada, idade do cliente e fator constitucional, podem trazer
algum benefício a pessoas não operadas e melhoria
de resultado naquelas que já se submeteram a um Facelift.
Mas, quando o assunto é flacidez excessiva de pele a melhor
opção continua a ser o bisturi.
Há de se ressaltar também
que os cremes esfoliativos, tonificadores, etc, constituem um
auxílio a um bom resultado. Lembrar que produtos como
o DMAE, tão utilizados nos dias de hoje, têm suas
particularidades; sua aplicação deve ser continuada
e constante sobre a face para que seu efeito não seja
perdido.
Não podemos dar as costas ao progresso e aos benefícios
que determinados produtos cosméticos têm a oferecer;
devemos utilizá-los em conjunto com as técnicas
cirúrgicas comprovadamente eficientes, a fim de oferecermos
o melhor aos nossos clientes.
Entendemos que o tempo é inexorável e passa para
todos. |
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As alterações da idade continuam. Ainda não
temos meios de pará-las, porém já podemos retardá-las.
Na senectude o belo é mantido a custa da própria individualidade,
assim como o conceito de beleza.
Quem é que ainda não viu atrizes de idade bem avançada
ainda fazendo cirurgia plástica e cirurgia cosmética,
e outras que ainda não fizeram ou nunca irão fazer.
Como é que você vê essa beleza? Importa ou não
importa? O que interessa é querermos nos sentir bem e felizes
da maneira que nos convém. Viver, sentir-se bonito e ser
feliz, talvez seja o que interessa, não importando a idade.
Mas para quem está envolvido nesta relação
não custa nada lembrar ética e respeito com o seu
paciente.
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