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CIRURGIA PLÁSTICA E COSMETOLOGIA


É sobre o tema "Cirurgia Cosmética está evoluindo e o que a Cirurgia Plástica responde", uma discussão médica ocorrida em um encontro de especialistas em Vancouver - British Columbia, que vamos tecer alguns comentários.

A evolução da ciência em todas as áreas e principalmente na saúde, tem proporcionado maiores chances de longevidade ao ser humano. Isto é fato constatado. Mas será que estamos preparados para vivermos tanto e encararmos as mudanças em nosso corpo, causadas pela idade.



Poderemos viver felizes se já não tivermos o mesmo corpo nem a mesma aparência dos lindos anos de juventude, ainda com expectativa de muitos anos pela frente para viver?

É fato também que as pessoas querem parecer mais jovens e que além da precocidade da procura do estar belo, não querem parecer "diferentes". Cada vez mais procuram procedimentos de resposta rápida, baratos e menos invasivos. Assim, a cosmetologia com novas tecnologias surgindo a cada dia e pensando no mercado da beleza e jovialidade, não juventude, vem nutrindo esse seguimento e aumentando essa demanda.

Com os resultados mais imediatos, métodos não invasivos e de fácil execução oferecidos pela cosmetologia, muitos cirurgiões plásticos vêm se afastando das cirurgias e caminhando para "as injeções" e outros pequenos procedimentos, chamando-os de cirurgia cosmética. Observou-se também que a incidência de cirurgias plásticas em pessoas de idade mais jovem é a nova tendência; pois, até então cirurgia plástica era mais procurada por pessoas mais velhas. O público feminino era o principal a usufruir desse benefício, que também era taxado de futilidade; tome como exemplo a cirurgia da face.

Então, qual seria a causa da procura de cirurgias como o implante de próteses de mama e rinoplastias, etc, serem tão significantes no público de pouca idade atualmente? Mudança de pensamento, evolução ou modismo?

Aqui no Brasil, até pouco tempo atrás as mulheres maduras procuravam os cirurgiões plásticos para diminuírem suas mamas, apelando para o idealismo da beleza da adolescência. Hoje, as mais jovens fazem o caminho inverso, querendo ser mais atrativas e chamativas; "turbinadas".

O cliente atual não quer esperar, investe em si mesmo, não dispõe de tempo, quer resultados imediatos e não deseja mudanças drásticas na aparência, apesar da influência da mídia. Esta, por sua vez, utiliza os seus personagens."Artistas" de um modo geral que promovem os seus shows, explorando o máximo que podem da sensualidade e sexualidade. Quem é que não vê no Brasil o que mostram os shows de TV e a famosa festa de carnaval, assim como a presença constante de um cirurgião plástico em programas de auditório, fazendo algum comentário especializado? E o que não dizer dos programas estrangeiros que mostram extensas cirurgias como show e como prêmio? Um pouquinho só de senso ético de todos resolveria a questão. Mas a mídia como qualquer negócio, tem que dar audiência e render dividendo. E todos os envolvidos têm os seus interesses.

Voltando ao enfoque da cirurgia cosmética versus cirurgia plástica, há de se notar, que o mercado na cirurgia cosmética exige a emergência de novas tecnologias. No passado a lipoaspiração foi revolucionária; atualmente fala-se na toxina botulínica tipo A, que para alguns já é passado. Novas regiões do corpo estão sempre atraindo a atenção. Mais visado tem sido o grupo de novas substâncias de preenchimento que estão entrando no mercado, para serem injetadas por baixo da pele e encher a face, ao invés de levantá-la.

Alguns especialistas arriscam dizer que o fundamento do lift é ultrapassado, impróprio e que a gravidade não é inimiga da juventude, mas sim, a perda de volume. Porém, não podemos aceitar isto como verdade absoluta, senão parcial e refletindo alguns interesses profissionais pessoais. Ainda existem aqueles que defendem a minimização, ou seja, prometem grandes resultados fazendo pequenos procedimentos nas cirurgias de face.

São as técnicas minimalistas que prometem ainda o curtíssimo tempo de recuperação, poucas suturas e rapidez ao retorno das atividades, para aquele paciente angustiado e com a falta de tempo. Contudo, a maioria dos cirurgiões continua com seu bisturi e poucos acreditam que o face-lift será substituído inteiramente. Entretanto, há de se considerar que determinadas substâncias, desde a gordura até o tão usado ácido hialurônico, quando aplicadas em determinadas áreas da face, de acordo com a indicação especializada, idade do cliente e fator constitucional, podem trazer algum benefício a pessoas não operadas e melhoria de resultado naquelas que já se submeteram a um Facelift. Mas, quando o assunto é flacidez excessiva de pele a melhor opção continua a ser o bisturi.

Há de se ressaltar também que os cremes esfoliativos, tonificadores, etc, constituem um auxílio a um bom resultado. Lembrar que produtos como o DMAE, tão utilizados nos dias de hoje, têm suas particularidades; sua aplicação deve ser continuada e constante sobre a face para que seu efeito não seja perdido.


Não podemos dar as costas ao progresso e aos benefícios que determinados produtos cosméticos têm a oferecer; devemos utilizá-los em conjunto com as técnicas cirúrgicas comprovadamente eficientes, a fim de oferecermos o melhor aos nossos clientes.

Entendemos que o tempo é inexorável e passa para todos.

As alterações da idade continuam. Ainda não temos meios de pará-las, porém já podemos retardá-las. Na senectude o belo é mantido a custa da própria individualidade, assim como o conceito de beleza.

Quem é que ainda não viu atrizes de idade bem avançada ainda fazendo cirurgia plástica e cirurgia cosmética, e outras que ainda não fizeram ou nunca irão fazer.

Como é que você vê essa beleza? Importa ou não importa? O que interessa é querermos nos sentir bem e felizes da maneira que nos convém. Viver, sentir-se bonito e ser feliz, talvez seja o que interessa, não importando a idade. Mas para quem está envolvido nesta relação não custa nada lembrar ética e respeito com o seu paciente.

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