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Outros estão em estudo, como os componentes alimentícios.
Estresse, obesidade, alteração no sono, alimentação
inadequada, sedentarismo e disfunções hormonais são
causas apontadas como fatores de risco para o surgimento de um câncer.
Cientistas britânicos já anunciaram a descoberta de
um gene que pode ser um dos responsáveis pelos casos espontâneos
de câncer de mama e de ovário, mas não há
nada comprovado. Atualmente. A OMS (Organização Mundial
de Saúde) contabiliza cerca de 800 tipos diferentes de tumores
malignos. Eles são responsáveis por 30% do total de
mortes no Brasil, segundo estimativas médicas.
Nem tudo está tão sombrio como possa parecer, atualmente
há uma variedade de tratamentos muito eficaz e menos agressiva.
Graças ao extenso número de estudos, pode-se tratar
cada tipo de tumor de uma maneira mais certeira. As pesquisas forneceram
informações mais precisas e já estão
sendo utilizadas no tratamento da doença. O diagnóstico
precoce aumenta as chances de cura, 70% dos casos de câncer
de mama no Brasil são diagnosticados na fase inicial, quando
as chances de cura chegam a 90% no câncer de mama, 95% no
câncer de próstata e 70% no câncer de pulmão,
os três tipos de cânceres mais comuns.
O CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama é a principal causa de morte entre
as mulheres e é diagnosticado em 42 mil novas vítimas
por ano no Brasil, segundo estatísticas publicadas na mídia.
É uma afirmação bombástica, mas é
a realidade. Portanto, preste atenção para as seguintes
dicas, apesar da maioria das mudanças apresentadas nas mamas
desaparece na próxima menstruação. Fique alerta
e procure um médico se na observação e/ou palpação
de suas mamas estiver acontecendo o seguinte:
- Assimetrias ou diferenças no formato da mamas. É
normal uma mama ser diferente da outra em tamanho, implantação,
lateralidade ou serem mais unidas entre si. Pode acontecer de uma
delas ser mais caída que a outra naturalmente. A diferença
que se chama atenção vem acontecendo aos poucos e
é localizada. Pode aparecer uma região retraída,
um aspecto da pele tipo casca de laranja, etc.
- Um caroço que não desaparece após o início
do período menstrual ou um caroço antigo que está
crescendo ou modificando. À palpação o caroço
é duro, imóvel e com superfície irregular.
- Podem surgir também nódulos palpáveis na
axila.
- Secreção sanguinolenta persistente ou espontânea
pelo mamilo.
- Dor localizada com duração maior no período
menstrual, mas pode não aparecer. Não é regra
geral.
- Infecção ou eczema na pele que não desaparece
com antibióticos ou corticóides adequados para este
tipo de lesão.
- Abaulamentos repentinos que se sobrepõem à pele.
- Um mamilo que se torna invertido. O mamilo invertido pode ser
apenas uma alteração anatômica normal sem nenhum
cunho maligno e com tratamento cirúrgico que proporciona
a sua eversão natural.
- O INCA, Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, não
estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de
detecção precoce do câncer de mama. A recomendação
é que o exame das mamas pela própria mulher faça
parte das ações de educação para a saúde
que contemplem o conhecimento do próprio corpo. As evidências
científicas sugerem que o auto-exame das mamas não
é eficiente para o rastreamento e não contribui para
a redução da mortalidade por câncer de mama.
Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências
negativas, como aumento do número de biópsia de lesões
benignas, falsa sensação de segurança nos exames
falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames
falsamente positivo.
- As formas mais eficazes para detecção precoce do
câncer de mama são: o exame clínico da mama
e a mamografia.
- Sugestão: examine você, mas procure um médico
da especialidade e conceituado no assunto.
O Câncer de mama é o mais temido pelas mulheres, provavelmente
devido à sua alta freqüência. É comum encontrar-se
alguém com história de um parente ou uma amiga que
teve ou morreu de câncer de mama. A mulher em particular sofre
efeitos psicológicos consideráveis, devido ao "fator
mutilante" relacionado com alguns tipos de câncer e seu
tratamento. A hipótese de "perder uma mama" desencadeia
problemas de relacionamento íntimo, com relação
à sexualidade e sensualidade. É como se ela se tornasse
menos mulher.
O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35
anos de idade; mas, acima desta faixa etária sua incidência
cresce rápida e progressivamente. Em menores proporções
o câncer de mama pode acontecer nos homens.
Desde a década de 1960, mas principalmente a partir dos anos
1980, o uso da terapêutica hormonal na pós-menopausa
cresceu de maneira significante, pois, entende-se haver indicação
com esta terapia nas seguintes situações: correção
da disfunção menstrual da perimenopausa; alívio
dos sintomas climatéricos; prevenção e tratamento
das alterações do trofismo urogenital; prevenção
das alterações atróficas da pele; melhora da
sexualidade, prevenção e tratamento da osteoporose.
No início, diversos estudos concluíram ter essa terapêutica
um efeito benéfico na redução dos riscos cardiovascular
e ósseo. Por outro lado, apesar de controverso, outros ensaios,
evidenciavam um acréscimo no risco de câncer de mama,
mas que, em vista dos grandes benefícios, era pouco importante.
"O estudo MWS (Million Women Study), mais conhecido no Brasil
como estudo Um Milhão de Mulheres" mudou radicalmente
o quadro benéfico com relação à terapia
hormonal, pois, reiterou o aumento de risco mamário que pode
acarretar. No entanto, o MWS não responde se hormônios
promovem o câncer de mama ou se simplesmente estimula o crescimento
mais rápido de células tumorais previamente existente
e não detectadas.
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica
por um grupo de profissionais especializados que começa pelo
clínico ou mastologista, exames como a lavagem dos ductos
mamários, mamografia, ressonância magnética,
mamotomia estereotáxica, biópsia, etc. Este último
exame consiste em introduzir no local da tumoração
suspeita uma agulha de grosso calibre, com a finalidade de retirar
amostras do tecido mamário para análise histopatológica.
É feito sob anestesia local e reduz em 70% a necessidade
de procedimentos cirúrgicos para biópsia.
O tratamento do câncer é multidisciplinar. Estão
envolvidos oncologistas das mais variadas especialidades clínico-cirúrgicas.
A cirurgia plástica também dá sua contribuição
com técnicas de ressecção e reconstrução
associadas, feitas de acordo com as possibilidades reais do caso,
dentro de um pensamento estético e curativo.
As drogas quimioterápicas podem ser dadas em doses fracionadas,
o que reduz e ameniza os efeitos colaterais (náuseas, diarréia,
riscos de infecção) e por via oral, o que significa
poder tomar em casa. O cabelo pode cair, mas você deve pensar
em vencer esta luta e sempre deve estar em prontidão contras
às depressões.
A radioterapia é usada para tratar 60% dos tipos de câncer,
a radioterapia se utiliza de radiações ionizantes
que danificam o material genético das células tumorais.
"Os aparelhos atuais são mais precisos e conseguem poupar
mais os tecidos sadios que estão mais próximo do tumor".
A radioterapia intra-operatória, desenvolvida por Umberto
Veronesi, também já é uma realidade. Consiste
em aplicar uma dose única de radiação durante
cerca de vinte minutos, possibilitando dispensar as seis semanas
de sessões diárias de radioterapia depois da operação.
As cirurgias de outrora eram extremamente agressivas e mutilantes;
hoje as mastectomias são mais conservadoras e monitoradas
ou radioguiadas (injeta-se uma substância radioativa para
localizar com exatidão o tumor e para a extração
de nódulos minúsculos), seja pelo linfonodo sentinela
ou exames especializados de imagem a todo tempo, para melhores prognóstico
e cura.
Um parêntese para o linfonodo sentinela: constituía
conduta cirúrgica de tratamento, quando a paciente era portadora
de câncer de mama, da cirurgia que extirparia o tumor, ou
o tumor e a mama, além da retirada de toda cadeia ganglionar
como forma de prevenção da disseminação
do tumor. Atualmente corantes são injetados na mama para
rastrear o primeiro gânglio, que quando encontrado é
retirado e, imediatamente estudado histopatologicamente. Se ele
não estiver contaminado, os demais provavelmente não
estarão e serão preservados. Esta conduta diminui
os linfedemas do membro superior (braço) e suas complicações
como infecções locais e de perda de sensibilidade.
Além do mais este gânglio orientará na estratégia
a ser tomada e prognóstico.
A cura depende do diagnóstico precoce, tipo de tumor, de
sua agressividade ou patogenicidade, estadiamento encontrado e do
seu combate eficaz. Um dos lados mais perversos do câncer
de mama é que ele é um dos tumores com as mais altas
taxas de recidiva. Metade das pacientes tratadas volta a desenvolver
novos nódulos. Assim, o principal foco no tratamento do câncer
de mama é monitorar a todo tempo o surgimento de algum novo
nódulo e é por isso, que se o tumor não voltar
ou se manifestar por um período de cinco anos a partir do
diagnóstico inicial, a paciente poderá ser considerada
curada.
As reconstruções da mama podem acontecer imediatamente
após a retirada do tumor ou tardiamente, tempos depois da
mastectomia realizada. Há critérios de segurança
e comum acordo das especialidades em questão, para que uma
ou outra aconteça. As reparações são
feitas de acordo com cada caso em particular por tecidos próprios,
que são os chamados "retalhos" na linguagem médica,
provenientes do abdome (retos abdominais), costas (grande dorsal)
e até as nádegas (glúteos) em alguns casos.
Outras técnicas utilizadas são as utilizações
de expansores cutâneos e as próteses de silicone mamário.
O complexo aréolo-mamilar é possível de reparações.
O mamilo é feito na maioria das vezes com parte do mamilo
da outra mama. Pode-se utilizar ainda cartilagem de orelha com a
pele da própria mama reconstruída, ou prótese.
A aréola é reconstruída a partir de enxerto
de pele retirada da região da face interna da coxa, que tem
maior quantidade de melanina, mais escura e mais semelhante à
pele da aréola. Essas cirurgias acontecem em várias
etapas.
É importantíssimo ressaltar que a paciência,
vontade, a solidariedade, a participação do marido,
filhos, mãe, irmãos, amigos; todos envolvidos com
fé em Deus no combate desta doença, é que será
capaz de vencer a tristeza e desestruturação de muitas
vidas.
A genética promete ser o campo de batalha em que o câncer
de mama encontrará a sua derrocada. Já há estudos
de mapeamento dos tumores de mama chamados mammaprint. O mammaprint
ajuda a determinar com precisão o grau de agressivade do
tumor, o risco de disseminação e como responderá
aos tratamentos disponíveis. Mas, tudo ainda está
na fase de estudos. Uma hora acontecerá esta vitória,
mesmo com o pouco investimento destinado para tão importante
pesquisa.
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