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CÂNCER DE MAMA
A PALAVRA É CÂNCER. O ASSUNTO É EXTENSO, MAS TENHA PACIÊNCIA
DE LER. PODE ACONTECER COM QUALQUER UM.
O porquê de uma pessoa adquirir um câncer,
seja ele qual for, tem razões variadas, que estão quase sempre
relacionadas ao meio ambiente, aos hábitos sociais, culturais e à
herança genética, falando-se sob um ponto de vista epidemiológico.
A medicina reconhece que 10% dos tumores têm origem genética, ou
seja, um gene com algum defeito é herdado.
O Ministério da Saúde informa que 80% a 90% dos casos de câncer
estão associados a fatores ambientais, como o cigarro, a exposição
excessiva ao sol e viroses.
Outros estão em estudo, como os componentes alimentícios.
Estresse, obesidade, alteração no sono, alimentação
inadequada, sedentarismo e disfunções hormonais são causas
apontadas como fatores de risco para o surgimento de um câncer. Cientistas
britânicos já anunciaram a descoberta de um gene que pode ser um
dos responsáveis pelos casos espontâneos de câncer de mama
e de ovário, mas não há nada comprovado. Atualmente. A
OMS (Organização Mundial de Saúde) contabiliza cerca de
800 tipos diferentes de tumores malignos. Eles são responsáveis
por 30% do total de mortes no Brasil, segundo estimativas médicas.
Nem tudo está tão sombrio como possa parecer, atualmente há uma variedade de tratamentos muito eficaz e menos agressiva. Graças ao extenso número de estudos, pode-se tratar cada tipo de tumor de uma maneira mais certeira. As pesquisas forneceram informações mais precisas e já estão sendo utilizadas no tratamento da doença. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, 70% dos casos de câncer de mama no Brasil são diagnosticados na fase inicial, quando as chances de cura chegam a 90% no câncer de mama, 95% no câncer de próstata e 70% no câncer de pulmão, os três tipos de cânceres mais comuns.
O CÂNCER DE MAMA
O câncer de mama é a principal causa de
morte entre as mulheres e é diagnosticado em 42 mil novas vítimas
por ano no Brasil, segundo estatísticas publicadas na mídia. É
uma afirmação bombástica, mas é a realidade. Portanto,
preste atenção para as seguintes dicas, apesar da maioria das
mudanças apresentadas nas mamas desaparece na próxima menstruação.
Fique alerta e procure um médico se na observação e/ou
palpação de suas mamas estiver acontecendo o seguinte:
- Assimetrias ou diferenças no formato da mamas. É normal uma mama ser diferente da outra em tamanho, implantação, lateralidade ou serem mais unidas entre si. Pode acontecer de uma delas ser mais caída que a outra naturalmente.
A diferença que se chama atenção vem acontecendo aos poucos e é localizada. Pode aparecer uma região retraída, um aspecto da pele tipo casca de laranja, etc.
- Um caroço que não desaparece após
o início do período menstrual ou um caroço antigo que está
crescendo ou modificando. À palpação o caroço é
duro, imóvel e com superfície irregular.
- Podem surgir também nódulos palpáveis na axila.
- Secreção sanguinolenta persistente ou espontânea pelo
mamilo.
- Dor localizada com duração maior no período menstrual,
mas pode não aparecer. Não é regra geral.
- Infecção ou eczema na pele que não desaparece com antibióticos
ou corticóides adequados para este tipo de lesão.
- Abaulamentos repentinos que se sobrepõem à pele.
- Um mamilo que se torna invertido. O mamilo invertido pode ser apenas uma alteração
anatômica normal sem nenhum cunho maligno e com tratamento cirúrgico
que proporciona a sua eversão natural.
- O INCA, Instituto Nacional de Câncer, Rio de Janeiro, não estimula
o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção
precoce do câncer de mama. A recomendação é que o
exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações
de educação para a saúde que contemplem o conhecimento
do próprio corpo. As evidências científicas sugerem que
o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não
contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama.
Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências
negativas, como aumento do número de biópsia de lesões
benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente
negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivo.
- As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer
de mama são: o exame clínico da mama e a mamografia.
- Sugestão: examine você, mas procure um médico da especialidade
e conceituado no assunto.
O Câncer de mama é o mais temido pelas mulheres, provavelmente
devido à sua alta freqüência. É comum encontrar-se
alguém com história de um parente ou uma amiga que teve ou morreu
de câncer de mama. A mulher em particular sofre efeitos psicológicos
consideráveis, devido ao "fator mutilante" relacionado com
alguns tipos de câncer e seu tratamento. A hipótese de "perder
uma mama" desencadeia problemas de relacionamento íntimo, com relação
à sexualidade e sensualidade. É como se ela se tornasse menos
mulher.
O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos de idade;
mas, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida
e progressivamente. Em menores proporções o câncer de mama
pode acontecer nos homens.
Desde a década de 1960, mas principalmente a partir dos anos 1980, o
uso da terapêutica hormonal na pós-menopausa cresceu de maneira
significante, pois, entende-se haver indicação com esta terapia
nas seguintes situações: correção da disfunção
menstrual da perimenopausa; alívio dos sintomas climatéricos;
prevenção e tratamento das alterações do trofismo
urogenital; prevenção das alterações atróficas
da pele; melhora da sexualidade, prevenção e tratamento da osteoporose.
No início, diversos estudos concluíram ter essa terapêutica
um efeito benéfico na redução dos riscos cardiovascular
e ósseo. Por outro lado, apesar de controverso, outros ensaios, evidenciavam
um acréscimo no risco de câncer de mama, mas que, em vista dos
grandes benefícios, era pouco importante. "O estudo MWS (Million
Women Study), mais conhecido no Brasil como estudo Um Milhão de Mulheres"
mudou radicalmente o quadro benéfico com relação à
terapia hormonal, pois, reiterou o aumento de risco mamário que pode
acarretar. No entanto, o MWS não responde se hormônios promovem
o câncer de mama ou se simplesmente estimula o crescimento mais rápido
de células tumorais previamente existente e não detectadas.
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica por
um grupo de profissionais especializados que começa pelo clínico
ou mastologista, exames como a lavagem dos ductos mamários, mamografia,
ressonância magnética, mamotomia estereotáxica, biópsia,
etc. Este último exame consiste em introduzir no local da tumoração
suspeita uma agulha de grosso calibre, com a finalidade de retirar amostras
do tecido mamário para análise histopatológica. É
feito sob anestesia local e reduz em 70% a necessidade de procedimentos cirúrgicos
para biópsia.
O tratamento do câncer é multidisciplinar. Estão envolvidos
oncologistas das mais variadas especialidades clínico-cirúrgicas.
A cirurgia plástica também dá sua contribuição
com técnicas de ressecção e reconstrução
associadas, feitas de acordo com as possibilidades reais do caso, dentro de
um pensamento estético e curativo.
As drogas quimioterápicas podem ser dadas em doses fracionadas, o que
reduz e ameniza os efeitos colaterais (náuseas, diarréia, riscos
de infecção) e por via oral, o que significa poder tomar em casa.
O cabelo pode cair, mas você deve pensar em vencer esta luta e sempre
deve estar em prontidão contras às depressões.
A radioterapia é usada para tratar 60% dos tipos de câncer, a radioterapia
se utiliza de radiações ionizantes que danificam o material genético
das células tumorais. "Os aparelhos atuais são mais precisos
e conseguem poupar mais os tecidos sadios que estão mais próximo
do tumor". A radioterapia intra-operatória, desenvolvida por Umberto
Veronesi, também já é uma realidade. Consiste em aplicar
uma dose única de radiação durante cerca de vinte minutos,
possibilitando dispensar as seis semanas de sessões diárias de
radioterapia depois da operação.
As cirurgias de outrora eram extremamente agressivas e mutilantes; hoje as mastectomias
são mais conservadoras e monitoradas ou radioguiadas (injeta-se uma substância
radioativa para localizar com exatidão o tumor e para a extração
de nódulos minúsculos), seja pelo linfonodo sentinela ou exames
especializados de imagem a todo tempo, para melhores prognóstico e cura.
Um parêntese para o linfonodo sentinela: constituía conduta cirúrgica
de tratamento, quando a paciente era portadora de câncer de mama, da cirurgia
que extirparia o tumor, ou o tumor e a mama, além da retirada de toda
cadeia ganglionar como forma de prevenção da disseminação
do tumor. Atualmente corantes são injetados na mama para rastrear o primeiro
gânglio, que quando encontrado é retirado e, imediatamente estudado
histopatologicamente. Se ele não estiver contaminado, os demais provavelmente
não estarão e serão preservados. Esta conduta diminui os
linfedemas do membro superior (braço) e suas complicações
como infecções locais e de perda de sensibilidade. Além
do mais este gânglio orientará na estratégia a ser tomada
e prognóstico.
A cura depende do diagnóstico precoce, tipo de tumor, de sua agressividade
ou patogenicidade, estadiamento encontrado e do seu combate eficaz. Um dos lados
mais perversos do câncer de mama é que ele é um dos tumores
com as mais altas taxas de recidiva. Metade das pacientes tratadas volta a desenvolver
novos nódulos. Assim, o principal foco no tratamento do câncer
de mama é monitorar a todo tempo o surgimento de algum novo nódulo
e é por isso, que se o tumor não voltar ou se manifestar por um
período de cinco anos a partir do diagnóstico inicial, a paciente
poderá ser considerada curada.
As reconstruções da mama podem acontecer imediatamente após
a retirada do tumor ou tardiamente, tempos depois da mastectomia realizada.
Há critérios de segurança e comum acordo das especialidades
em questão, para que uma ou outra aconteça. As reparações
são feitas de acordo com cada caso em particular por tecidos próprios,
que são os chamados "retalhos" na linguagem médica,
provenientes do abdome (retos abdominais), costas (grande dorsal) e até
as nádegas (glúteos) em alguns casos. Outras técnicas utilizadas
são as utilizações de expansores cutâneos e as próteses
de silicone mamário. O complexo aréolo-mamilar é possível
de reparações. O mamilo é feito na maioria das vezes com
parte do mamilo da outra mama. Pode-se utilizar ainda cartilagem de orelha com
a pele da própria mama reconstruída, ou prótese. A aréola
é reconstruída a partir de enxerto de pele retirada da região
da face interna da coxa, que tem maior quantidade de melanina, mais escura e
mais semelhante à pele da aréola. Essas cirurgias acontecem em
várias etapas.
É importantíssimo ressaltar que a paciência, vontade, a
solidariedade, a participação do marido, filhos, mãe, irmãos,
amigos; todos envolvidos com fé em Deus no combate desta doença,
é que será capaz de vencer a tristeza e desestruturação
de muitas vidas.
A genética promete ser o campo de batalha em que o câncer de mama
encontrará a sua derrocada. Já há estudos de mapeamento
dos tumores de mama chamados mammaprint. O mammaprint ajuda a determinar com
precisão o grau de agressivade do tumor, o risco de disseminação
e como responderá aos tratamentos disponíveis. Mas, tudo ainda
está na fase de estudos. Uma hora acontecerá esta vitória,
mesmo com o pouco investimento destinado para tão importante pesquisa.
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