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ÁREAS DE RISCO NO PACIENTE SENTADO:
· Tuberosidades isquiáticas.
· Espinha dorsal torácica.
· Pés.
· Calcanhares.
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ÁREAS DE RISCO NO PACIENTE ACAMADO:
· Região sacrococcígea.
· Região trocanteriana, isquiática espinha
ilíaca.
· Joelhos (face anterior, medial e lateral).
· Tornozelos.
· Calcanhares.
· Cotovelos.
· Espinha dorsal.
· Cabeça (região occipital e orelhas).
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CAUSAS E FATORES DE RISCO:
· Pressão constante sobre a região (PRINCIPAL).
· Fricção (durante mobilizações
ou transferências, rugas e migalhas na roupa de cama, defeito
no colchão).
· Umidade (suor, roupas ou fraldas embebidas com urina e
fezes).
· Mobilidade reduzida, inatividade ou imobilidade.
· Sensibilidade reduzida.
· Estados de subnutrição que causem perda de
peso e consequentemente, perda do coxim sobre as proeminências
ósseas.
· Incontinência fecal e urinária.
· Falta de asseio.
· Aplicação imprópria de aparelhos de
gesso ou restrição.
· Diabetes.
· Má circulação.
· Obesidade, pela dificuldade de mobilização
e umidade retida entre as dobras de pele.
· Paralisias.
· Edema generalizado.
· Desidratação.
· Anemia.
· Avitaminose.
· Febre prolongada.
PREVENÇÃO
As úlceras de pressão só levam algumas horas
para se formarem, mas podem levar meses a até anos para cicatrizarem.
A responsabilidade na prevenção das úlceras
de decúbito deve ser dividida entre os clínicos, enfermagem,
serviço de nutrição e de nutrição
enteral, fisioterapia, farmacêutico, administração
do hospital, familiares do paciente e dele próprio se possível.
· Examine diariamente todo o corpo de uma pessoa acamada
ou em cadeira de rodas, especialmente as áreas que recebem
maior pressão, pois estão mais sujeitas ao surgimento
de úlceras.
· Evite a permanência prolongada na mesma posição.
Se estiver acamado, deve mudar de posição (frente
para costas e de um lado para o outro) a cada duas horas. Se estiver
em cadeira de rodas, levantar um pouco o corpo com os braços
ou com auxílio a cada 10-15 min.
· Não arraste ou friccione a pele na cama ou na cadeira
de rodas durante uma transferência ou mudança de posição.
Recomenda-se o uso de traçados, skate ou o levantamento como
meios menos traumáticos. A fricção pode ser
reduzida com uso de lubrificantes secos como a maisena ou com aplicação
de curativos tipo HIDROCOLÓIDE OU FILME TRANSPARENTE.
· Use roupas de cama limpas, macias e secas. Mantenha os
lençóis de cama esticados e sem dobras.
· Mantenha sempre seco. Roupas úmidas, especialmente
com urina desenvolvem e pioram as úlceras.
· A superfície do colchão ou da cadeira de
rodas deve ser macia, para reduzir a pressão sobre as proeminências
ósseas. Travesseiros e lençóis de algodão
são coisas simples para reduzir a pressão se usados
corretamente, pois se moldam ao corpo. Ex: pode-se colocar um travesseiro
embaixo da panturrilha para elevar o pé e afastar o calcanhar
da cama.
· Banho diário e secar a pessoa sem esfregar a toalha.
· Boa dieta é importante para prevenir úlcera
de decúbito. Portanto, ingerir alimentos nutritivos como
frutas, legumes, verduras, carne, peixe e outros. Óleos e
gorduras devem ser evitados.
ESTÁGIOS DAS FERIDAS
(ÚLCERAS DE PRESSÃO OU DE DECÚBITO)
ESTÁGIO I
Observam-se alterações causadas pela pressão
sobre a pele, que se comparada às áreas adjacentes
ou à pele da região oposta do corpo poderão
incluir alguns destes sinais: mudança de temperatura da pele
(calor ou frio), alteração de sua consistência
(endurecimento ou amolecimento) e sensação de dor
e coceira. A ferida aparece como uma área bem definida de
vermelhidão persistente nas pessoas de peles claras, enquanto
nas pessoas de pele escura, a ferida pode apresentar-se desde avermelhada,
azulada ou com nuances violáceos.
ESTÁGIO II
Ocorre perda parcial da epiderme, derme ou de ambas. A ferida (úlcera)
é superficial e se apresenta clinicamente como uma abrasão,
bolha ou ulceração rasa.
ESTÁGIO III
Há perda de pele em toda sua espessura com necrose ou dano
ao subcutâneo, podendo estender-se para baixo até a
fáscia. A úlcera se apresenta clinicamente como uma
cratera profunda com ou sem túneis de descolamento dos tecidos
em torno.
ESTÁGIO IV
Perda de toda espessura da pele com extensa destruição,
necrose tissular, dano a musculatura, osso ou estruturas de suporte
(exemplo: tendão, articulação, cápsula).
Podem estar associados fístulas e descolamentos.
TRATAMENTO DE ÚLCERAS DE PRESSÃO
A escolha do tratamento depende da fase de lesão, de sua
extensão, de sua localização, da presença
ou não de infecção local e da pele peri-lesional.
Fase I (eritema e flictena):
· Mantenha a região livre de pressão. Isto
significa que o paciente não deve permanecer deitado ou sentado
sobre a área afetada.
· Pode-se usar nesta fase um curativo com filme de poliuretano
ou ácido graxo essencial para formar camada de proteção
e evitar microfissuras da pele.
· Evitar a umidade e atrito.
Fase II (quando a necrose da camada superficial da pele
está instalada):
· Mantenha a região LIMPA. Pode-se usar água
morna para lavar (não usar anti-sépticos alcoólicos
ou com concentração alta de iodo para evitar ressecamento
excessivo).
· Pode-se usar curativo de Hidrogel ou Hidrocolóide
em placa que mantenha a área de necrose úmida, favorecendo
o auto-debridamento e posteriormente estimulando a granulação.
Existe o Hidrocolóide com aliviador de pressão.
· Também podem ser usadas enzimas proteolíticas,
como a papaína, para desbridamento químico da placa
de necrose. Mas, deverão ser substituídas após
a necrose ter sido retirada, por substâncias que estimulem
a granulação. Se houver infecção associada
o uso de antibiótico será necessário.
· Ácidos graxos essenciais também podem ser
usados sozinhos ou associados ao hidrocolóide e hidrogel
em placa.
· Se houver infecção associada, usar antibiótico
local e sistêmico.
Fases III e IV (quando existe ulceração com
grandes cavidades, com extensa necrose e infecção
associadas):
· Usar antibiótico adequado.
· Se há necrose extensa, é necessário
fazer desbridamento cirúrgico dos tecidos danificados.
· Aporte nutricional rico em proteínas, aminoácidos
essenciais, sais minerais e vitaminas necessários ao processo
cicatricial, pois é uma fase de intenso consumo.
· Curativos com ação bactericida, como o carvão
ativado, a sulfadiazina de prata, antibióticos tópicos
ou mesmo o açúcar.
· Se houver muita exudação na ferida, pode-se
optar por curativos mais absorventes, como os alginatos, as espumas
de hidropolímeros e hidrocolóides. Estes preservam
a umidade e ph adequados na ferida.
· Se a ferida for pouco exudativa, os hidrogéis com
alginato e ácidos graxos essenciais são também
uma boa escolha, desde que utilizados com materiais que não
grudem no tecido de granulação e não provoquem
danos ao mesmo ao serem retirados. Evitar gaze.
· Reparação da perda tecidual com retalhos
cirúrgicos, conforme avaliação e indicação
do cirurgião plástico.
CUIDADOS GERAIS IMPORTANTES QUANDO JÁ EXISTE DANO À
PELE
· Mantenha a região livre de pressão. Isto
significa que o paciente não deve permanecer deitado ou sentado
sobre a área afetada. A retirada da pressão da ferida
é sempre mandatória.
· Mantenha a região LIMPA. Pode-se usar água
morna para lavar (não usar anti-sépticos alcoólicos
ou com concentração alta de iodo para evitar ressecamento
excessivo).
· Boa alimentação. Se houver muita perda de
líquido pela úlcera, há também grande
perda protéica associada. Comer alimentos ricos em proteínas
como leite, qualhada, verduras, legumes, carnes e peixes.
· Tratar qualquer anemia e hipovitaminoses.
· Não aplicar talco nem massagear a região.
Massagem sobre proeminências ósseas funcionam como
trauma adicional e dano à pele.
· Não use aliviadores de pressão de borracha
ou outro em volta da úlcera, pois transferem a pressão
para as áreas adjacentes, dificultando a circulação
sangüínea e aumentando a necrose.
· Fisioterapia para melhorar as habilidades funcionais.
· A cabeceira do leito não deve ser elevada a mais
que 30 graus para limitar a pressão do corpo para baixo e
o efeito de cisalhamento.
· Usar travesseiro ou outro produto entre os joelhos quando
deitado de lado, para prevenir aposição das proeminências
ósseas.
· A Oxigenoterapia hiperbárica pode ser empregada
como tratamento coadjuvante no controle de infecção
local e para acelerar o processo de granulação e reepitelização
da ferida. Contudo, há restrições que inviabilizam
seu uso em certos pacientes, necessitando de avaliação
de riscos e possibilidade de transferências ao local de sua
realização.
OBS: Mesmo com todos estes cuidados as úlceras de pressão
no estágio III e IV podem levar de 5 a 12 meses para fecharem
completamente.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
As cirurgias podem ser necessárias para recompor áreas
de ferida extensa, através de retalhos miocutâneos
e eliminando as proeminências ósseas causadoras de
compressão. O objetivo é oferecer uma área
de maior proteção e menos chance de recidiva.
OBS: o tratamento conservador, baseado em curativos adequados à
fase da ferida, alívio de pressão e cuidados gerais
de prevenção, deve ser a primeira escolha na tentativa
de uma cicatrização espontânea.
INDICAÇÕES
Em geral, pacientes com úlceras profundas podem oferecer
risco cirúrgico elevado, devido a problemas clínicos
e nutricionais, que prejudicam o processo de cicatrização,
levando ao risco de perda da cirurgia. É muito importante
a avaliação individualizada de cada caso e a colaboração
de todos os profissionais de saúde envolvidos, dos familiares
e do próprio paciente. Todos os cuidados prévios devem
ser intensificados. É recomendável fazer antibiótico
sistêmico nos três dias anteriores à cirurgia
proposta.
· DESBRIDAMENTO de tecidos desvitalizados é indicado
sempre que haja necrose de tecidos e formação de escara.
Esta crosta escurecida da escara propicia o desenvolvimento de infecção
secundária, atingindo partes moles com celulite e abscessos.
· RETALHOS CIRÚRGICOS são de vários
tipos, como os cutâneos simples, os fáscio-cutâneos
e os miocutâneos, com técnicas de rotação,
deslizamento, transposição e outros. A escolha está
na dependência da extensão, localização
e profundidade da ferida, assim como da qualidade dos tecidos circundantes
à úlcera.
OBS: O pós-operatório deve ter atenção
redobrada ao cuidados de higiene, mudança de posição
no leito sem colocar pressão sobre o retalho cirúrgico,
troca de curativos freqüentes e bem acolchoados, boa nutrição
e instituição precoce de tratamento fisioterápico
de reabilitação.
COMPLICAÇÕES MAIS FREQÜENTES
· Hematoma, seroma, infecção, deiscência
de sutura (abertura de pontos), fístulas.
A genética promete ser o campo de batalha em que o câncer
de mama encontrará a sua derrocada. Já há estudos
de mapeamento dos tumores de mama chamados mammaprint. O mammaprint
ajuda a determinar com precisão o grau de agressivade do
tumor, o risco de disseminação e como responderá
aos tratamentos disponíveis. Mas, tudo ainda está
na fase de estudos. Uma hora acontecerá esta vitória,
mesmo com o pouco investimento destinado para tão importante
pesquisa.
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