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Gravidez, dilema da alteração do corpo & Cirurgia Plástica




GRAVIDEZ ATO de AMOR:

"O MEU PAPEL É SER MULHER e o que a cirurgia plástica tem a ver comigo,





Eu, "Mulher Grávida"

A mulher é um ser muito especial, que guarda no seu corpo a capacidade única de gerar um novo ser e na cabeça uma complexidade de dar nó no mais avançado computador. Alguém sabe o que se passa na cabeça de uma mulher? Mas, já se foram os dias em que só se preocupavam em casar, ter filhos e serem donas de casa.
Vemos nos dias de hoje que a mulher é multifacetada em suas atividades; tendo que trabalhar, muitas vezes tomando o lugar outrora ocupado pelo homem na família; porém, sem deixar de cuidar de sua aparência física e emocional em todos os sentidos. E o que dizer da TPM: existe ou não existe? Alguém ainda duvida?

Gravidez não é e nunca foi doença, ou "estado interessante".

Dependendo dela, a mulher, a gravidez poderá ou não ser compartilhada e até existir ou não, mas não vamos entrar em polêmicas. Sendo ou não uma questão de atitude ou de capricho, a mulher poderá ser mãe, ter o seu rebento e continuar bonita, vaidosa; uma particularidade única que está exportando para o tão "poderoso sexo forte: o homem". Deste modo, a mulher moderna vem desempenhando suas atividades da forma mais normal, praticando esportes, sendo plena, levando a sua vida sem dar satisfação a quem quer que pergunte o que deve ou não fazer. Donas de si e de suas vontades.

Percebe-se que desde meninas elas já fazem projetos de vida que incluem uma família, o trabalho, beleza e a "salvadora" cirurgia plástica; atualmente ciência respeitada e parte do complexo da indústria da beleza, que induz através da mídia massacrante regras para "ser e estar" sempre belas, jovens, sensuais ou sexuais.

Esta mesma mídia bombardeia constantemente o público feminino com a revelação de novas técnicas e cosméticos no mercado, à custa de interesses financeiros óbvios.

O desenvolvimento e a democratização da cirurgia plástica brasileira; sendo o Brasil o segundo grande consumidor mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos, têm facilitado o acesso de grande parte da população que busca os seus benefícios.

Os formadores de opinião e as tendências estão aí para quê? Dizer o que é certo ou errado por um pequeno espaço de tempo, que "todos" vão atrás? Hoje vale, amanhã não presta e depois tudo volta? "Não basta se questionar. Fazemos isso automaticamente toda hora. Não é instintivo, como é certo o que palavra "instinto" representa nos animais, aqueles que chamamos de inferiores. É automático.

Pronto! Chegamos ao "X" da questão; ou seja: será que a gravidez acaba com o corpo da mulher? Existe algo que se possa fazer para não perder o corpo? Quando se pode fazer a Cirurgia Plástica depois da gravidez? "Ontem"? Logo depois do parto, junto com a cesareana? Ou depois de alguns meses contados a dedo? E o que dizer do questionamento: peito ou mamadeira? Entendeu bem? As dúvidas, culpas e as vontades estabelecem o conflito.

Mas, sinceramente, quais as cirurgias para resolver o peito caído, murcho e sem graça, a barriga larga, abaulada, cheia de estrias e de pele, as gorduras irregulares localizadas nos quadris, nas costas e culotes, por exemplo? Estas dúvidas são comuns e as exigências de uma pronta resposta e de um resultado mágico e perfeito almejados por muitas futuras mamães são ainda maiores e algumas vezes improcedentes.

A gravidez é praticamente um marco em suas vidas, não somente pela reprodução em si, como também por mudanças na maneira de encarar o mundo, sendo ela a primeira ou a última. As temidas alterações estéticas no corpo são previsíveis e conhecidas de todas, desde que o mundo é mundo.

Para minorar qualquer excesso basta se prevenir, cuidar bem das duas saúdes: mãe e filho. Corpo saudável e cabeça equilibrada. Mulher grávida, agora, é o "estado de um corpo que se transforma, avoluma, cresce, alarga e incha, devido a um dos mais bonitos milagres da natureza: a geração de uma vida.

Coisa de DEUS através de DOIS: "Ele & Ela". Atualmente podemos pensar em "DOIS" como sendo um homem e uma mulher ou um espermatozóide e um óvulo ou apenas uma mulher e um doador.

A mãe moderna conta com inúmeros fundamentos para manter o corpo em forma, sem prejudicar o desenvolvimento do bebê. O acompanhamento médico pré-natal, a orientação dietética e exercícios físicos adequados no período gestacional fazem a diferença para quem se preocupa com a saúde e em preservar seu corpo.

Obviamente depois da gravidez não se pode querer que o corpo não sofra qualquer mudança. Entretanto, com estes cuidados a mulher pode se manter dentro de uma expectativa normal. O alerta para não ultrapassar o peso recomendado durante a gestação é fato; pois, a obesidade estará à sua espera se você não se cuidar no antes, durante e depois da gravidez.

Afinal, lembre-se que depois do parto todas as atenções se voltam para o bebê e você "mamãe" acha que vai tem que ficar com corpo só de mamãe para o resto da vida?
Durante um certo tempo tudo bem. Tudo é até permitido; mas, como é que fica a atração do corpo para àquela hora de intimidade com o companheiro, digamos: amor, tesão, sexo ou consigo mesma ao espelho?

Algumas maternidades já oferecem serviço de maquiagem para as mães, a fim de aumentar-lhes a auto-estima, enquanto familiares e amigos levam flores e mais flores; todas bem recebidas. Porém, aquela barriga "desandada" está lá embaixo da cinta e os seios estão lá no pescoço, cheios de alimento para uma nova vida. Corpo cansado para uma longa jornada de paciência e dedicação! Fazer o que agora? Usar e abusar o novo verbo: "mamãear".

Nós cirurgiões plásticos temos vários procedimentos cirúrgicos a oferecer, para reparar eventuais perdas do contorno corporal e devolver à mãe a vontade de continuar bonita.

As correções mais procuradas após a gravidez são as cirurgias de mama, com ou sem prótese, a lipoaspiração e a abdominoplastia.

O número de mães que se interessam pela cirurgia plástica tem aumentado significativamente nos consultórios de cirurgia plástica. Sabe-se que existem algumas mulheres que evitam amamentar e que até tomam medicação para secar o leite, pois pensam que esse ato "estragaria" suas mamas. A verdade não é bem assim e para nós é um contra-senso. Ainda bem que o incentivo à amamentação tem reduzido esse tipo de pensamento.
O abdome certamente sofre muitas alterações estéticas após a gravidez, especialmente aumento da flacidez, dilatação muscular e estrias. A abdominoplastia é a técnica mais indicada em casos com essas três características juntas; pois permite a retirada do excesso de pele e das estrias na região abaixo do umbigo e o reforço da musculatura que sofreu distensão durante aqueles nove meses de "barrigão". No entanto, há que se questionar a possibilidade de uma nova gravidez antes de realizar a abdominoplastia. Não é que ela seja um impedimento formal para outra gravidez; mas, existem alguns inconvenientes estéticos e funcionais. É comum ouvirmos de pessoas que constituem família; mas que depois se separam, vindo a constituir nova família anos depois, com o desejo de nova gravidez.

As grávidas costumam ganhar peso e acumulam gordura em algumas regiões do corpo. Muitas conseguem voltar ao peso anterior à gravidez; entretanto, algumas podem necessitar de uma lipoaspiração para corrigir excessos de gorduras localizadas e readquirir a silhueta que desejam.

Chamamos atenção que estas cirurgias só poderão ser realizadas com segurança depois de um período médio de um ano do parto.

Muita gente pergunta se pode fazer a cirurgia do abdome ou a lipoaspiração junto com o parto normal ou cesariana; isto é totalmente contra-indicado, pelos enormes riscos de complicações e falta de parâmetros técnicos naquele momento.

Mulheres que reduziram ou aumentaram suas mamas via cirurgia plástica podem perfeitamente amamentar, guardando cerca de um ano para fazer qualquer correção cirúrgica, se houver alguma perda estética sentida.

A Dra. Lílian Sá é mãe de primeira viagem, jovem, bonita e sabe o que é trabalhar com mulheres que fazem cirurgia plástica. Ela é anestesiologista da BG. Acompanhamos todo o seu período saudável de gravidez.

Já conhecemos o Guilherme antes mesmo dele vir ao mundo, durante as várias anestesias que ela realizou quando ainda estava grávida. As pantufas amarelas foram presentes dos titios da BG, quando souberam da notícia da gravidez.



"Olá!!! Tudo bem? Vou virar estrela, é verdade? Tô podendo! Brincadeira! Vou tentar passar alguma coisa que aprendi nessa nova vida de mãe. Bom, tudo começou com a decisão de querer engravidar, tomada aos 32 anos, um pouco tarde, mas sem arrependimentos. Acho que não teria idade melhor, mais madura para engravidar. A gravidez foi um período muito legal, muito especial. Transcorreu da melhor maneira possível, sem complicações, sem ganho de peso significativo, com as mudanças no corpo esperadas p/ uma gestação e, principalmente, com uma mente tranqüila. Engordei no total 10 kg (+/- 1 kg p/ mês) e o corpo não alterou muito, só no final; o que é normal, um "inchaço" nas pernas e no rosto, que desapareceu um mês depois do parto.
O marido achava tudo o máximo, curtindo cada momento. Recebia elogios da obstetra a cada consulta, fui muito bem orientada. Acho que o principal de tudo é que não alterei minha vida por causa da gravidez. Continuei trabalhando normalmente, controlava a alimentação como sempre controlei, não fiz dieta, mas também não comecei a comer tudo só porque estava grávida. Dizer que a fome é incontrolável é folclore, é só desculpa para "chutar o balde" e comer tudo que tem vontade. Meu parto foi normal e a recuperação fantástica. No mesmo dia estava falando, comendo e andando. O corpo voltou ao normal depois de dois meses e meio. Voltei a usar minhas calças jeans, fiquei super feliz. Tudo que passei durante a gestação foi fácil em relação aos cuidados que um bebê necessita, mas tudo vale à pena!!! Tanto vale que já estou planejando o segundo pra daqui a um ano. Engravidem, não tenham medo. Se o negócio desandar muito, nada que uma cirurgia plástica há seu tempo não resolva, não é mesmo? "

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