O surgimento dos expansores cutâneos veio melhorar o arsenal
de recursos técnicos utilizados pelos cirurgiões plásticos,
especialmente na área das reparações em seqüelas
de queimaduras, de acidentes com perdas teciduais, nas reconstruções
mamárias e outras como na retirada de hemangiomas, cicatrizes
alargadas e até em alguns casos estéticos, com sua
normalidade fisiológica e anatômica.
Falando de forma simples, um expansor é uma pequena bolsa
de silicone com uma borrachinha e uma válvula para preenchimento
de solução salina. O expansor pode ter formas e volumes
os mais variados, para adaptar-se a qualquer área vizinha
à deformidade que será corrigida. O cirurgião,
pela sua experiência e destreza é que decide a melhor
indicação e abordagem para o caso.
Uma vez decidido pela colocação de um expansor,
o cirurgião o colocará embaixo da pele adjacente à
lesão, com o fim de conseguir o aumento real dessa pele sã
através de infiltrações seriadas semanais de
solução salina no expansor. Essas infiltrações
farão crescer e expandir a pele como em uma gravidez.
Este processo leva normalmente um mês, após o que
se procede à retirada do expansor e avançamento da
pele sã obtida sobre a região afetada, substituindo
a área cicatricial.
Casos como os de seqüelas de queimaduras extensas podem necessitar
de vários expansores ao mesmo tempo ou da repetição
do procedimento; neste caso obedecendo a um intervalo de um ano
entre eles. Este intervalo garante melhores resultados e maior aproveitamento
da pele nas re-expansões. A experiência do cirurgião
é o fator determinante.
Nos casos das reconstruções mamárias devido
a uma mastectomia, já existem no mercado expansores específicos
para auxiliar no ganho de pele e na reparação. São
expansores com dupla câmara, que permitem uma expansão
diferenciada e individualizada de sua câmara anterior ou posterior,
agindo assim sobre uma ou outra região de uma mesma mama.
Assim, os contornos de um seio reconstruído poderão
ser determinados primordialmente pela forma do expansor que o caso
necessitar.
No que tange às reconstruções, cabe a nós
cirurgiões plásticos explicar as possibilidades, com
suas vantagens, desvantagens e limitações ao paciente.
Deve-se fazer isto sempre munidos de bom senso e ética para
não ferir nem criar falsas expectativas. O paciente sabe
como é o seu corpo e se perder alguma parte, seja ela bonita
ou não, a princípio gostaria de tê-la novamente
como era ou muito próximo.
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