|
As áreas mais comuns de ocorrência são as axilas,
seguidas das palmas das mãos, testa, plantas dos pés
e tórax, mas pode acometer outras regiões do corpo.
Aquele que sofre desta afecção, geralmente passa
por uma pessoa de pouca higiene, embora seja na maioria, aquele
que mais faz esforços para se livrar do problema. O uso de
desodorantes mostra-se ineficaz no controle da sudorese e, não
raro provoca irritações nestes casos, deixando a pessoa
sem muitas opções.
Pior ainda é quando o suor vem acompanhado de mau cheiro,
o que chamamos de BROMIDROSE, que ocorre devido ao efeito de bactérias
da pele e eventualmente de fungos.
Há também casos em que o suor chega a provocar manchas
nas roupas, na área das axilas, pois o suor tem a cor alterada.
A isto se chama de CROMIDROSE.
Todos esses nomes são variantes da mesma patologia que
acomete igualmente pessoas de ambos os sexos, iniciando seus sintomas
freqüentemente na puberdade e adolescência.
Seus portadores seguem suas vidas em meio a constrangimentos diversos
no âmbito social, durante a prática de esportes e no
lado profissional. Algumas profissões são mais prejudicadas
como os massagistas, digitadores, pianistas, maquiadores, etc.
Muita gente desconhece que há tratamento, mas há
várias formas de obtermos o controle deste problema. Já
foram descritas muitas maneiras, como o uso de medicamentos e da
iontoforese (tratamento com eletrodos), mas estes se mostraram ineficazes.
O uso da TOXINA BOTULÍNICA pelo cirurgião plástico
tem-se revelado bastante eficaz no controle da hiperhidrose. Sua
aplicação é feita em consultório sem
maiores riscos e permitindo ao paciente continuar com suas atividades
de rotina. Mas é bom saber que sua ação não
dura para sempre, sendo necessário refazer a aplicação
num período de seis a doze meses, variando em cada caso.
Para a hiperhidrose axilar há, além da aplicação
da toxina botulínica, a opção de uma raspagem
cirúrgica das glândulas axilares. Esta é realizada
em sala de cirurgia sob anestesia local e o paciente necessitará
de algum tempo de recuperação para voltar às
suas atividades normais. Os resultados podem ser limitados nos casos
mais intensos.
Existe ainda a cirurgia de simpatectomia, hoje realizada por videotoracoscopia
em serviços de cirurgia torácica. No entanto, devido
ao seu maior porte cirúrgico e riscos envolvidos, deve ser
feito com o (a) paciente internado(a) em hospital. Este procedimento
é reservado mais para os caso graves e extensos de hiperhidrose.
Procuramos abordar este tema porque sabemos que a informação
poderá ser a primeira porta para a busca da solução
da hiperhidrose, que é nada para alguns e um tormento para
quem possui.
 |
voltar
|
|