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Cada lóbulo
tem entre 1 a 4 tubos muito finos, os tubos seminíferos muito
enrolados onde, por espermatogênese (processo de divisão
celular chamado meiose), geram-se milhões de espermatozóides
(ou célula sexual masculina ou gametas masculinos).
Embrionariamente,
os testículos estão perto dos rins e vão descendo
até o saco escrotal pelo canal inguinal.
Diz-se que existe
Criptorquidia sempre que não é possível palpar
um testículo na bolsa escrotal. Quando não é
possível encontrar um ou os dois testículos nas bolsas
escrotais deve-se estudar o motivo. Essa ausência pode-se
originar de problemas congênitos ou adquiridos:
o Testículos verdadeiramente não descidos;
o Testículos fora do local (ectópicos);
o Testículos retráteis ou em "ascensor";
o Testículos ausentes.
Normalmente a descida só se dá dentro do primeiro
ano de vida. Mesmo com a possibilidade de tratamento hormonal, há
casos em que mesmo assim há necessidade de tratamento cirúrgico
da criptorquidia. No caso do tratamento cirúrgico também
pode ser corrigida uma hérnia inguinal em muitos dos casos.
A importância de identificar precocemente os casos de testículos
não descidos deve-se ao fato de que podem surgir complicações
quando não são corrigidos no tempo devido, principalmente
infertilidade na idade adulta, desenvolvimento de tumor (muitas
vezes maior), ocorrência de hérnia associada ou torção
do testículo não descido.
É ainda
bastante considerável o efeito psicológico negativo
provocado pela existência de um saco escrotal vazio. O homem
fica inibido e inseguro, assim como uma mulher que retira sua mama.
A fim de se amenizar esse efeito psicológico, há a possibilidade
de implante de uma prótese testicular, que irá disfarçar
com grande perfeição a ausência do testículo
dentro da bolsa escrotal. Essa prótese, embora não tendo
função orgânica alguma, melhora, e muito, a autoconfiança
do homem.
Pênis: quando ereto, é o órgão copulatório
masculino e consiste de 3 corpos susceptíveis de ereção
mantidos como um todo por pele e outros tecidos. Dois dos corpos (corpos
cavernosos do pênis) formam um par lado a lado na parte de cima
do pênis enquanto que o terceiro corpo (corpo esponjoso uretral)
é muito menos volumoso e está por baixo e entre os outros.
O corpo esponjoso uretral está ligado ao bolbo do pênis,
e os corpos cavernosos ao pilar do pênis, na cavidade abdominal.
O pilar e o bolbo do pênis constituem a raiz do pênis.
A cabeça do pênis (glande) está normalmente coberta
por um prolongamento de pele, o prepúcio. A zona circular que
faz a junção da coroa da glande ao corpo do pênis
constitui o sulco balano-prepucial, onde há a tendência
de se acumular "lixo", o esmegma, uma substância sebácea.
Espermatozóide tem 3 partes: a cabeça quase totalmente
formada de ADN, o segmento intermédio e a cauda, que é
o chicote que o faz mover.
Testosterona:
é um hormônio sexual tipicamente masculina, mas não
é exclusiva dos homens, ou seja, as mulheres também
o produzem em pequena quantidade; acredita-se que atua como um estimulante
sexual.
Esta hormônio é responsável pelo aparecimento
das características sexuais secundários masculinos
e comportamento; tais como os pelos púbicos e das axilas,
o timbre de voz, o aspecto físico geral e a formação
de esperma funcional em um rapaz durante a puberdade, mais ou menos
entre os 10 e os 14 anos. A taxa de testosterona no plasma sanguíneo
e a produção de espermatozóides varia um pouco
durante a vida de um homem, podendo influenciar a sua agressividade
e o seu apetite sexual.
Os esteróides
anabólicos, da família da testosterona, estimulam
o desenvolvimento dos músculos e de outras estruturas. O
seu uso abusivo por atletas pode ter efeitos secundários
muito graves como doenças dos rins e do fígado e gerar
câncer.
Próstata:
é uma glândula com o tamanho e feitio de uma castanha
grande com 4 cm transversalmente e 3 cm de espessura e com um peso
de cerca de 20 g, em um adulto. Tende a recomeçar a aumentar
lentamente (hipertrofia) a partir dos 25 anos e mais bruscamente
após os 40/45 anos, pela andropausa, podendo chegar aos 80
gramas. A próstata contribui com fluído que se junta
ao sêmen e que nutre os espermatozóides.
Sêmen:
quase 60% do sêmen é constituído por secreções
das vesículas seminais que impedem o espermatozóide
de secar e contêm proteínas coagulantes, prostaglandinas
e nutrientes incluindo um açúcar, a frutose, que lhe
fornece energia para a sua mobilidade. São alcalinas, embora
contenham ácido cítrico e fosfatase ácida,
um enzima; o que ajuda a neutralizar o ambiente ácido da
vagina, perto de 40% vem da próstata.
E glândulas bulbouretrais sob excitação sexual
e também antes da ejaculação do sêmen,
adicionam secreções líquidas que cobrem as
paredes da secção final da uretra neutralizando o
pH residual da urina. Este líquido é lançado
suavemente, aparecendo no exterior e lubrificando a cabeça
do pênis, sendo por vezes confundido com o sêmen normal.
E, menos de 1% do sêmen são espermatozóides,
tendo uma cor esbranquiçada não homogênea, e
uma consistência pegajosa.
O pH é de 7.2 a 7.8, o volume de sêmen numa ejaculação
é de 1.5 a 5.5 ml, e o número de espermatozóides
é de 40 a 250 milhão/ml e, se ejaculados na vagina,
apenas umas centenas conseguem atravessar o útero e, destes,
mais vulgarmente só um fecundará o óvulo.
Castração:
O efeito de uma castração (remoção de
ambos os testículos) depende da idade em que é feita.
Se acontece depois da puberdade o desejo e a potência sexual
não são afetados, mas se sucede antes, então
o indivíduo não desenvolve as características
sexuais secundárias nem um comportamento sexual normal.
Curiosidades:
Em certos meios sociais orientais, a castração voluntária
de adultos é uma intervenção muito requisitada
"para melhorar o desempenho sexual"!!
Do século XVI ao XVIII, foi moda castrarem jovens para que
mantivessem um tom alto vocal, parecido com a voz feminina, e serem
usados nos coros (forçosamente masculinos) das igrejas e
em peças de ópera. O cantor era chamado "falsete"
ou "castrati" ou "castrato".
São bem conhecidos os "eunucos", jovens castrados
para servirem de guardas e criados nos haréns orientais.
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Fique
de olhos nestas patologias e previna-se: além das
doenças venéreas e de impotência, o pênis
pode ser afetado por tumores cancerosos, sobretudo na glande,
por uretrites (inflamação da uretra que pode induzir
uma inflamação da bexiga, dita cistite), priapismo
(ereção dolorosa involuntária), a Doença
de Peyronie (espessamento fibroso que perturba a ereção),
a balanopostite (inflamação da glande e do prepúcio),
a balanite (inflamação crônica esbranquiçada,
na ponta da glande), a eritroplastia de Queyrat (manchas avermelhadas
sob a pele do pênis) que pode tornar-se cancerosa, etc.
Fimose: é a ausência de exposição
da glande pela tração da pele, o prepúcio,
que cobre a própria glande; isto é: a condição
de constrição, endurecimento, ou alongamento exagerado
do prepúcio, impossibilitando a criança ou o adulto
exteriorizar a glande ou cabeça do pênis. Pode
ter origem congênita ou adquirida ao longo dos anos; apresenta
um estreitamento localizado. Um prepúcio normal cobre
cerca de dois terços da cabeça do pênis,
sem apertos indevidos, e o feitio da glande pode ser mais ou
menos achatada, arredondada, em cunha, etc. |
A fimose pode
causar: dificuldade para urinar, dor durante a relação
sexual; dificuldade para a limpeza completa do pênis, ocorrendo
o acúmulo de secreções ou esmegma e parafimose,
que podem levar ao surgimento de um processo inflamatório
da glande e prepúcio (balanospostites) ou mesmo infecções
urinárias. Postectomia é a cirurgia para correção
da fimose.
Parafimose: condição na qual o prepúcio,
uma vez retraído sobre a glande, não pode ser colocado
na sua posição normal, levando ao inchaço e
dor.
Circuncisão: pequena operação em que
o prepúcio é removido devido a uma fimose ou por qualquer
outra necessidade física, por preceito religioso ou outro
motivo pessoal, deixando a glande exposta, não afetando nem
o desejo sexual nem a eficiência do pênis durante a
cópula.
ATENÇÃO: A anomalia mais comum e visível
da uretra é o meato urinário desaguar, não
na ponta da cabeça do pênis, mas ao longo do seu corpo.
Chama-se hipospádia se o meato urinário abriu por
debaixo do pênis e não na ponta da cabeça e
epispadia se a abertura estiver no dorso do pênis.
Também nas mulheres, o orifício urinário pode
erradamente desaguar em qualquer secção do aparelho
urinário ou sexual, por exemplo, como fístula na vagina,
ou até no ânus. Freios curtos podem dificultar o ato
sexual e causar dor, por tenderem a encurvar a cabeça do
pênis no ato de penetração. Estes defeitos,
se causarem inconvenientes, podem ser corrigidos por cirurgia. O
freio contém uma pequena artéria que pode causar uma
hemorragia séria, se for cortada ou dilacerada acidentalmente.
ANDROPAUSA:
também é conhecida como menopausa masculina. Ocorre
geralmente entre as idades de 40 a 55 anos. Ocorre nessa fase uma
queda no nível da testosterona (hormônio) e com isso
as mudanças ocorrem muito gradualmente nos homens. O homem
experimenta um declínio gradual de suas funções
gonadais, caracterizada pela diminuição da taxa de
testosterona e da produção de espermatozóides.
PÊNIS TORTO CONGÊNITO: é a condição
na qual o pênis apresenta uma curvatura maior que 30 graus
para o lado direito ou esquerdo e essa curvatura ocorre no meio
do membro atrapalhando a relação sexual. É
um tipo de anomalia que passa a ser mais observada quando se iniciam
ereções encurvadas, embora o paciente já tenha
nascido com essa anomalia. Uma possível causa desse encurvamento
peniano no jovem deve-se à provável assimetria dos
corpos cavernosos, isto é, um deles é mais longo que
o outro, encurvando o membro para o lado do corpo cavernoso mais
curto, não havendo um lado mais freqüente.
VASECTOMIA E REVERSÃO DE VASECTOMIA: é um método
seguro e eficaz no processo de esterilização do homem
que não deseja mais ter filhos. Consiste em uma cirurgia
tecnicamente simples e de rápida recuperação,
desde que realizada por especialistas (urologistas) e em condições
favoráveis. Os ductos deferentes, que são pequenos
canais que conduzem os espermatozóides ao sêmen, são
ligados; ou seja, amarrados dentro da bolsa escrotal.
VARICOCELE: são veias que se dilatam em volta do cordão
espermático. Formam-se geralmente com o decorrer da idade
e podem causar esterilidade, pois aumentam a temperatura da bolsa
escrotal e diminuem a drenagem de sangue da bolsa escrotal. A varicocele
está presente em 15% da população masculina
e em aproximadamente 40% dos homens que apresentam problema de fertilidade,
pois acaba afetando a parte de espermatogênese.
DOENÇA DE PEYRONIE: é uma patologia comum entre
os homens de 40 a 65 anos, e que provoca uma tortuosidade no pênis,
dificultando e às vezes até mesmo inviabilizando a
relação sexual; corresponde à presença
de placas fibrosas na túnica albugínea dos corpos
cavernosos. Essas placas têm tamanhos e posicionamentos variados,
desde mínimas e, portanto, de difícil percepção,
até grandes e múltiplas que comprometem quase toda
túnica albugínea.
A origem dessa calcificação não é definida
ao certo, mas pode ser atribuída em parte a pequenos e repetidos
traumas ocorridos durante a relação sexual, micro
traumas durante as ereções noturnas ou trauma direto
em indivíduos que apresentem alguma pré-disposição.
Um sintoma comum é o aparecimento de um caroço que
pode ser sentido embaixo da pele do pênis causando uma ereção
bastante dolorosa e deixando às vezes a cabeça do
pênis frouxa.
HIDROCELE: é a presença de líquido em
quantidades anormais dentro do escroto e envolvendo o testículo.
Pode ser unilateral ou bilateral. As hidroceles podem ser congênitas
ou adquiridas e causam um aumento nem sempre doloroso, mas muitas
vezes desconfortável do saco escrotal. No homem adulto, as
hidroceles são produto do desequilíbrio existente
entre a formação e a absorção do líquido
naturalmente existente ao redor do testículo. Isso pode ocorrer
devido a processos inflamatórios ou traumatismos.
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TAMANHO E DIÂMETRO DO PÊNIS:
Cirurgias para o alongamento e engrossamento de pênis
considerados dentro da normalidade estão descartadas
mundialmente até o momento. Somente poderão ser
indicadas cirurgias em situações extremamente
especiais tais como casos comprovados de micro pênis,
retrações excessivas devido à doença
de Peyronie, amputação parcial ou retração
peniana, em pacientes com lesão medular, com a finalidade
de facilitar a implantação de próteses
e coletores urinários penianos.
AZOOSPERMIA: é definida como a ausência
de esperma na ejaculação.
ASPERMIA: é a ausência de qualquer líquido
seminal na ejaculação.
PRÓTESES
PENIANAS: começaram a ser usadas no tratamento da
disfunção erétil há aproximadamente
30 anos, tendo sido a primeira terapia orgânica eficaz
para essa condição. Atualmente, as próteses
mantêm-se como importante opção terapêutica,
naqueles casos que não apresentaram melhora com o uso
de outros tratamentos. |
Apesar de serem
menos aplicadas do que outras terapias menos invasivas, as próteses
são associadas à maior taxa de satisfação
dos pacientes, fornecendo excelentes resultados.
Até há pouco tempo acreditava-se que, com a descoberta
de medicamentos e opções não-cirúrgicas
para a disfunção erétil, a cirurgia para implante
de prótese poderia ser considerada ultrapassada. No entanto,
estudos mostraram que com o tempo os tecidos penianos responsáveis
pela ereção são substituídos por fibrose,
fazendo com que, depois de determinado tempo, a única opção
seja mesmo a prótese peniana. Antes do implante da prótese,
o médico deve discutir com o paciente todos os detalhes relacionados
ao procedimento, bem como as mudanças corporais que ocorrerão
e as possíveis complicações. A decisão
sobre o implante deve ser tomada em conjunto.
Os corpos cavernosos
só recebem uma prótese de igual tamanho. Se isto não
for observado, pode romper o corpo cavernoso nas penetrações,
lacerando o períneo ou pode até ser expulsa pelo reto.
Isto é, não tem como alongar o pênis. A prótese
apenas se aproxima do normal e uma vez implantada, não pode
mais ser retirada, a não ser que seja para ser trocada por
outra igual, no caso de defeito.
PRÓTESE
TESTICULAR: é implantada em pacientes que tiveram que
retirar o testículo devido a infecções (como
conseqüência de parotidite) ou traumas ou mesmo naqueles
pacientes em que os testículos não desceram para a
bolsa escrotal como deveria. Sua função é meramente
estética, mas sem dúvida alguma é uma excelente
solução para substituir um ou os dois testículos
e devolver ao homem uma segurança importante para sua auto-estima.
O MELHOR CIRURGIÃO PLÁSTICO PARA A GENITÁLIA
MASCULINA É O UROLOGISTA.
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