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HOMENS:
Você conhece o seu precioso sistema reprodutor?
Sistema Reprodutor Masculino: É constituído pelas seguintes estruturas:
Saco escrotal: contém os testículos e está seccionado
em dois compartimentos longitudinais por um tecido fibroso, o septo do escroto
que reduz, por exemplo: o risco de uma infecção em um lado contaminar
o outro testículo.
Testículos: gônadas do homem com forma oval ligeiramente
achatada, pesando cerca de 12 g; contém entre 200 a 300 compartimentos
(lóbulos).
Cada lóbulo tem entre 1 a 4 tubos muito finos, os tubos seminíferos muito enrolados onde, por espermatogênese (processo de divisão celular chamado meiose), geram-se milhões de espermatozóides (ou célula sexual masculina ou gametas masculinos).
Embrionariamente, os testículos estão perto dos rins e vão descendo até o saco escrotal pelo canal inguinal.
Diz-se que
existe Criptorquidia sempre que não é possível palpar um
testículo na bolsa escrotal. Quando não é possível
encontrar um ou os dois testículos nas bolsas escrotais deve-se estudar
o motivo. Essa ausência pode-se originar de problemas congênitos
ou adquiridos:
o Testículos verdadeiramente não descidos;
o Testículos fora do local (ectópicos);
o Testículos retráteis ou em "ascensor";
o Testículos ausentes.
Normalmente a descida só se dá dentro do primeiro ano de vida.
Mesmo com a possibilidade de tratamento hormonal, há casos em que mesmo
assim há necessidade de tratamento cirúrgico da criptorquidia.
No caso do tratamento cirúrgico também pode ser corrigida uma
hérnia inguinal em muitos dos casos. A importância de identificar
precocemente os casos de testículos não descidos deve-se ao fato
de que podem surgir complicações quando não são
corrigidos no tempo devido, principalmente infertilidade na idade adulta, desenvolvimento
de tumor (muitas vezes maior), ocorrência de hérnia associada ou
torção do testículo não descido.
Testosterona:
é um hormônio sexual tipicamente masculina, mas não é
exclusiva dos homens, ou seja, as mulheres também o produzem em pequena
quantidade; acredita-se que atua como um estimulante sexual.
Esta hormônio é responsável pelo aparecimento das características
sexuais secundários masculinos e comportamento; tais como os pelos púbicos
e das axilas, o timbre de voz, o aspecto físico geral e a formação
de esperma funcional em um rapaz durante a puberdade, mais ou menos entre os
10 e os 14 anos. A taxa de testosterona no plasma sanguíneo e a produção
de espermatozóides varia um pouco durante a vida de um homem, podendo
influenciar a sua agressividade e o seu apetite sexual.
Os esteróides anabólicos, da família da testosterona, estimulam o desenvolvimento dos músculos e de outras estruturas. O seu uso abusivo por atletas pode ter efeitos secundários muito graves como doenças dos rins e do fígado e gerar câncer.
Próstata: é uma glândula com o tamanho e feitio de uma castanha grande com 4 cm transversalmente e 3 cm de espessura e com um peso de cerca de 20 g, em um adulto. Tende a recomeçar a aumentar lentamente (hipertrofia) a partir dos 25 anos e mais bruscamente após os 40/45 anos, pela andropausa, podendo chegar aos 80 gramas. A próstata contribui com fluído que se junta ao sêmen e que nutre os espermatozóides.
Sêmen:
quase 60% do sêmen é constituído por secreções
das vesículas seminais que impedem o espermatozóide de secar e
contêm proteínas coagulantes, prostaglandinas e nutrientes incluindo
um açúcar, a frutose, que lhe fornece energia para a sua mobilidade.
São alcalinas, embora contenham ácido cítrico e fosfatase
ácida, um enzima; o que ajuda a neutralizar o ambiente ácido da
vagina, perto de 40% vem da próstata.
E glândulas bulbouretrais sob excitação sexual e também
antes da ejaculação do sêmen, adicionam secreções
líquidas que cobrem as paredes da secção final da uretra
neutralizando o pH residual da urina. Este líquido é lançado
suavemente, aparecendo no exterior e lubrificando a cabeça do pênis,
sendo por vezes confundido com o sêmen normal.
E, menos de 1% do sêmen são espermatozóides, tendo uma cor
esbranquiçada não homogênea, e uma consistência pegajosa.
O pH é de 7.2 a 7.8, o volume de sêmen numa ejaculação
é de 1.5 a 5.5 ml, e o número de espermatozóides é
de 40 a 250 milhão/ml e, se ejaculados na vagina, apenas umas centenas
conseguem atravessar o útero e, destes, mais vulgarmente só um
fecundará o óvulo.
Castração:
O efeito de uma castração (remoção de ambos os testículos)
depende da idade em que é feita.
Se acontece depois da puberdade o desejo e a potência sexual não
são afetados, mas se sucede antes, então o indivíduo não
desenvolve as características sexuais secundárias nem um comportamento
sexual normal.
Curiosidades:
Em certos meios sociais orientais, a castração voluntária
de adultos é uma intervenção muito requisitada "para
melhorar o desempenho sexual"!!
Do século XVI ao XVIII, foi moda castrarem jovens para que mantivessem
um tom alto vocal, parecido com a voz feminina, e serem usados nos coros (forçosamente
masculinos) das igrejas e em peças de ópera. O cantor era chamado
"falsete" ou "castrati" ou "castrato".
São bem conhecidos os "eunucos", jovens castrados para servirem
de guardas e criados nos haréns orientais.
Fique de olhos nestas patologias e previna-se: além
das doenças venéreas e de impotência, o pênis pode
ser afetado por tumores cancerosos, sobretudo na glande, por uretrites (inflamação
da uretra que pode induzir uma inflamação da bexiga, dita cistite),
priapismo (ereção dolorosa involuntária), a Doença
de Peyronie (espessamento fibroso que perturba a ereção), a balanopostite
(inflamação da glande e do prepúcio), a balanite (inflamação
crônica esbranquiçada, na ponta da glande), a eritroplastia de
Queyrat (manchas avermelhadas sob a pele do pênis) que pode tornar-se
cancerosa, etc.
Fimose: é a ausência de exposição da glande
pela tração da pele, o prepúcio, que cobre a própria
glande; isto é: a condição de constrição,
endurecimento, ou alongamento exagerado do prepúcio, impossibilitando
a criança ou o adulto exteriorizar a glande ou cabeça do pênis.
Pode ter origem congênita ou adquirida ao longo dos anos; apresenta um
estreitamento localizado. Um prepúcio normal cobre cerca de dois terços
da cabeça do pênis, sem apertos indevidos, e o feitio da glande
pode ser mais ou menos achatada, arredondada, em cunha, etc.
A fimose pode causar: dificuldade para urinar, dor durante a relação
sexual; dificuldade para a limpeza completa do pênis, ocorrendo o acúmulo
de secreções ou esmegma e parafimose, que podem levar ao surgimento
de um processo inflamatório da glande e prepúcio (balanospostites)
ou mesmo infecções urinárias. Postectomia é a cirurgia
para correção da fimose.
Parafimose: condição na qual o prepúcio, uma vez
retraído sobre a glande, não pode ser colocado na sua posição
normal, levando ao inchaço e dor.
Circuncisão: pequena operação em que o prepúcio
é removido devido a uma fimose ou por qualquer outra necessidade física,
por preceito religioso ou outro motivo pessoal, deixando a glande exposta, não
afetando nem o desejo sexual nem a eficiência do pênis durante a
cópula.
ATENÇÃO: A anomalia mais comum e visível da uretra
é o meato urinário desaguar, não na ponta da cabeça
do pênis, mas ao longo do seu corpo. Chama-se hipospádia se o meato
urinário abriu por debaixo do pênis e não na ponta da cabeça
e epispadia se a abertura estiver no dorso do pênis.
Também nas mulheres, o orifício urinário pode erradamente
desaguar em qualquer secção do aparelho urinário ou sexual,
por exemplo, como fístula na vagina, ou até no ânus.
Freios curtos podem dificultar o ato sexual e causar dor, por tenderem a encurvar
a cabeça do pênis no ato de penetração.
Estes defeitos, se causarem inconvenientes, podem ser corrigidos por cirurgia.
O freio contém uma pequena artéria que pode causar uma hemorragia
séria, se for cortada ou dilacerada acidentalmente.
ANDROPAUSA: também é conhecida como menopausa masculina.
Ocorre geralmente entre as idades de 40 a 55 anos. Ocorre nessa fase uma queda
no nível da testosterona (hormônio) e com isso as mudanças
ocorrem muito gradualmente nos homens. O homem experimenta um declínio
gradual de suas funções gonadais, caracterizada pela diminuição
da taxa de testosterona e da produção de espermatozóides.
PÊNIS TORTO CONGÊNITO: é a condição
na qual o pênis apresenta uma curvatura maior que 30 graus para o lado
direito ou esquerdo e essa curvatura ocorre no meio do membro atrapalhando a
relação sexual. É um tipo de anomalia que passa a ser mais
observada quando se iniciam ereções encurvadas, embora o paciente
já tenha nascido com essa anomalia. Uma possível causa desse encurvamento
peniano no jovem deve-se à provável assimetria dos corpos cavernosos,
isto é, um deles é mais longo que o outro, encurvando o membro
para o lado do corpo cavernoso mais curto, não havendo um lado mais freqüente.
VASECTOMIA E REVERSÃO DE VASECTOMIA: é um método
seguro e eficaz no processo de esterilização do homem que não
deseja mais ter filhos. Consiste em uma cirurgia tecnicamente simples e de rápida
recuperação, desde que realizada por especialistas (urologistas)
e em condições favoráveis. Os ductos deferentes, que são
pequenos canais que conduzem os espermatozóides ao sêmen, são
ligados; ou seja, amarrados dentro da bolsa escrotal.
VARICOCELE: são veias que se dilatam em volta do cordão
espermático. Formam-se geralmente com o decorrer da idade e podem causar
esterilidade, pois aumentam a temperatura da bolsa escrotal e diminuem a drenagem
de sangue da bolsa escrotal. A varicocele está presente em 15% da população
masculina e em aproximadamente 40% dos homens que apresentam problema de fertilidade,
pois acaba afetando a parte de espermatogênese.
DOENÇA DE PEYRONIE: é uma patologia comum entre os homens
de 40 a 65 anos, e que provoca uma tortuosidade no pênis, dificultando
e às vezes até mesmo inviabilizando a relação sexual;
corresponde à presença de placas fibrosas na túnica albugínea
dos corpos cavernosos. Essas placas têm tamanhos e posicionamentos variados,
desde mínimas e, portanto, de difícil percepção,
até grandes e múltiplas que comprometem quase toda túnica
albugínea.
A origem dessa calcificação não é definida ao certo,
mas pode ser atribuída em parte a pequenos e repetidos traumas ocorridos
durante a relação sexual, micro traumas durante as ereções
noturnas ou trauma direto em indivíduos que apresentem alguma pré-disposição.
Um sintoma comum é o aparecimento de um caroço que pode ser sentido
embaixo da pele do pênis causando uma ereção bastante dolorosa
e deixando às vezes a cabeça do pênis frouxa.
HIDROCELE: é a presença de líquido em quantidades
anormais dentro do escroto e envolvendo o testículo. Pode ser unilateral
ou bilateral. As hidroceles podem ser congênitas ou adquiridas e causam
um aumento nem sempre doloroso, mas muitas vezes desconfortável do saco
escrotal. No homem adulto, as hidroceles são produto do desequilíbrio
existente entre a formação e a absorção do líquido
naturalmente existente ao redor do testículo. Isso pode ocorrer devido
a processos inflamatórios ou traumatismos.
TAMANHO E DIÂMETRO DO PÊNIS: Cirurgias para o alongamento
e engrossamento de pênis considerados dentro da normalidade estão
descartadas mundialmente até o momento. Somente poderão ser indicadas
cirurgias em situações extremamente especiais tais como casos
comprovados de micro pênis, retrações excessivas devido
à doença de Peyronie, amputação parcial ou retração
peniana, em pacientes com lesão medular, com a finalidade de facilitar
a implantação de próteses e coletores urinários
penianos.
AZOOSPERMIA: é definida como a ausência de esperma na ejaculação.
ASPERMIA: é a ausência de qualquer líquido seminal
na ejaculação.
PRÓTESES PENIANAS: começaram a ser usadas no tratamento
da disfunção erétil há aproximadamente 30 anos,
tendo sido a primeira terapia orgânica eficaz para essa condição.
Atualmente, as próteses mantêm-se como importante opção
terapêutica, naqueles casos que não apresentaram melhora com o
uso de outros tratamentos.
Apesar de serem menos aplicadas do que outras terapias menos invasivas, as próteses
são associadas à maior taxa de satisfação dos pacientes,
fornecendo excelentes resultados.
Até há pouco tempo acreditava-se que, com a descoberta de medicamentos
e opções não-cirúrgicas para a disfunção
erétil, a cirurgia para implante de prótese poderia ser considerada
ultrapassada. No entanto, estudos mostraram que com o tempo os tecidos penianos
responsáveis pela ereção são substituídos
por fibrose, fazendo com que, depois de determinado tempo, a única opção
seja mesmo a prótese peniana. Antes do implante da prótese, o
médico deve discutir com o paciente todos os detalhes relacionados ao
procedimento, bem como as mudanças corporais que ocorrerão e as
possíveis complicações. A decisão sobre o implante
deve ser tomada em conjunto.
Os corpos cavernosos só recebem uma prótese de igual tamanho. Se isto não for observado, pode romper o corpo cavernoso nas penetrações, lacerando o períneo ou pode até ser expulsa pelo reto. Isto é, não tem como alongar o pênis. A prótese apenas se aproxima do normal e uma vez implantada, não pode mais ser retirada, a não ser que seja para ser trocada por outra igual, no caso de defeito.
PRÓTESE
TESTICULAR: é implantada em pacientes que tiveram que retirar o testículo
devido a infecções (como conseqüência de parotidite)
ou traumas ou mesmo naqueles pacientes em que os testículos não
desceram para a bolsa escrotal como deveria. Sua função é
meramente estética, mas sem dúvida alguma é uma excelente
solução para substituir um ou os dois testículos e devolver
ao homem uma segurança importante para sua auto-estima.
O MELHOR CIRURGIÃO PLÁSTICO PARA A GENITÁLIA MASCULINA
É O UROLOGISTA.
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