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Resposta: Apesar da sua pouca idade, sua história e queixas
mostram que você desenvolveu o que se chama de Hipertrofia
Virginal das Mamas. O aumento rápido e excessivo das mamas
vem acompanhado do aparecimento de estrias na pele devido ao estiramento,
além de vício de postura provocado pelo maior peso
mamário. Normalmente espera-se até os dezoito anos
de idade para fazer uma cirurgia de redução mamária;
porém, nestes casos, pode-se antecipar a cirurgia para evitar
problemas de ordem física e psicológica na paciente.
Entretanto, é bom saber que as mamas ainda podem sofrer alguma
mudança no tamanho após a redução, uma
vez que seu desenvolvimento pode ainda não estar completado
nessa idade. É importante a participação dos
seus pais para dar a autorização.
02. Tenho 62 anos e sempre tive mamas fartas. Há
mais ou menos uns 30 anos atrás algumas amigas minhas fizeram
a cirurgia plástica das mamas. Era moda naquela época
ter seios pequenos, mas nunca dei bola para isso. Agora, já
com esta idade e mesmo sabendo que a moda atual é ter mamas
grandes, gostaria de diminuir as minhas porque o peso delas incomoda
muito a coluna; também com esta idade acho que não
tem sentido ter as mamas tão grandes.
Resposta: A sua idade não é impedimento para
a realização dessa cirurgia, desde que seus exames
pré-operatórios e saúde assim os permitirem.
O peso excessivo das mamas pode realmente agravar problemas da coluna,
pois altera o ponto de equilíbrio do corpo e sobrecarrega
a musculatura paravertebral. Há também o problema
das irritações da pele nos sulcos mamários
ou eczema. Mamas muito grandes e flácidas fazem com que as
alças do sutiã provoquem a formação
de sulcos profundos nos ombros e às vezes até chegam
a ferir. Com relação ao modismo, realmente há
algum tempo atrás o desejo das mulheres era o de ter mamas
pequenas, entretanto o ideal é que a paciente sempre tenha
consciência daquilo que deseja fazer com o seu corpo, independentemente
dos modismos. A moda é passageira e o que é bom para
outros, às vezes não é bom para si mesmo.
03. Tenho 19 anos e a tendência de tamanho das minhas
mamas sempre foi para maior e mais durinha e gostava muito. Há
um ano atrás a minha menstruação ficou irregular,
tinha mês que vinha até duas vezes, em outro mês
falhava. Depois que fiz um tratamento com anticoncepcional notei
que elas aumentaram muito de tamanho, apareceram estrias e elas
ficaram caídas. Tenho muito peito e sobra para todo lado.
A minha menstruação agora está normalizada.
Resposta: Na sua história você relacionou o
aumento repentino das mamas ao uso de uma medicação
hormonal, para tratamento de alguma disfunção no seu
ciclo menstrual. Porém, não se pode afirmar esta relação,
uma vez que outros fatores de caráter familiar ou constitucional
devem ser considerados. Já que a menstruação
está regularizada e o que a incomoda é o volume aumentado
e a flacidez resultante nas mamas, a indicação é
a cirurgia clássica de redução mamária
com incisão final em "T" invertido pela técnica
de Pitanguy, que preserva a unidade anatômico-funcional das
mamas, permitindo a amamentação posteriormente, preservando
a sensibilidade local. Com relação às estrias,
o dano já foi causado e sairão apenas aquelas que
estiverem contidas na área de incisão e ressecção,
segundo a técnica cirúrgica empregada.
04. Antes de engravidar as minhas mamas eram de um tamanho
médio. Quando engravidei os meus seios ficaram lindos, era
a parte do meu corpo que mais gostava. Após a amamentação
eles diminuíram um pouco, mas ficaram caídos. Não
têm mais a mesma beleza e não quero colocar próteses,
nem aquela cicatriz que parece um T invertido.
Resposta: A maioria das pacientes relata essa mesma experiência
durante a gravidez. Isto porque a glândula mamária
sofre ação hormonal durante a gestação
com o fim de produzir leite para o bebê. Assim, há
um aumento de volume mamário em seu conteúdo, dando
um aspecto túrgido, bastante apreciado pelas mulheres. Após
o nascimento do bebê e do período de amamentação
ocorre uma regressão da glândula mamária ao
seu estado anterior à gravidez, mas o continente, ou seja
a pele que a envolve, não acompanha esta involução
na sua totalidade, pois ocorreu um aumento real dela durante esse
período. No seu caso, onde relata pouca queda e ainda um
volume razoável de tecido mamário, pode-se fazer uma
remodelagem das mamas através da técnica com incisão
vertical abaixo das aréolas e reposicionando as mesmas adequadamente.
Mesmo sabendo do seu desinteresse pelo implante mamário de
silicone, é o nosso dever informar que a colocação
de uma prótese, associada ou não a esta técnica
cirúrgica, também poderia ser uma outra solução
para preencher o volume perdido.
05. O meu caso é o seguinte: durante a amamentação,
não sei se porque o meu filho mamava mais em um peito, o
resultado é que agora tenho um peito mais caído que
o outro. Quando me olho no espelho fico desapontada comigo mesma,
porque acho-os feios e fico pensando se o meu marido acha a mesma
coisa.
Resposta: A assimetria das mamas é mais freqüente
do que se pensa. Não há mamas exatamente iguais, pois
o nosso corpo apresenta naturalmente diferenças entre um
lado e outro, algumas destas observadas nos pés, mãos,
face, etc. Essa assimetria pode acentuar-se e passar a ser mais
visível após as alterações sofridas
com a gravidez e amamentação.
A cirurgia visa equilibrar os volumes e melhorar a forma das mamas,
tornando-as o mais semelhantes possível. As opções
cirúrgicas ficam em aberto para a melhor técnica que
estiver em acordo com o aspecto que se encontram as mamas, o seu
desejo e as possibilidades; por exemplo: você quer manter
o mesmo tamanho das mamas apenas equilibrando-as em volume? Ou além
disso, você quer também aumentá-las? Nós,
os cirurgiões plásticos, precisamos de um aval e entender
bem a vontade de quem quer se submeter a uma cirurgia para decidir
qual o procedimento mais apropriado.
Quanto ao que pensa seu marido, nada melhor que perguntar sua opinião
e pedir seu apoio se a cirurgia for a sua escolha.
06. Sou muito objetiva. Já vi algumas amigas minhas
que fizeram plástica de mamas. Ficaram bonitas, mas não
quero cicatriz. Li em uma revista que tem uma técnica que
reduz o peito através da aréola. Tenho os seios grandes
e não gosto. Queria deixar de usar sutiã 46 e passar
para 42.
Resposta: Sim, a técnica de mamaplastia por incisão
peri-areolar foi descrita há muitos anos e teve um período
em que foi abandonada devido às suas complicações,
mas voltou a ser divulgada recentemente com a pretensão de
não deixar cicatriz. Isto é um equívoco, pois
a cicatriz resultante em volta das aréolas é feita
sob grande tensão e franzimento da pele, ocasionando posteriormente,
alargamento desta e aspecto inestético em grande número
de casos. Também não se trata de uma técnica
que possa ser aplicada a todos os casos, principalmente quando se
pretende fazer maiores reduções de volume, o que é
o seu caso. Já vimos muitos casos para dizer que o resultado
tardio dessa técnica produz mamas que tendem a ficar achatadas
e com aréolas deformadas; além do perigo de perda
de sensibilidade, ocasionado pelos grandes descolamentos de pele
necessários durante a sua realização.
Aconselhamos que você repense quanto às outras possibilidades
cirúrgicas e as vantagens de seus resultados aplicados ao
seu caso em particular. Não há cirurgia sem cicatriz.
07. Tenho os seios grandes e o tórax largo. Sei que
as cicatrizes resultantes são: uma no meio do peito e a outra
no sulco que fica logo embaixo. Não quero que as cicatrizes
se unam no meio do tórax. O doutor poderia poupar essa região
e fazer uma técnica que resultasse numa cicatriz tipo a letra
"L" maiúscula.
Resposta: A técnica de escolha para a redução
do volume mamário está relacionada ao maior ou menor
volume e grau de flacidez apresentados pelas mamas. Por exemplo:
quanto maior e mais flácida for a mama e maior a redução
desejada, também maiores serão as cicatrizes necessárias.
Não obstante à técnica empregada, quando realizada
segundo critérios adequados, visa manter as cicatrizes resultantes
dentro dos limites da implantação mamária,
sem unir-se na linha média ou ultrapassar a linha axilar
anterior.
A técnica com cicatriz em "L" voltado para a lateral
das mamas pode ser empregada em casos menores ou limítrofes,
porém sua cicatriz costuma sofrer alargamento devido ao nível
de tensão que se concentra em uma só direção
e por vezes, ao longo do tempo, pode fazer com que as mamas pareçam
rodadas para o centro. Isto é passível de ocorrer
principalmente em mamas com maior volume e mais flacidez. O ideal
em cada caso é fazer-se uma avaliação cuidadosa,
levando em consideração o desejo individual e as possibilidades
existentes, para então decidir-se qual será o melhor
procedimento
08. Quando eu tinha 22 anos fiz uma plástica de mamas
que resultou numa cicatriz em "T" invertido. Amamentei
normalmente. Hoje tenho 42 anos e as mamas estão murchas
e caídas. Posso fazer uma outra plástica para melhorar?
Resposta: A possibilidade de uma reoperação
existe e o procedimento de escolha dependerá também
do que você pretende como resultado. A remodelagem das mamas
poderá ser feita de acordo com o volume e a quantidade de
tecido mamário remanescente e seguir dois caminhos: o primeiro
seria apenas a remodelagem, mantendo todo o volume interior existente
e retirando-se o excesso de pele pelas cicatrizes apresentadas.
O segundo seria a remodelagem mamária associada ao aumento
de seu volume através da colocação de prótese
de silicone.
09. Passados três anos que fiz a minha plástica
de mama, tive momentos difíceis na minha vida. Sofri depressão
e engordei muito. Como resultado as cicatrizes das minhas mamas
ficaram alargadas e elas também não estão nada
bonitas. Posso consertar?
Resposta: A remodelagem de mamas previamente operadas é
prática relativamente comum. As alterações
da forma mamária e das cicatrizes geralmente estão
relacionadas a distúrbios metabólicos, hormonais ou
psicológicos que levem ao aumento repentino de peso ou posterior
perda excessiva do mesmo. A cicatriz se alarga devido à grande
tensão exercida pelo crescimento do volume interno da mama.Lembramos
que a mama é constituída por uma parte glandular e
outra de tecido gorduroso. Muitas vezes ocasiona também o
surgimento de estrias e perda da forma deixada pela cirurgia inicial.
Vale dizer que cicatriz alargada não é a mesma coisa
que quelóide. Caso suas mamas apresentem volume aumentado,
além da correção de cicatrizes, a remodelagem
necessitará de redução adequada do seu conteúdo,
devolvendo uma relação conteúdo-continente
apropriada.
10. Doutor, sou negra e tenho os seios grandes e caídos,
sei que uma cirurgia plástica poderá resolver a vontade
de ter as mamas mais harmônicas comigo. Mas tenho medo de
fazer quelóide. O meu marido não me apóia,
diz apenas que "está bom assim". O resultado é
que fico com muito medo de tudo.
Resposta: Ouve-se sempre dizer que pessoas de pele escura
têm constitucionalmente maior tendência à formação
de quelóide. Entretanto, a regra não é geral
para todos. Há muitos casos de pessoas de pele escura que
fizeram tal cirurgia e não desenvolveram posteriormente o
quelóide. Estão ainda propensos à formação
de quelóide os judeus, os ingleses e toda nossa sociedade
miscigenada. A formação de quelóide é
um assunto bastante complexo.
Antes de qualquer cirurgia, investigamos se há história
pessoal ou familiar de quelóide, para que as devidas providências
preventivas sejam tomadas de imediato. Esse tratamento deve ser
instituído já nas primeiras 24h após a realização
da cirurgia, através de radioterapia superficial sobre as
cicatrizes, feito em serviço especializado. Outras medidas
são instituídas de rotina como: massagem das cicatrizes
e compressão, quando achar necessário.
"A opinião do marido": é comum na nossa
rotina de consultório ouvirmos a queixa de falta de apoio
do marido ou de familiares e até de outras pessoas. O que
comentamos é que a paciente tem que ter a noção
individual do que lhe proporcionará o bem estar consigo mesma,
valorizando o que quer fazer perante seus familiares. A nossa obrigação
é informar e tornar claro tudo que estiver ao nosso alcance,
inclusive solicitando a presença do companheiro em nova consulta.
Observe que temos um site que auxilia nesse objetivo. O marido,
os familiares e os amigos são fatores de sua responsabilidade.
Converse com eles e mostre o seu ponto de vista.
11. Sou casada, tenho 33 anos, 2 filhos e os seios grandes
e caídos. Já estive por duas vezes prestes a fazer
a cirurgia plástica da minhas mamas, mas desisti porque sou
uma mulher extremamente medrosa. Tenho medo da anestesia e sempre
fico pensando nas complicações de uma cirurgia. Desejo
muito fazer a cirurgia e além do mais o meu marido me apóia
muito. Como poderia resolver este dilema?
Resposta: Realmente não se pode pensar em cirurgia
quando o paciente se encontra neste estágio de insegurança
e medo. Estes são fatores agravantes para qualquer cirurgia
eletiva. Aconselhamos um apoio psicológico para tentar resolver
este dilema , já que o apoio do seu marido é um ponto
a favor.
"Medo da anestesia", a maioria dos nossos pacientes o
têm, mas nós cirurgiões precisamos e dependemos
muito da anestesia para a realização de nossas cirurgias,
por "N" motivos. A nossa equipe é composta por
profissionais gabaritados e de extrema experiência e profissionalismo.
A anestesia mais utilizada nas cirurgias das mamas é a geral,
pela maior segurança que oferece ao paciente e à equipe,
apesar de poder-se optar por outras formas de anestesia em casos
particulares. É sempre bom pensar no melhor, pois ninguém
acha que o avião pode cair quando se faz uma viagem e utiliza-se
este meio de transporte, mesmo correndo este risco.
Com relação às complicações,
uma elevação de pressão arterial não
controlada pode predispor à formação de um
hematoma; a falta de repouso e o não seguimento das recomendações
médicas pode causar cicatrizes inestéticas, por exemplo:
faxinas pesadas, ginástica que force o abrir e fechar o braço
em repetidas vezes, direção precoce de automóvel.
A má cicatrização poderá ocorrer em
fumantes. A rejeição de pontos internos, que só
pode ser detectada depois da cirurgia realizada, é um agravante
a se considerar. Riscos há em qualquer cirurgia e na vida;
mas procuramos estar sempre alerta para evitá-los e controlá-los.
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