CASOS CLÍNICOS

CIRURGIA DO REJUVENESCIMENTO CÉRVICO-FACIAL




01.
Tenho 52 anos, viúva, 2 filhos casados. Olhando para o espelho me sinto muito velha. Não estou a fim de procurar outro homem na minha vida, pelo menos agora. Desejo fazer uma cirurgia plástica do rosto mas não quero ficar pior do que estou me sentindo no momento. Tenho muita testa, entradas e cabelos finos.

 


Resposta: A técnica utilizada para a realização de uma cirurgia de face pode ser adaptada às necessidades de cada um, com variações de incisões e abordagens que melhoram os sinais de envelhecimento, mantendo a naturalidade individual. Em casos como o seu, onde a região da testa é ampla e alta, procura-se não atuar com trações nessa área para não torná-la maior e em desarmonia com a face como um todo. A visão estética e o conhecimento técnico do cirurgião são muito importantes na avaliação da relação e dimensões das estruturas faciais, assim como na decisão da tática a ser empregada. Testas muito altas e com rugas são tratadas com aplicação de toxina botulínica tipo A ou no máximo com trações seletivas lateralmente, para evitar o seu aumento e a perda de cabelo.

02. Parece que depois da menopausa o meu rosto encolheu e sobrou muita pele. Doutor, o meu caso se resolve com um ginecologista ou com o cirurgião plástico?

Resposta: Há dois lados nessa questão com relação de causa e efeito. O avançar da idade trás consigo alterações conhecidas como envelhecimento. Porém, existem outros fatores envolvidos que podem acentuar ou alterar este fenômeno natural; a menopausa por exemplo, com as alterações hormonais pertinentes, pode desencadear a osteopenia ou osteoporose, havendo reabsorção óssea em algumas regiões do corpo. A mandíbula é uma delas e não raro há mulheres que apresentem diminuição da estrutura óssea facial associada à flacidez de pele, fazendo esta parecer ainda maior.
A cirurgia plástica consegue melhorar esse efeito através do lift cérvico-facial, contudo as alterações hormonais e efeitos da menopausa devem ser controlados pelo ginecologista.

03. Já fiz uma outra plástica do rosto há 7 anos e agora pretendo dar um retoque. Confesso que sou muito vaidosa, mas tenho medo de puxar muito e ficar com pouco cabelo naquela área que uns chamam "costeleta" ou de "pé do cabelo". Não quero ficar com aquela "cara de cabra" que vejo em algumas amigas minhas.

Resposta: O retoque que você pretende é um refrescamento de lift, o qual pode ser feito sob anestesia local e sedação. Comumente são utilizadas as mesmas incisões do lift anterior, caso estas estejam bem posicionadas ou utilizando-se variantes da técnica para correção de cicatrizes inestéticas, assim como para preservar a implantação capilar natural. Para manter a "costeleta" em sua posição normal, não a elevando mais e nos casos em que esta já se apresente elevada, faz-se nessa região uma incisão junto à linha de implantação do cabelo sem retirá-lo nem alterando seu posicionamento. Com isto evitamos o aspecto "plastificado" ou tipo "cara de cabra" que você referiu.

04. Estou prestes a fazer 75 anos de idade. Nunca fui muito vaidosa na juventude, mas hoje com essa idade e a vontade que tenho de viver, gostaria de me presentear com uma plástica do rosto. Os meus filhos, parentes e amigos são contra. Os senhores teriam medo de me operar?

Resposta: Primeiramente, o que importa é o real desejo da paciente e o seu estado de saúde física e mental. Não há motivo para medo em assumir essa responsabilidade, pois nós cirurgiões e não deuses, exercitamos com dignidade e competência a nossa profissão.
Caso os exames de avaliação pré-operatória e risco cirúrgico o permitam, não haverá impedimento nem receio em fazer a cirurgia. O apoio familiar não deixa de ser importante. Demonstre o seu desejo com clareza e procure acabar com o medo deles.

05. Doutor, chegou a hora de fazer a cirurgia plástica do rosto. Tenho 47 anos e estou decidida; não quero chegar aos 50 com esta cara. Todos lá em casa estão de acordo. Gostaria que o senhor desse uma olhadinha neste retrato de quando eu tinha 27 anos. Dá para ficar igual e remoçar este tempo perdido?

Resposta: Se a aparência de seu rosto a está incomodando, então a hora de submenter-se a um lift é essa. A consulta e exame clínico especializados lhe darão a compreensão do que necessita ser feito. Também lhe dará informações quanto às limitações inerentes ao procedimento. Não se pode trabalhar baseado em uma fotografia e sim no que é possível fazer com a face que nos apresenta no momento. O nosso corpo sofre mudanças em todos os tecidos moles e ossos ao longo do tempo e a cirurgia plástica fará uma readaptação dentro desse contexto mais atual. O rejuvenescimento facial é evidente após um lift, contudo nunca se pode esperar voltar à aparência que tínhamos vinte anos atrás.


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