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GRAVIDEZ versus CIRURGIA PLÁSTICA
01. Coloquei prótese de mama antes de engravidar e amamentei
normalmente. Lembro que eles ficaram enormes, mas depois murcharam e ficaram
um pouco caídos. Gostaria que ficassem como antes. O que os senhores
me aconselham?
Resposta: Como você bem notou, as próteses não interferiram
no processo de amamentação. Contudo, o aumento muito grande de
suas mamas durante a gravidez, associado à sua involução
após a amamentação pode ter causado uma queda das mesmas.
Obviamente essa queda é menor que aquela que poderia ocorrer se você
não tivesse as próteses. Porém, se mesmo assim o seu desejo
é levantá-las mais, sugerimos a troca das próteses por
um volume um pouco maior ou fazer uma remodelagem mamária através
da retirada do excesso de pele. Cabe examiná-la pessoalmente para decidirmos
a melhor conduta.
02. Os meus seios eram lindos antes de engravidar
e ficaram mais bonitos durante a gravidez. Ficaram grandes e salientes. Não
pude amamentar porque tinha os mamilos invertidos e o meu bebê não
pegava bem o bico do peito. Tirava o leite com uma bombinha e dava para ele.
Não estou mais amamentando, mas os meus seios perderam toda aquela belezura.
Pensei em colocar uma prótese, mas quero ter mais um filho. Se colocar
a prótese e tiver outro filho, esta evitará deles caírem
e corrige meus mamilos?
Resposta: Há duas situações
a serem discutidas. O problema dos mamilos invertidos pode ser corrigido ao
mesmo tempo da colocação das próteses por uma técnica
própria, mas não é a prótese em si que faz essa
correção. A colocação de próteses em suas
mamas pode lhe oferecer um aumento do volume que se assemelhe ao que você
teve durante sua gravidez. O preenchimento causado por elas melhora a queda
das mamas, quando for pequena. Mas, após uma nova gravidez e amamentação,
as mamas ainda poderão ter alguma queda se elas tiverem um aumento muito
acentuado durante a gestação.
03. Tenho mamas grandes e durante a amamentação
o meu filho mamou mais em um peito que no outro. Acho que por isso ele ficou
mais caído que o outro. Como consertar?
Resposta: É natural encontrar-se alguma assimetria no tamanho e,
às vezes, na posição dos seios, assim como em outras áreas
do corpo do ser humano. Com relação a mamas após amamentação,
especialmente em casos como o que relatou, pode ocorrer uma acentuação
dessa diferença devido a uma maior involução do tecido
mamário e maior flacidez da pele. Como você tem mamas grandes,
a correção pode ser obtida através de uma remodelagem cirúrgica,
com retirada do excesso de pele para levantá-las e dar uma forma mais
harmônica. É necessário examiná-la pessoalmente para
discutirmos a melhor opção técnica.
04. Eu já havia feito uma mamaplastia
redutora com cicatriz tipo um T invertido. Engordei muito durante e depois da
gravidez. Perdir alguns kilos, mas sou do tipo "cheinha". Agora meus
seios estão caídos e com as cicatrizes largas. Posso fazer uma
segunda cirurgia nas mamas?
Resposta: Sim, a cirurgia secundária para correção
de mamas pode ser feita com vários objetivos, desde a correção
de cicatrizes com remodelagem e levantamento das mamas, ou com a colocação
de prótese para aumentar volume, ou ainda para maior redução
em alguns casos.
05. Tive uma gravidez normal, estou no terceiro
mês de amamentação. Apesar de feliz com meu bebê,
sinto que o meu relacionamento com o meu marido não está bem.
Ele não se queixa de nada, estou sendo uma boa mãe, mas já
estou sentindo falta da mulher dentro de mim. Olho no espelho e vejo o meu corpo
feio, os meus seios não estão mais túrgidos como durante
a gravidez, mas me sinto inchada e larga. Já posso fazer uma lipoaspiração
e colocar uma prótese de silicone?
Resposta: É cedo para fazer-se qualquer cirurgia plástica,
pois você ainda está em fase de regressão do inchaço
natural da gravidez e sob efeito de suas alterações hormonais.
Uma lipoaspiração só poderá ser realizada em torno
de um ano após o parto e a colocação de prótese
mamária só depois de oito meses e fora do período de amamentação.
É comum que algumas mulheres sintam-se um pouco deprimidas após
o parto. Mas saiba que seu corpo tenderá a voltar à sua normalidade
gradativamente e você pode ajudá-lo tomando alguns cuidados. Por
exemplo: comece a fazer caminhadas e exercícios físicos leves
e moderados; coma alimentos nutritivos, pois ainda está amamentando,
porém evite excessos; hidrate em sua pele etc.
O paciente poderá ser submetido a:
06. Faz um ano que ganhei um bebê, não estou mais amamentando e
fiz uma cesareana. A minha cesariana é bem baixa. Queria saber se posso
tirar uma pele que está sobrando na barriga por essa cicatriz?
Resposta: Somente examinando pessoalmente poderemos discutir as possibilidades de realizarmos a retirada dessa forma. Tudo dependerá da quantidade de pele que está sobrando, da flacidez e se há distenção muscular abdominal. Em geral a cicatriz de uma cesariana só permite a retirada de pequenas quantidades de pele quando estiver indicada somente uma miniabdominoplastia. Caso exista distenção muscular e flacidez, a indicação de fazer-se uma abdominoplastia completa necessitará de uma cicatriz maior. Por vezes essa cicatriz pode incluir aquela deixada pela cesariana, mas se esta for muito baixa, pode ser que seja deixada de lado.
07. Eu já fiz duas cesarianas e já se
passaram dois anos da última. Pretendo ter mais um filho, entretanto
gostaria de corrigir a minha barriga agora, pois está cheia de estrias
e com um avental de pele. Também fiquei com uma gordura na região
do púbis, que não saiu nem quando emagreci. Se eu fizer uma cirurgia
no abdome eu poderei engravidar depois? O que se pode fazer para retirar aquele
"gordinho" do púbis?
Resposta: A gordura sobre o púbis pode ser retirada com uma lipoaspiração,
independente da realização de uma abdominoplastia, ou mesmo em
conjunto a ela. A presença de um avental de pele no abdome e história
de dois filhos torna provável a necessidade de uma abdominoplastia completa,
para a correção da flacidez e retirada de parte das estrias que
estão localizadas abaixo do umbigo. Contudo, uma nova gravidez depois
dessa cirurgia poderá comprometer seu resultado e causar alargamento
das cicatrizes e aparecimento de novas estrias. Pode também levar a um
desconforto nos últimos meses de gestação, devido à
maior resistência da musculatura à distenção.
08. Quais são os riscos de se fazer uma cirurgia
plástica no pós-parto mediato ou enquanto a mulher estiver amamentando?
Resposta: Todos os riscos estão muito aumentados nessa situação,
pois os tecidos estão muito infiltrados devido à ação
dos hormônios da gravidez. Os vasos sangüíneos estão
mais dilatados e o risco de hemorragias aumenta. O trauma cirúrgico torna-se
exacerbado, prejudicando a recuperação e a saúde. Qualquer
cirurgia nas mamas em fase de amamentação fica mais susceptível
a infecções, formações de cistos e processos inflamatórios
graves.
09. Tenho o "bico do peito" grande, tive
alguma dificuldade com a amamentação por o meu bebê se engasgava
e às vezes não tinha força suficiente para sugar. Pensei
que depois da amamentação ele murchasse, mas isto não aconteceu.
Tem cirurgia para diminuir "bico de peito"?
Resposta: Sim, a cirurgia para redução do mamilo hipertrófico
pode ser feita inclusive sob anestesia local e permite a amamentação
posteriormente.
10. Tenho 38 anos e fiz recentemente um minilift de face. Estou casada há
1 ano e sei que quanto mais o tempo vai passando, mais arriscada é uma
gravidez; por isso quero logo engravidar. Questiono o seguinte: com a gravidez
posso perder a minha cirurgia de face?
Resposta: Isto é bastante relativo, pois depende tanto de fatores
individuais como do quanto você poderá experimentar em ganho de
peso durante a gestação. Contudo, a gravidez não costuma
acarretar alterações que cheguem a prejudicar um resultado de
cirurgia de face.
11. Não pretendo ter mais filho e queria aproveitar para fazer ao mesmo
tempo a cesareana, a laqueadura e a cirurgia de abdome. É possível?
Resposta: A laqueadura pode ser feita ao mesmo tempo da cesareana, mas
não se deve associar qualquer procedimento cirúrgico estético
nessa ocasião, devido aos riscos aumentados de hemorragia, trombose e
infecção, além da distenção uterina e dos
órgãos abdominais, ação hormonal e infiltração
dos tecidos.
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