|
HISTÓRICO
- TERMINOLOGIA
Êmbolo
origina-se diretamente do grego. Embole, em grego expressa a "ação
de lançar, de arremessar em" e êmbolo tem o sentido
de cunha, tampão.
O termo embolia
foi introduzido no vocabulário médico por Virchow
em seus trabalhos publicados entre 1846 a 1853, para caracterizar
a oclusão de uma artéria por um coágulo que
se desprende do seu local de origem e é lançado na
circulação sanguínea. Os trabalhos de Virchow
sobre o assunto foram reunidos em seu livro Thrombose und
Embolie, editado em 1856.
Como a embolia
pode ser causada por outro material que se introduz na corrente
sanguínea, criou-se o termo tromboembolia para especificar
que se trata de um coágulo sanguíneo.
Trombo é
a forma vernácula da palavra grega thrómbos, que significa
coágulo.
Os termos embolismo e tromboembolismo são variantes de embolia
e tromboembolia.
ATENÇÃO
A embolia arterial
aguda é uma das causas de obstrução súbita
e total do fluxo sangüíneo em uma artéria, como
conseqüência da presença de coágulos (êmbolos)
originados de outro local da circulação, geralmente
do coração. Os êmbolos são liberados
para a circulação de forma aleatória, podendo
atingir virtualmente qualquer órgão do corpo humano.
Entretanto, os membros inferiores são os locais atingidos
com maior freqüência.
Dependendo do
órgão afetado, do tempo de evolução
do quadro clínico, da rapidez do tratamento e das doenças
associadas, a situação pode variar da recuperação
total da função até a perda do órgão
ou mesmo ao óbito.
FATORES PREDISPONENTES NA FORMAÇÃO DO COÁGULO
A causa da coagulação
do sangue nas veias pode não ser identificável. Fique
de olho nestes fatores:
· Procedimentos
Cirúrgicos: todo médico que está envolvido
com CIRURGIA têm que ter conhecimento deste evento, saber
conduzir seu tratamento e, principalmente, como prevenir sua ocorrência.
· Repouso
prolongado no leito ou inatividade, como no caso de permanência
prolongada na posição sentada em viagens de mais de
seis horas por carro ou avião. Candidatos a cirurgias nesta
situação devem adiar a operação por
no mínimo 48 horas e durante a viagem devem ingerir bastante
líquido e evitar a inatividade.
· Obesidade:
pacientes obesos devem ser bem avaliados clinicamente pelo cardiologista,
que poderá indicar uma série de medidas profiláticas
para serem seguidas pelo anestesiologista e cirurgião no
pré-operatório, durante a cirurgia e após.
· Outros
fatores: história pregressa de tromboembolismo familiar ou
do próprio paciente, acidente vascular cerebral, infarto
do miocárdio, fratura do quadril ou da perna; pacientes que
têm tendência ao aumento da coagulação
do sangue, como ocorre em certos cânceres, com o uso de contraceptivos
orais ou na deficiência hereditária de um inibidor
da coagulação sangüínea; também
na menopausa, devido à terapia de reposição
hormonal.
SINTOMATOLOGIA
E PRECAUÇÃO
O diagnóstico
precoce da embolia arterial e a avaliação por um cirurgião
vascular é de suma importância, pois o tempo de evolução
do quadro até o início do tratamento é o fator
mais importante para o sucesso do mesmo.
A grande maioria
dos casos de embolia arterial envolve os membros inferiores.
O aparecimento
de um quadro súbito de dor, esfriamento, dormência,
dificuldade de movimentação ou mesmo anestesia de
parte ou de todo o membro de um paciente portador de alguma doença
cardíaca como: arritmias, infarto do miocárdio e doenças
das válvulas cardíacas e sem qualquer queixa prévia
em relação aos membros inferiores, deve alertar para
a possibilidade de um quadro de embolia arterial aguda.
O importante
é saber que pode acontecer em qualquer cirurgia; por este
motivo deve-se estar sempre alerta e prevenir-se com o diagnostico
precoce dos pacientes que fazem parte deste grupo de risco, tais
como os obesos, fumantes, sedentários e outros já
relacionados. Fazer uma boa anamnese investigativa, para detectarem-se
os níveis de pressão arterial, história de
cardiopatias, tromboembolia pregressa etc. Não devemos nos
deixar levar pela pressa e ansiedade que alguns pacientes têm
em realizar uma cirurgia em algumas ocasiões. Solicitar os
exames pré-operatórios e risco cirúrgico e
orientação de conduta do cardiologista. A programação
cirúrgica no paciente do grupo de risco deve evitar cirurgias
associadas de longa duração, preparar esquema de medicação
anticoagulante se necessário for, uso de meias elásticas
e compressão intermitente nos membros inferiores durante
a intervenção, boa hidratação e deambulação
precoce. Ainda anestesia segura e bem monitorizada e controle do
pós-operatório. Não custa nada solicitar um
teste de gravidez, pois, as grávidas fazem parte deste grupo
de risco e muitas mulheres não sabem se estão ou não
grávidas quando procuram o cirurgião plástico
- É verdade!
IMPORTANTÍSSIMO
SABER
É fundamental
que o tratamento do tromboembolismo seja individualizado. Existem
atualmente várias modalidades terapêuticas disponíveis
que não são indicadas para todos os casos. O tratamento
pode ser clínico ou cirúrgico e a conduta conservadora
ou observacional pode muitas vezes ser de grande benefício
a certos subgrupos de pacientes.
O tratamento
padrão consiste na remoção cirúrgica
dos coágulos através da introdução de
um cateter-balão até o local onde a artéria
está afetada.
O paciente deverá
ser tratado no hospital, onde a avaliação clínica
seriada permite determinar a eficiência do tratamento proposto.
Além disso, a possibilidade de realização de
cirurgia e o uso de medicamentos que interferem no processo de coagulação
global do paciente são fatores que indicam a necessidade
da internação hospitalar.
Nós da
BG, que realizamos cirurgias plásticas consideradas eletivas
na maioria, seguimos todas as orientações necessárias
de uso de medicamentos chamados anticoagulantes e fibrinolíticos,
caso sejam indicados pelo especialista para um caso específico.
Estes medicamentos devem ser usados com prudência e precisam
de controle cuidadoso na aplicação e no seguimento
do tratamento; pois oferecem o risco maior de sangramento; portanto,
sempre é necessário avaliar seus riscos e benefícios
antes de sua utilização.
 |
voltar
|
|