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No período pós-cirúrgico o diagnóstico
se inicia com a observação médica e da enfermagem,
ou a partir da queixa do paciente de uma sensasão de compressão
localizada, dor e aumento de volume repentino na área operada.
Percebe-se também sangramento ativo pela linha de sutura
da ferida operatória, além da deformação
da superfície da pele.
COMO EVITAR:
- boa investigação de anamnese ou história
clínica do paciente;
- solicitação de exames pré-operatório
para avaliação da higidez do paciente;
- equipe médica e enfermagem experiente e treinada para detectar
rapidamente esta complicação e para solucioná-la
prontamente;
- investigação minuciosa daqueles paciente que tenham
em sua história clinica de predisposição às
hemorragias;
- suspender temporariamente medicação anticoagulante
ou anti-adesiva plaquetária como AAS, ginkobiloba, anticoagulantes
orais ou injetáveis, medicamentos outros que interagem na
cadeia da coagulação;
- controle rigoroso da hemostasia durante todo o ato cirúrgico;
- informar o paciente previamente, durante a consulta médica,
de que esta eventual situação poderá acontecer
e quais medidas deverão ser utilizadas para solucioná-la.
O QUE FAZER:
- ter perspscácia e conhecimento de todo procediemento cirúrgico
realizado: como o paciente se comportou com relação
a sangramento durante o ato operatório e anestésico;
- monitorar clinicamente o pacienete: pressão arterial, retenção
urinária, dor, agitação, fobias;
- atuar imediatamente com medidas para descompressão do hematoma,
como retirada parcial de pontos de sutura e drenagem por expresão
e a seguir conduzir o paciente à sala de operações
para revisão da hemostasia, sob condições de
maior segurança e recursos técnicos apropriados;
- manter o paciente sob controle médico mesmo depois da alta
hospitalar; pois, de acordo com a causa o hematoma poderá
recidivar tardiamente. Pode aparecer como fato novo e isolado: traumatismo
direto e precoce sobre a área operada;
IMPORTANTE: O protelamento de tais medidas leva à
continuidade do sangrameto e formação de hematomas
volumosos, endurecidos e dolorosos, provocando anemia e facilitando
a multiplicação de microrganismos e infecção.
IMPORTANTÍSSIMO: Pacientes com extensos traumatismos,
hipertensos, ou aqueles com alterações de coagulação
são evidentemente mais propensos a tal evento e devem ser
operados com dupla atenção. Nos pacientes com coagulopatias
o sangramento é difuso e constante, não mais sob a
forma de hematoma, além de acompanhar-se geralmente de hemorragias
concomitantes em cavidades do organismo.
HEMATOMA É UMA COISA E EQUIMOSE É OUTRA
Equimose é uma infiltração de sangue na malha
dos tecidos. Aparece como uma mancha vinhosa na pele, a qual sofre
modificações cromáticas com o passar dos dias.
Surge com a rotura de capilares. Podem ocorer por um simples traumatismo
sobre a pele ou em decorrência de doenças hematológicas,
alterações clínicas específicas e no
pós-operatório de cirurgias. As que surgem à
distância resultam da migração do sangue extravasado
ou por aumento da pressão venosa por compressão das
veias de drenagem.
COMENTÁRIO: Nós, que fazemos parte da equipe médica
da BG Cirurgia Plástica, cirurgiões, anestesistas
e especialistas afins, já nos deparamos com este evento indesejável,
apesar de tomarmos sempre todos os cuidados clínicos preventivos,
investigação médica criteriosa com exames laboratoriais,
radiografias, pareceres médicos; cirurgia bem programada,
criteriosa, cuidadosa, hemostasia cautelosa, correlacionada com
a anestesia bem elaborada e indicada; além da boa enfermagem
hospitalar, responsável e profissional. Nesta situação
toda a equipe é acionada e atuamos prontamente para drenar
o hematoma e combater as suas causas cirúrgicas no que diz
respeito ao sangramento, assim como a estabilidade clínica
do paciente. Ficamos em estado de plantão até que
todo quadro se normalize.
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