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"PERDA
DE CABELO"
01. O QUE É?
A perda de cabelos, ou alopecia, é conseqüência de alterações
no folículo piloso. Se as alterações forem transitórias
e não destrutivas da matriz capilar, ocorre um novo crescimento. Se as
alterações provocam destruição da matriz capilar,
resultam na formação de escaras (feridas), ou atrofia, produzindo
alopecia permanente.
SAIBA QUE: O ciclo biológico do cabelo é dividido em três
fases. Crescimento ou Anágena, Repouso ou Catágena e Queda ou
Telógena.
No ser humano, cada cabelo esta em uma fase independente, se todos os cabelos estivessem na mesma fase, a cada final de um ciclo de crescimento haveria uma perda de cabelo total ficando o individuo calvo ou nunca pararia de crescer.
O cabelo é dividido em duas partes, a parte interna,
localizada na derme, onde ocorre a formação, nutrição
e crescimento do fio. Parte externa do fio localizado na epiderme que se projeta
para fora dando moldura ao rosto.
IMPORTANTE SABER: Eflúvio Telógeno significa a eliminação
de cabelos em clava que se segue à precipitação prematura
dos folículos anágenos em telógena. Um processo que ocorre
como resposta dos cabelos a muitos tipos diferentes de stress como, por exemplo:
febre, parto prolongado ou difícil, operações cirúrgicas,
hemorragias, doação de sangue, redução severa e
súbita da ingestão alimentar, estresse emocional, descontinuidade
do uso da pílula anticoncepcional, certos medicamentos, alterações
hormonais, doenças hereditárias, etc.
O QUE CAUSA: A causa principal para a queda de cabelo é genética,
também conhecida como androgenia. Por volta de 50% das pessoas que têm
pais calvos desenvolvem a calvície. Um fator importante para ocasionar
a queda de cabelos é a grande quantidade do hormônio masculino
Dihidrotestosterona (DHT) no folículo cabeludo. A calvície é
mais comum entre o sexo masculino, mas poderá acontecer no sexo feminino.
Desconfortável para os homens, a queda de cabelo nas mulheres é
catastrófico, pois faz parte do seu visual e de sua natureza de "feminilidade
vaidosa".
MULHERES! ESTEJEM ALERTA PARA ESTAS SITUAÇÕES QUE PODEM LEVAR
À QUEDA DE CABELO: alterações hormonais após
o parto, ou após terem deixado de tomar a pílula anticoncepcional,
ou após a menopausa; uso de medicamentos oncológicos; penteados
de cabelos muito apertados tipo rabo-de-cavalo; rolos muito apertados e aplicados
com demasiada freqüência, massagens e escovações repetidas
e muito vigorosas; descolorações sucessivas com preparados à
base de água oxigenada podem tornar os cabelos finos, ásperos,
secos, com pontas duplas no meio do fio, o que faz que se tornem quebradiços
e caiam; estresse emocional pode gerar cabelos fracos e sem vida, além
de uma perda súbita, temporária e desigual dos mesmos; alimentação
inadequada, falta de vitaminas e desequilíbrios nutricionais; tanto a
ausência de vitamina A pode resultar em descamação do couro
cabeludo como o excesso dessa vitamina poderá causar queda de cabelo;
hipo ou hiperatividade da tireóide; fatores genéticos, ambientais
e imunológicos, anemia relacionada com a perda de ferro, etc.
INVESTIGAÇÃO: investigar a causa da queda de cabelo através
de uma boa anamnese e solicitações de exames laboratoriais, pois
cada patologia tem uma série de características próprias
ajudam a chegar ao diagnóstico. Primeiramente há de se considerar
a queda natural do cabelo. O tempo de vida de um fio é de aproximadamente
quatro anos; após esse período, ele cai, dando lugar a um novo.
Caso não haja predisposição genética e, a queda
seja contínua, deve-se procurar por causas internas e externas.
PERDA DE CABELO E CIRURGIA PLÁSTICA: nós da BG observamos
que a principal causa de perda de cabelo é a genética nos homens
e o stress nas mulheres. Os homens procuram as cirurgias de implante capilar
e para tal realização existe todo um protocolo a ser cumprido.
Nas mulheres notamos que a perda de cabelo acontece principalmente nas cirurgias
da face, normalmente estão relacionadas com o fator stress que poderá
está estampado em uma paciente agitada ou escondido em uma paciente que
demonstra muito calma. Este stress explícito ou não é explicado
da seguinte forma: quando enfrentamos uma situação de medo, angústia
ou pressão, o nosso organismo entra em estado de alerta e desencadeia
uma rede de reações. O cérebro passa a produzir cortisol
em grande quantidade, ficando mais ligado. Dado o alarme, o corpo economiza
energia, mandando-a apenas para as atividades orgânicas vitais; assim
os anexos são desprezados e os fios começam a cair.
Com relação à baixa de Ferro sabemos que no exame de sangue,
as taxas de referência do hemograma valem apenas para detectar anemia
ou doença infecciosa que pedimos como exame pré-operatório
e, requisito importante de higidez do paciente para uma cirurgia segura. Assim
como a perda sangüínea desta cirurgia não é considerável
para desencadear a anemia. Outra conduta que tomamos é a solicitação
de dosagem de ferro sérico e da ferritina como parte do pré-operatório
que estão relacionadas com a perda de cabelo com os seus níveis
baixos. Apesar de todos estes cuidados a perda sangüínea acontecida
por um evento indesejável de hematoma poderá ser importante em
algumas pacientes e, deste jeito deverá ser acompanhada no pós-operatório
e valorizada se houver perda de cabelo. Nos casos de perda de cabelo em mulheres,
fazemos parceria com o serviço de dermatologia que temos.
Com relação ao uso de anticoncepcional, menopausa, hipo ou hipertireoidismo
controlados ou não com medicamentos, nos serve de alerta e controle se
a paciente vier a ter perda de cabelo no pós-operatório, pois
é nossa rotina termos uma boa anamnese em nossos registros.
Outro fator importantíssimo como parte da nossa avaliação
para a cirurgia da face é a qualidade, tipo, uso ou não de química
e implantação do cabelo. Para nós, cirurgiões plásticos
da BG, a implantação (costeletas altas e entradas) nos orienta
na tática cirúrgica a ser seguida para mantermos a naturalidade
da face com o molde do rosto, ou seja, o cabelo. Os outros itens servem para
prevenirmos e estarmos preparados para a perda de cabelo no pós-operatório.
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