|
|
SAIBA QUE: O ciclo biológico do cabelo é dividido
em três fases. Crescimento ou Anágena, Repouso ou Catágena
e Queda ou Telógena.
No ser humano, cada cabelo esta em uma fase independente, se todos
os cabelos estivessem na mesma fase, a cada final de um ciclo de
crescimento haveria uma perda de cabelo total ficando o individuo
calvo ou nunca pararia de crescer.
O cabelo é dividido em duas partes, a parte interna, localizada
na derme, onde ocorre a formação, nutrição
e crescimento do fio. Parte externa do fio localizado na epiderme
que se projeta para fora dando moldura ao rosto.
IMPORTANTE SABER: Eflúvio Telógeno significa
a eliminação de cabelos em clava que se segue à
precipitação prematura dos folículos anágenos
em telógena. Um processo que ocorre como resposta dos cabelos
a muitos tipos diferentes de stress como, por exemplo: febre, parto
prolongado ou difícil, operações cirúrgicas,
hemorragias, doação de sangue, redução
severa e súbita da ingestão alimentar, estresse emocional,
descontinuidade do uso da pílula anticoncepcional, certos
medicamentos, alterações hormonais, doenças
hereditárias, etc.
O QUE CAUSA: A causa principal para a queda de cabelo é
genética, também conhecida como androgenia. Por volta
de 50% das pessoas que têm pais calvos desenvolvem a calvície.
Um fator importante para ocasionar a queda de cabelos é a
grande quantidade do hormônio masculino Dihidrotestosterona
(DHT) no folículo cabeludo. A calvície é mais
comum entre o sexo masculino, mas poderá acontecer no sexo
feminino.
Desconfortável para os homens, a queda de cabelo nas mulheres
é catastrófico, pois faz parte do seu visual e de
sua natureza de "feminilidade vaidosa".
MULHERES! ESTEJEM ALERTA PARA ESTAS SITUAÇÕES QUE
PODEM LEVAR À QUEDA DE CABELO: alterações
hormonais após o parto, ou após terem deixado de tomar
a pílula anticoncepcional, ou após a menopausa; uso
de medicamentos oncológicos; penteados de cabelos muito apertados
tipo rabo-de-cavalo; rolos muito apertados e aplicados com demasiada
freqüência, massagens e escovações repetidas
e muito vigorosas; descolorações sucessivas com preparados
à base de água oxigenada podem tornar os cabelos finos,
ásperos, secos, com pontas duplas no meio do fio, o que faz
que se tornem quebradiços e caiam; estresse emocional pode
gerar cabelos fracos e sem vida, além de uma perda súbita,
temporária e desigual dos mesmos; alimentação
inadequada, falta de vitaminas e desequilíbrios nutricionais;
tanto a ausência de vitamina A pode resultar em descamação
do couro cabeludo como o excesso dessa vitamina poderá causar
queda de cabelo; hipo ou hiperatividade da tireóide; fatores
genéticos, ambientais e imunológicos, anemia relacionada
com a perda de ferro, etc.
INVESTIGAÇÃO: investigar a causa da queda de
cabelo através de uma boa anamnese e solicitações
de exames laboratoriais, pois cada patologia tem uma série
de características próprias ajudam a chegar ao diagnóstico.
Primeiramente há de se considerar a queda natural do cabelo.
O tempo de vida de um fio é de aproximadamente quatro anos;
após esse período, ele cai, dando lugar a um novo.
Caso não haja predisposição genética
e, a queda seja contínua, deve-se procurar por causas internas
e externas.
PERDA DE CABELO E CIRURGIA PLÁSTICA: nós da
BG observamos que a principal causa de perda de cabelo é
a genética nos homens e o stress nas mulheres. Os homens
procuram as cirurgias de implante capilar e para tal realização
existe todo um protocolo a ser cumprido.
Nas mulheres notamos que a perda de cabelo acontece principalmente
nas cirurgias da face, normalmente estão relacionadas com
o fator stress que poderá está estampado em uma paciente
agitada ou escondido em uma paciente que demonstra muito calma.
Este stress explícito ou não é explicado da
seguinte forma: quando enfrentamos uma situação de
medo, angústia ou pressão, o nosso organismo entra
em estado de alerta e desencadeia uma rede de reações.
O cérebro passa a produzir cortisol em grande quantidade,
ficando mais ligado. Dado o alarme, o corpo economiza energia, mandando-a
apenas para as atividades orgânicas vitais; assim os anexos
são desprezados e os fios começam a cair.
Com relação à baixa de Ferro sabemos que no
exame de sangue, as taxas de referência do hemograma valem
apenas para detectar anemia ou doença infecciosa que pedimos
como exame pré-operatório e, requisito importante
de higidez do paciente para uma cirurgia segura. Assim como a perda
sangüínea desta cirurgia não é considerável
para desencadear a anemia. Outra conduta que tomamos é a
solicitação de dosagem de ferro sérico e da
ferritina como parte do pré-operatório que estão
relacionadas com a perda de cabelo com os seus níveis baixos.
Apesar de todos estes cuidados a perda sangüínea acontecida
por um evento indesejável de hematoma poderá ser importante
em algumas pacientes e, deste jeito deverá ser acompanhada
no pós-operatório e valorizada se houver perda de
cabelo. Nos casos de perda de cabelo em mulheres, fazemos parceria
com o serviço de dermatologia que temos.
Com relação ao uso de anticoncepcional, menopausa,
hipo ou hipertireoidismo controlados ou não com medicamentos,
nos serve de alerta e controle se a paciente vier a ter perda de
cabelo no pós-operatório, pois é nossa rotina
termos uma boa anamnese em nossos registros.
Outro fator importantíssimo como parte da nossa avaliação
para a cirurgia da face é a qualidade, tipo, uso ou não
de química e implantação do cabelo. Para nós,
cirurgiões plásticos da BG, a implantação
(costeletas altas e entradas) nos orienta na tática cirúrgica
a ser seguida para mantermos a naturalidade da face com o molde
do rosto, ou seja, o cabelo. Os outros itens servem para prevenirmos
e estarmos preparados para a perda de cabelo no pós-operatório.
 |
voltar
|
|