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caracterizando o chamado
sero-hematoma. Também difere do abscesso, que é o
resultado de um líquido infectado e contém muitas
células brancas do sangue com o intuito de combater aquela
infecção e de microrganismos.
QUANDO APARECE? Seu aparecimento ocorre durante as primeiras
semanas de pós-operatório. É mais freqüente
naquelas cirurgias plásticas que envolvem descolamentos maiores
de tecidos, como as abdminoplastias, principalmente as cirurgias
realizadas em paciente pós-obesos, cirurgias de inclusão
de próteses, expansores cutâneos, reparadoras e outras.
Poderá também acontecer em cirurgias de redução
mamária, mastectomias e nas lipoaspirações
mais volumosas. A radioterapia no tratamento de câncer mamário
pode aumentar a incidência do seroma.
SINTOMATOLOGIA:
- abaulamento local;
- flutuação;
- sensação de deslocamento de líquido na região
operada;
- ausência de sinais inflamatórios como febre, dor
e vermelhidão,
- o líquido pode ser apenas seroso, de uma cor citrina suave,
fluída; de acordo com a contaminação sangüínea
maior ou menor poderá assumir matizes avermelhadas e densidades
variadas, mas com tendência a fluidez. Em seromas cronicamente
instalados podem aparentar uma tonalidade achocolatada. Nos casos
com infecção a sintomatologia inflamatória
poderá está presente e o líquido puncionado
poderá ter odor característico.
- o seroma poderá ser expelido espontaneamente no pós-operatório
imediato e causar um grande susto ao paciente pela eliminação
copiosa do líquido através da ferida operatória
recente.
O QUE FAZER?
- punções repetidas
e programadas em curto espaço de tempo;
- realizar as punções em condições máximas
de assepsia;
- fazer um ponto de anestésico local para prevenir a dor
durante o manuseio da punção;
- a punção se faz através de uma agulha de
grosso calibre e seringa;
- controle clínico e, se necessário, a prevenção
com antibiótico, pois tal coleção é
susceptível de infecção;
- se for evidenciada suspeita de infecção colher material
para bacterioscopia, antibiograma e suporte clínico terapêutico;
a sintomatologia inflamatória deve ser avaliada e combatida
com prescrição médica adequada;
- manter o paciente sob controle médico cirúrgico
observando que o objetivo do tratamento é a diminuição
do volume e a compressão suave para reduzir o espaço
de descolamento (loja do seroma).
COMO PREVENIR?
- realizando uma boa investigação
clínica do paciente; pedidos de exames de pré-operatório;
- estar ciente desta possibilidade de evento naqueles pacientes
que submetidos a cirurgias com grandes descolamentos;
- evitar espaços mortos (lojas ou espaços descolados)
no fechamento do tecido celular subcutâneo;
- utilização de drenos de aspiração
contínua, sob pressão negativa, enquanto houver drenagem
de secreção significativa;
- utilização de curativos compressivos e cintas modeladoras;
o curativo, um dos itens de extrema importância no seguimento
do paciente, é feito para promover a aderência e cicatrização
tecidual, prevenindo espaços para o acúmulo do seroma.
IMPORTANTÍSSIMO: O seroma torna-se encapsulado se não
for reabsorvido espontaneamente e se não for drenado. O organismo
produz uma cápsula fibrosa à sua volta para isolá-lo,
caso não seja drenado e permaneça assim por tempo
muito prolongado. Depois da formação de cápsula
envolvendo seromas antigos, as punções tornam-se ineficientes
e o tratamento adequado será cirúrgico, com a finalidade
de remover toda a cápsula (capsulectomia) e o seroma. Um
seroma encapsulado produz aspecto abaulado, endurecido e fixo, como
o de uma tumoração abaixo da pele. Por vezes apresenta
retração visível na pele.
COMENTÁRIO: Nós, cirurgiões da BG Cirurgia
Plástica, toda vez que suspeitamos da existência de
seroma agimos prontamente na sua investigação e drenagem
imediata. Em nosso serviço temos a rotina de nós mesmos
fazermos os curativos dos nossos pacientes. Além de empregarmos
corretamente os princípios técnicos para a punção,
com cuidados de anti-sepsia, assepsia e esterilização
do nosso material de trabalho, fazemos punções seriadas,
quantas o caso necessitar, até que tudo esteja bem solucionado.
Todo paciente por nós operados recebem ao sair do hospital
a orientação para retorno ao consultório, numa
freqüência que varia de acordo com o tipo de cirurgia.
O paciente não deve desobedecer à freqüência
pré-estabelecida.
DÚVIDAS:
01.
Pergunta: Quando ocorre o surgimento do seroma, somente a
punção resolve ou teria outra maneira de retirar o
líquido?
Resposta: A punção
é o método mais usado para drenagem de seroma, quando
ele não está drenando espontaneamente pela cicatriz.
A drenagem aberta geralmente é feita pela expressão
manual, quando já exista um trajeto na cicatriz vazando o
líquido do seroma. Pode ser também feita a drenagem
através de uma incisão na ferida operatória,
realizada pelo cirurgião.
02.
Pergunta: Doutor, fiz uma mamoplastia de aumento e depois
de uma semana tive um vazamento, como uma água, que saía
da cicatriz e que até abriu um pouco; mas já está
fechando. Na cicatriz tem um buraquinho que sai líquido.
Procurei um médico que pediu um exame de sangue, uma ecomamografia
e cultura do líquido. A eco não revelou presença
de seroma na prótese e os outros exames forma normais, exceto
uma eosinofilia no hemograma. Porém, continua a sair líquido
pelo buraquinho de cor mais clara. Estou tomando antialérgico.
Estou ansiosa. O que fazer?
Resposta: Pequenos
seromas superficiais na cicatriz costumam desaparecer de forma espontânea;
pois serão absorvidos pelo organismo ou drenam pela própria
cicatriz. O mais importante nestes casos é o acompanhamento
médico constante e a limpeza local para evitar
contaminação. Como você informou sobre o resultado
dos exames; se a ecomamografia não revelou líquido
dentro da loja da prótese, o seroma provavelmente está
bem superficial na cicatriz. Mantenha os curativos e o contato com
o seu cirurgião.
03.
Pergunta: Há 18 dias coloquei prótese nos seios;
estava tudo bem até que, após cinco dias a mama direita
começou a vazar um liquido avermelhado através da
cicatriz. E um pedaço da cicatriz acabou se abrindo; mas,
já esta fechando muito bem. O problema é que a mama
parou de vazar por dois dias e depois voltou de novo e desta vez
começou um liquido amarelado bem claro e fino. Não
sinto dor, nem febre e nem a mama esta avermelhada, nem quente.
Mas, ela esta um pouco inchada desde quando foi realizada a cirurgia.
Estou com muito medo de ter que retirar a prótese. Estou
tomando antibióticos para combater um número grande
de bactérias. Gostaria de saber sua opinião.
Resposta: A drenagem
de líquido sanguinolento (hematoma) ou amarelado (seroma)
pode ocorrer através da cicatriz em alguns casos de implante
mamário, sem maiores conseqüências, especialmente
se houver o acompanhamento médico adequado e cuidados preventivos
contra infecção.
O líquido de seroma pode ser avermelhado no início
e com o passar do tempo tornar-se amarelado e ir clareando.
Fique calma; pois o seroma puro e simples não é motivo
para retirar a prótese.
Somente no caso de infecção comprovada, com sintomas
e exames laboratoriais, é que se orienta para essa conduta.
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