PROCEDIMENTOS
CIRÚRGICOS





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O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE:


MASTOPEXIA OU LIFTING DE MAMA

 

Não é levantando os braços para cima ou usando certos tipos de sutiã que se evita as mamas de ter um posicionamento permanentemente caído.

Mulheres que estejam insatisfeitas por apresentar mamas caídas em geral são as candidatas aos procedimentos cirúrgicos para levantamento das mamas ou mastopexia. Além da queda propriamente dita a maioria se queixa de falta de projeção e do colo vazio, peito murcho ou, ao contrário, muito volumoso e pesado. Logo, mama caída é um processo que ocorre tanto para as mamas grandes quanto para as pequenas, necessitando de abordagem cirúrgica diferente. Algumas ainda apresentam mamas espalhadas e que vão para debaixo dos braços e assimétricas, que só se arrumam com o sutiã.

As técnicas cirúrgicas têm por objetivo principal levantar as mamas; porém, em muitos casos é necessário associar outro procedimento para auxiliar a remodelar mamas caídas e flácidas devido ao excesso de pele, mas com pouco volume mamário necessitando a colocação de uma prótese na mesma cirurgia. Por outro lado, há também mamas caídas e flácidas; contudo, com grande volume, que necessitam de técnicas de redução para o seu levantamento, podendo ou não associar a prótese, a fim de oferecer maior firmeza em casos especiais.
A mastopexia é um procedimento cirúrgico e deve ser realizado em centro cirúrgico de hospitais ou clínicas especializadas, por profissionais gabaritados.

Por que "ELAS" realmente querem levantar sua mama?


Poderíamos dizer que seria "coisa de mulher ou que, quando uma mulher põe uma coisa na cabeça não há quem a "agüente". É um pouco de tudo isto: "coisa de mulher". Pois a mama, seio ou peito é uma estrutura tipicamente feminina e. é esta a estrutura que a define na espécie humana. É a sensualidade, a sexualidade, a alimentação da vida. Mas, com tudo isto, por que será que elas querem "levantar" a sua mama. Também é "coisa de mulher". Primeiramente é a vaidade, pois os seios caídos são vistos como feios e elas querem que fiquem bonitos. Então, enfrentam os medos, por vezes a falta de apoio, a insegurança e o desconhecido. Procuram o cirurgião plástico para lhes embelezarem, recolocá-los no seu devido lugar e aceitam a cirurgia tranquilamente. Depois, "um monte de justificativas filosóficas" e, mesmo assim, quando estão determinadas elas realizam suas mamaplastias.

Mas, você quer saber qual a "tendência da cirurgia denominada mastopexia? Pois bem; além das queixas de que estão ptosadas (caídas), desarrumadas, flácidas, fraturadas (sem colo e projeção); a mulher também deseja firmeza, presença, mostrar para todos que os seus seios são bonitos, durinhos, atraentes. Esta é a principal razão de utilizarmos cada vez mais a associação das próteses mamárias às técnicas de levantamento, proporcionando em muitos casos um melhor resultado estético. Entretanto, é muito importante saber que a simples colocação da prótese não garante a correção quando a queda da mama for acentuada, se não for retirado o excesso de pele. Isto ocorre em conseqüência da relação continente (a pele) e o conteúdo (o tecido mamário). A mama cai por flacidez e excesso de pele adquiridos, após grandes perdas de peso, por apresentarem-se naturalmente caídas, devido à troca de próteses de volume maior por menores sem ajuste da pele, após a amamentação, com a idade, na menopausa.

Técnicas/Cicatriz: para que o procedimento cirúrgico se realize na mama são realizadas incisões e ressecções programadas de tecidos; a seguir realiza-se a remodelagem e levantamento mamário, com adição ou não de prótese, conforme análise do tipo de mama encontrado e o desejo da paciente.
"Técnica Ariê-Pitanguy": indicada para levantamento de mamas caídas com flacidez de pele pequena ou moderada. Resulta em uma cicatriz vertical abaixo da aréola indo até o sulco inferior da mama. Há também cicatriz em volta da aréola. Alguns casos podem necessitar de complementação com a colocação de prótese para dar melhor consistência e volume ou da ressecção de pele no sulco inferior da mama, através de um pequeno "T" invertido.
"Técnica de Pitanguy Clássica" : com cicatriz em "T" invertido para os casos de mamas com grande excesso de pele ou de volume, muito caídas e muito flácidas.
"Areolar": indicada em casos especiais e de pouquíssima flacidez e ptose mamária. Seria o ideal e o desejado para a maioria das mulheres, mas torna-se ineficiente e com resultados limitados na maioria dos casos, devido aos diversos tipos de ptose (queda) que não se enquadram na técnica. Baseia-se na retirada de pele em volta da aréola ou parcialmente.
"Transaréolo-mamilar": indicada para os casos onde um aumento do seu conteúdo com uma prótese pode equilibrar a relação com a quantidade de pele e obtermos o aumento e levantamento esperado da mama. A cicatriz usada para colocar a prótese será uma linha que passa no meio das aréolas horizontalmente.
"Infra-areolar": indicada para os casos onde um aumento do seu conteúdo com uma prótese pode equilibrar a relação com a quantidade de pele e obtermos o aumento e levantamento esperado da mama. A cicatriz usada para colocar a prótese será uma linha ao redor da metade inferior das aréolas.
"Sulco Inferior da mama": indicada nos casos de troca de próteses, nos quais já existe uma cicatriz no sulco em decorrência de cirurgia anterior ou quando a paciente tem aréola muito pequena que impossibilita esta via de acesso para uma prótese. A cicatriz é uma linha horizontal a nível do sulco infra-mamário.
"Vertical" : semelhante á técnica Ariê-Pitanguy, ou simplesmente a mama precisa de um ajuste ou ressecção de pele apenas na vertical que vai abaixo do complexo aréolo-mamilar até o ponto que cruza com a horizontal do sulco mamário. Utilizada para levantamento de mamas flácidas.
  
 
BATE-PRONTO

  
Tipo de anestesia: geral
Internação hospitalar: 24 horas
Duração da cirurgia: 2 a 3 horas
Recuperação: após 2 a 3 semanas
Sensibilidade: sofre alteração no primeiro mês, mas voltará ao normal gradualmente; a sensibilidade dolorosa no pós-operatório é compatível com a maior ou menor sensibilidade à dor da paciente, entretanto costumamos monitorar nossas pacientes com analgésico, antiinflamatório e orientações médicas necessárias para o caso.
Amamentação: mantida a capacidade de lactação.
Limitação: exposição solar, dirigir automóvel e exercícios físicos nos primeiros 2 meses.

QUANDO HÁ PRÓTESE:
Localização da Prótese: retroglandular ou retromuscular.
Fabricantes usuais de próteses que são utilizadas pela BG: SILIMED, PERTHESE, Mentor, McGhan. Existem outros.
Modelos de prótese: perfil alto, perfil baixo, anatômico (reconstrução).
Tipos de próteses: poliuretano ou texturizado.
Projeção: perfil alto, perfil baixo, anatômico.
Troca: a troca da prótese pode ser determinada pelo desejo da paciente, ou quando houver indício de ruptura, contratura capsular (endurecimento), infecção. Em condições normais ela poderá ficar por +/- 10 anos.
Escolha da técnica cirúrgica COM ou SEM prótese: explicada e discutida entre médico-paciente.
Escolha do tamanho, forma e fabricante da prótese: explicada e discutida com a paciente.


Consulta Médica

A consulta médica é o primeiro passo para a realização da sua cirurgia. A indicação e realização destes procedimentos são prerrogativas do cirurgião plástico de formação.
Durante a entrevista médica serão expostos os seus desejos, insatisfações, medos, anseios e expectativas, que serão avaliadas e discutidas pelo médico. Este, por sua vez, fará o diagnóstico do seu caso, explicará sobre a indicação cirúrgica e fornecerá as informações necessárias para o procedimento. É o momento de tirar e questionar todas as dúvidas, portanto aproveite.

Adiantamos que a consulta é o primeiro e exigente passo para a realização desta cirurgia e, outra coisinha bem importante: a paciente deverá deslocar-se até o consultório médico para esta conversa.



Orientações Médicas


No Pré-Operatório:
é obrigatória a realização dos exames laboratoriais, mamografia ou ultrassonografia da mama, eletrocardiograma, risco cirúrgico e pareceres médicos quando necessários. É o que se chamamos rotina médica de exames pré-operatórios.

O jejum é de 12 horas antes da hora marcada da cirurgia. Costumamos-se orientar a paciente para que esta faça a sua última refeição até as 20h00min do dia que antecede a cirurgia; uma alimentação suave, nada de churrascaria; depois das 20h00min apenas água e a partir das 22h00min mais nada.




Suspender previamente o uso de medicamento que contenha AAS (ácido acetil-salicílico), arnica, ginkobiloba e anticoagulante, duas semanas antes e duas semanas depois da operação. Se você faz uso de alguma medicação anti-adesiva plaquetária ou outras, converse com o médico que a prescreveu e peça orientações.

Informe sobre medicação que faça uso constante; em geral alguns deles não são suspensos; neste caso leve-os para o hospital e informe ao anestesista; pois ele saberá como proceder. Informe sobre uso de lentes de contato, óculos ou algum tipo de prótese dentária.

A cirurgia só acontecerá mediante tais procedimentos e o paciente deve-se encontrar em boas condições de saúde com laudo de risco cirúrgico autorizado por um profissional médico.

Cigarro e Bebida Alcoólica: devem ser evitados, pois, compromete o procedimento anestésico, a cicatrização, a recuperação e a vida.


 
DIA DA CIRURGIA

  
Dirija-se para o local da realização da cirurgia de preferência acompanhada por pessoas que estão inteiradas com a sua cirurgia e que a apóiem. Deverá estar em jejum, sem adereços (brincos, anéis, pulseiras, piercings etc); manter as unhas sem esmalte. Levar roupa de fácil vestir e confortáveis; nada justo ou que tenha que passar pela cabeça. Identifique-se na recepção do Hospital ou Clínica, informe o nome dos seus cirurgiões e preencha a ficha do seu prontuário. A seguir você será encaminhada ao apartamento reservado. A equipe de enfermagem dará seguimento ao protocolo de cirurgia: sinais vitais, troca da roupa etc. Aguarde a visita da equipe médica no quarto e mantenha-se calma. Faz parte da rotina uma entrevista com o médico do hospital e do anestesista. Depois de tomar o pré-anestésico prescrito pelo anestesista você será encaminhada ao centro cirúrgico para a realização da cirurgia.

Após o procedimento cirúrgico a paciente retornará ao seu quarto com curativo, iniciando a fase de pós-operatório imediato, que será controlada pelas equipes médicas e de enfermagem.

No dia seguinte os seus cirurgiões retornarão para avaliação da cirurgia, curativos e alta médica com orientações e prescrição médica.

No Pós-Operatório: alimentação livre, dormir de barriga para cima e com os braços relaxados ao longo do corpo; pentear os cabelos e escovar os dentes com cuidado; usar roupas de fácil vestir.

Todo procedimento cirúrgico consiste em um trauma que tem como uma de suas respostas a inflamação ou inchaço para os leigos; portanto é comum as mamas apresentarem maiores, sensíveis, com manchas de equimose avermelhadas devidos às incisões, com as suturas apropriadas e com curativo. Em alguns casos são colocados drenos de aspiração que são retirados entre 24 às 48h depois da cirurgia.

Evitar serviços domésticos (faxina, cozinha) ou dirigir carro por 30 dias. Em casos de intercorrências ou dúvidas mantenha os seus cirurgiões informados.

Os curativos são realizados no consultório e pelos próprios cirurgiões. Os retornos serão marcados previamente.

Sutiã: o seu é uso diário, inclusive para dormir e durante 1 mês. Existe no mercado um tipo de sutiã que é ideal para estes casos; questione o seu cirurgião. Não pode ter armação de metal, enchimento, costuras endurecidas ou ser apertado. O ideal é que obtenha 2 unidades para melhor higiene.

Eventos indesejáveis: hemorragia, hematoma, infecção, necrose de aréola, perda de sensibilidade, rejeição de pontos, deiscência (abertura de pontos).



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