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A
PRÓTESE MAMÁRIA: "Sei que eu sou... Rita Lee" | SAIBA
PRIMEIRO COM O QUE VOCÊ ESTÁ LIDANDO: "SILICONE"
O silicone faz parte de uma família de compostos
químicos baseados no silício, um elemento
natural que se encontra na areia, no quartzo e em algumas
rochas. Depois do oxigênio, o silício é
o elemento mais comum, e se transforma em silicone ao
se combinar com o oxigênio, carbono e hidrogênio.
Dependendo da disposição das moléculas,
os silicones adotam formas distintas: óleo, gel
ou sólido.
As primeiras próteses de silicone surgiram na década
de 60. O primeiro tipo foi a de silicone em gel fluido,
revestida por uma película também de silicone
flexível e com superfície lisa. Posteriormente
muitos avanços foram realizados, principalmente
com relação ao tipo de revestimento das
próteses e coesividade do seu conteúdo de
gel de silicone, permitindo mais conforto para a paciente
e maior durabilidade da prótese.
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| O material empregado na fabricação
das próteses mamárias geralmente é
um tipo de polímero sintético, comprovadamente
biocompatível, conhecido como silicone. Este produto
faz parte da composição do revestimento
da prótese, podendo também ser coberto por
outros produtos como o poliuretano (substância sintética
que não provoca rejeição e que recobre
o silicone como se fosse uma cápsula). |
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A palavra "coesivo" é um novo termo usado
para descrever a natureza do gel de preenchimento das
próteses atuais, diferenciando-se daqueles usados
nos implantes das décadas de 60 e 70, os quais
apresentavam consistência mais líquida. Isto
não é novidade para a ciência ou tecnologia,
para quem "coesivo" é simplesmente uma
palavra que descreve a natureza da "ligação
estreita" do gel. |
O conteúdo da prótese pode ser o silicone (atualmente
de forma gelatinosa e coesiva); mas, existem também
as próteses salinas, ou seja, que são preenchidas
com soro fisiológico ou mesmo algumas que usam alguns
tipos de óleos vegetais no seu preenchimento. Várias
pesquisas têm sido desenvolvidas na procura do material
mais adequado para a confecção destas próteses.
Cada um destes produtos tem suas particularidades; porém,
atualmente, o mais usado mundialmente é mesmo o silicone.
Dentre as principais razões, o silicone é um
produto inerte no organismo e com alta segurança proporcionada
pela sua coesividade e invólucro resistente. Caso haja
uma ruptura traumática da prótese, a chance
de dispersão do gel de silicone é mínima,
evitando a impregnação dos tecidos vizinhos,
como ocorria com as primeiras próteses inventadas.
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A superfície de cobertura dos implantes pode ser rugosa
(texturizada ou poliuretano) ou lisa, o que supões
diferentes interações com o tecido que rodeia
o implante. A formação de uma cápsula
tecidual ao redor do implante é uma reação
orgânica normal, proveniente da reação
natural do organismo frente a um corpo estranho nele inserido.
O mesmo acontece com qualquer outro tipo de prótese;
seja ela uma prótese de quadril ou de válvula
cardíaca, por exemplo. A cápsula formada ao
redor de um implante de mama pode se contrair em algumas pessoas,
produzindo endurecimento e dor. As causas que podem levar
a este evento são várias; porém, nem
sempre podemos identificá-las depois do ocorrido. Sabe-se
que a contratura capsular ocorria com maior freqüência
quando eram utilizadas próteses de cobertura lisa,
tendo esta complicação se reduzido drasticamente
com o uso de próteses de cobertura texturizada e de
poliuretano.
Os implantes são colocados preferencialmente por baixo
do tecido mamário (subglandular); mas, podem ser também
colocados abaixo do músculo peitoral maior (retromuscular),
conforme indicação específica. Existem
vários tamanhos ou volumes e formatos diferentes de
próteses de mama, para as mais variadas necessidades
e desejos particulares.
INDICAÇÃO:
POR QUE COLOCAR PRÓTESES MAMÁRIAS
A
razão está intimamente ligada ao
íntimo da mulher. Elas podem desejar próteses
de mama independentemente de qualquer necessidade
clínica real. Não se conformam facilmente
quando a história passa pelo modismo, pela
atração, enfim, coisas especialmente
de mulher. Os seios ou mamas representam muito
para elas, como o mais alto grau anatômico
da feminilidade e intimidade. Se uma mulher fica
repentinamente desnuda em público, a maioria
preocupa-se logo em cobrir os seios com as mãos.
A cirurgia de implante de silicone mamário
está indicada nos casos de:
-Amastia ou ausência congênita das
mamas.
-Hipomastia ou volume diminuído das mamas.
-Assimetria (quando uma mama é muito menor
que a outra).
-Nos casos de volume normal, as quando há
o desejo de aumento volumétrico das mamas.
-Reconstruções mamárias secundárias
e em casos em que há um defeito morfológico.
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"Elas,
as mulheres, normalmente dizem: coloco próteses
nas mamas para "mim mesma, por n-motivos".
Algumas assumem que é para que as outras mulheres
sintam o seu inveja do poder e para os homens, um motivo
de sedução."
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TENDÊNCIA
Recentemente, houve um aumento na procura pela
mamoplastia de aumento, justificada por um modismo
internacional e aliada à melhor qualidade
e segurança das próteses. Outros
fatores são o pequeno tamanho das cicatrizes
resultantes na maioria dos casos, ao preenchimento
do colo da mulher, à projeção
e à firmeza que a prótese confere
à mama. No passado recente as mulheres
preferiam reduzir as suas mamas, pois remontava
à idéia da juventude, da adolescência.
Hoje a mulher aceita melhor a sua sensualidade
e é mais independente. |
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TEMPO
DE VALIDADE
Os fabricantes, de maneira geral, estipulam um prazo de
10 anos para a troca das próteses. "Outros
já garantem tempo vitalício do produto;
mas, não comentam quanto às modificações
estéticas das mamas conferidas com a idade ou alterações
orgânicas naturais do corpo feminino. Ou seja, consideram
que o silicone, como produto é vitalício
e poderia ser usado por tempo indeterminado." Nós
ainda preferimos acreditar que o corpo se modifica com
a idade e os critérios estéticos mudam;
que toda paciente com prótese deve ter acompanhamento
mamário, com possibilidade de troca das próteses
diante de eventual desejo próprio ou indicação
médica.
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AS ADVERTÊNCIAS
É raro ocorrer rejeição à
prótese de silicone; mas não é
impossível. Também é muito importante
dizer que o silicone não foi associado a doenças
degenerativas articulares ou ao câncer de mama,
baseados em estudos científicos mundiais. No
começo havia o receio de que o silicone poderia
dificultar a identificação de uma lesão
mamária inicial, mas este risco foi bastante
reduzido com o surgimento de técnicas mais avançadas
de controle e avaliação, como os exames
de mamografia, ultra-sonografia, tomografia e ressonância
magnética periódica. A colocação
de próteses não dificulta nem interfere
na amamentação. Por outro lado, vale ressaltar
que o avanço e a popularização
da cirurgia plástica também criaram uma
falsa ilusão em algumas pessoas, de que tudo
pode ser resolvido nas mãos de um bom cirurgião,
que não é Deus e isto não pode
ser esquecido.
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A PARTIR DE QUE
IDADE, OU QUANDO SE PODEM COLOCAR PRÓTESES DE SILICONE
As mastoplastias estéticas com o uso de implantes
mamários podem ser realizadas a partir do completo
desenvolvimento das mamas. Isto vem ocorrendo mais precocemente
nas últimas décadas, devido às mudanças
impostas pelas alterações dos hábitos
de vida, como o uso freqüente de hormônios
femininos e o início da atividade sexual, dentre
outros fatores. Considerando-se o período de lactação,
é recomendado aguardar pelo menos seis a oito meses
após o término deste período para
se programar a cirurgia.
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LIMITAÇÕES
O tamanho do implante pode ser limitado pelas características
do tecido mamário existente, quantidade e elasticidade
da pele, estrutura física corporal e torácica.
A pele deve ser elástica o suficiente para dar
a cobertura adequada ao implante. Um implante demasiadamente
grande para a quantidade de pele e de tecido mamário
disponível poderá prejudicar a naturalidade
do resultado e a cirurgia, deixando visível, ou
palpável, o implante abaixo da pele. Também
aumentaria o risco de complicações cirúrgicas.
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RETIRADA "DA
OU DAS" PRÓTESE(S) DE SILICONE
| Temos
que considerar a indicação quando da retirada
de próteses, se por desejo natural da paciente
ou se decorrente de uma complicação, como
a infecção. Quando intitulamos "Retirada
DA ou DAS próteses de silicone mamário é
porque o órgão é par e, para algumas
mulheres um peito só é muitíssimo
importante, seja ele bonito ou não". Já
para outras um peito diferente faz a diferença.
O que vemos ao longo da vida profissional é que
a remoção isolada de uma única prótese
por motivo de qualquer complicação pode
trazer a sensação de mutilação;
por esta razão a indicação mais sensata
é a remoção conjunta das duas próteses
sempre que houver necessidade. |
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O QUE ACONTECE QUANDO SE RETIRA AS PRÓTESES MAMÁRIAS

| Toda
colocação de prótese de silicone
mamário resultará em uma expansão
e distensão de pele com o passar do tempo. A
força da gravidade também auxilia neste
processo, além de projetar o peso para baixo.
Uma vez retirado o implante, conseqüentemente haverá
uma sobra de pele, que pode resultar em uma aparência
caída e inestética da mama. Quanto mais
curto for o tempo de implante, menores são as
conseqüências de flacidez cutânea.
Mas, a retirada da prótese pode ser feita sem
procedimento adicional nos casos menos flácidos
ou, naqueles onde exista sobra excessiva de pele pode
ser feita a remodelagem mamária através
de técnicas convencionais de mamoplastia. Mulheres
que precisam retirar suas próteses em decorrência
de infecção devem ter paciência
para esperar o tempo certo de sua recolocação.
Este tempo varia numa média de seis meses a um
ano. As mulheres que desejam apenas trocar os seus implantes
regularmente devem ter comedimento e inteirarem-se de
eventuais limitações. |
RETIRAR
ou TROCAR AS PRÓTESES DE SILICONE MAMÁRIO
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Principais
Causas:
Vontade da paciente: Há casos em nossa
casuística de uma jovem que colocou próteses
mamárias pelo modismo e depois se arrependeu,
porque se sentia constrangida pelo volume final e não
quis nem colocar uma de volume menor. Da mesma forma,
houve o caso de uma senhora que tinha colocado próteses
quando mais jovem e que se desinteressou dos implantes
anos depois, apesar de estarem perfeitos e quis retirá-los.
Conduta: RETIRAR (respeitar a vontade da paciente
e orientar a técnica apropriada) |
Contratura
capsular:
o organismo produz um envoltório em torno das
próteses como mecanismo de defesa natural; mas,
quando esta cápsula se contrai demasiadamente
aparece à sintomatologia de dor, endurecimento
e a aparência de encarceramento da prótese;
é como se tivesse usando um sapato apertado.
Conduta: RETIRAR E TROCAR
Ondulações ou Pregas ou Rugas visíveis
na superfície da mama com o implante são
produzidos na maioria dos casos com os implantes preenchidos
com solução salina, em comparação
com os preenchidos com gel. Entretanto, mesmo os implantes
de gel de silicone não estão imunes deste
tipo de complicação, que pode acontecer
em mulheres com pele muito fina e ausência de
tecido gorduroso suficiente para a cobertura da prótese,
especialmente quando for utilizada prótese muito
volumosa.
Conduta: RETIRAR, AVALIAR a TROCA para o plano
retromuscular.
Deslocamento
do implante: poderá acontecer nos casos
de colocação do implante na região
submuscular e naquelas tentativas de preencher mamas
com flacidez considerável de pele; sempre estão
associadas àquelas mulheres que querem aumentar
e levantar as mamas sem nenhuma cicatriz.
Conduta: RETIRAR e RECOLOCAR
Interferência com mamografia. O radiologista
deve ser informado da presença da prótese
para que utilize a técnica adequada de exame
(técnica de Ecklund).
Conduta: Retirar e TROCAR só quando o caso
for devidamente esclarecido.
Tempo
de validade: A maior parte dos fabricantes apresenta
um certificado de garantia dez anos para as próteses
em relação à contratura capsular.
Nossa experiência com troca de próteses
ligadas exclusivamente com o seu tempo de uso, observamos
apenas um desgaste de volume pouco considerável
nos implantes. Constatamos também que o corpo
da mulher muda com o decorrer desse período
de uso e a aparência inicial da região
mamária pode não ser igual à
de tempos de outrora.
Conduta: RETIRAR e TROCAR
Próteses
antigas ou de superfície lisa: As próteses
de superfície lisa foram muito utilizadas no
passado e ainda são fabricadas. Seu custo de
compra é menor e ainda há quem as utilize.
Nós da BG, todavia, não as utilizamos
e preferimos as próteses com revestimento texturizado
ou de poliuretano, devido ao seu pelo menor risco
de complicação relativa à contratura
capsular.
Conduta: RETIRAR e TROCAR
Perfuração:
As próteses são confeccionadas com invólucro
em camadas bastante resistentes a traumas diretos
ou variações de temperatura e de pressão;
portanto, viajar de avião não as faz
explodir e durante a natação não
há esse negócio de "afundar".
Porém, acidentes de carro, objetos perfurantes,
"balas perdidas" ou acidentes em certos
esportes radicais constituem risco de dano direto
às próteses. Caso aconteça e
for diagnosticado por exame de mamografia ou ultra-sonográfico
tal lesão:
Conduta: RETIRAR e TROCAR
Defeito
de fábrica: É uma hipótese
que poderá acontecer. Nunca tivemos um caso
parecido.
Conduta: RETIRAR e TROCAR
Infecção:
A infecção poderá advir de um
lote contaminado de próteses, do não
cumprimento do protocolo de esterilização
do instrumental e material cirúrgico; da não
obediência de controle de infecção
hospitalar, da falha da assepsia e anti-sepsia médico-hospitalar
e do próprio paciente (uma infecção
urinária, por exemplo).
Conduta: RETIRAR, ESPERAR, TRATAR e TROCAR
Seroma
Persistente: O seroma, quando ocorre costuma surgir
logo nos primeiros dias de pós-operatório
e pode durar até semanas em algumas pessoas.
Pequenas quantidades de líquido podem ser absorvidas
naturalmente; mas, se o seroma não for drenado
e permanecer por muito tempo sem tratamento pode se
encapsular. O organismo produz uma cápsula
fibrosa em torno dele na tentativa de isolar o líquido
e isto necessitará de correção
cirúrgica.
Nas cirurgias plásticas em geral o seroma é
mais freqüente nas cirurgias que envolvem descolamento
amplo de pele e tecidos. Se a formação
de seroma na mama com prótese persistir deve-se
fazer uma investigação cuidadosa da
causa, através de exames de cultura e antibiograma
do líquido, bem como a retirada da prótese
precisa ser considerada. O seroma pode acometer somente
uma das mamas ou mesmo as duas em algumas pessoas.
Conduta: DRENAR E ENVIAR LÍQUIDO PARA EXAME,
AVALIAR EVOLUÇÃO E RESULTADOS, RETIRAR
A PRÓTESE, TRATAR e TROCAR
Hematoma:
Hematoma é uma coleção de sangue
localizada. Nesta situação deve-se investigar
primeiramente a causa para tratá-la e drenar
o hematoma. A causa do hematoma está ligada
a um sangramento anômalo; por exemplo: devido
ao aumento da pressão arterial, uso de anti-coagulantes,
ou se ficou algum vaso sangrante na cirurgia. A conduta
inicial é o exame do paciente, a seguir a drenagem
e, sem perder muito tempo, a revisão da cirurgia
em centro cirúrgico. Faz parte da rotina cirúrgica
da BG o uso de drenos de sucção por
um período de 24 a 48 horas para as cirurgias
de implante de silicone mamário, além
de todo controle clínico assistido de perto.
O hematoma é mais comum de acontecer no pós-operatório
imediato; mas, pode também ocorrer tardiamente,
em decorrência de um traumatismo direto nas
mamas, numa queda, por exemplo.
Conduta: DRENAR O HEMATOMA, ESTANCAR SANGRAMENTO
e RECOLOCARA PRÓTESE
Tumores:
Já foi comprovado por estudos científicos
que as próteses de silicone não provocam
câncer de mama. Toda mulher deve fazer o seu
preventivo anual com ou sem próteses mamárias.
As próteses servem como uma das alternativas
e reconstrução mamária. Caso
ocorra um câncer em alguém que possua
prótese de mama, então, deve ser avaliada
sua remoção e tratamento individualizado,
conforme o diagnóstico.
Conduta: RETIRAR, TRATAR e só RECOLOCAR
(RECONSTRUÇÃO) quando o caso estiver
definido e resolvido.
Modismo ou Tendência: Não sabemos
qual vai ser o futuro; entretanto, quando iniciamos
o nosso curso de cirurgia plástica a tendência
era para "seios pequenos", bem diferentes
do desejo atual. E ainda havia o preconceito contra
as pioneiras que colocavam próteses, taxadas
das piores maneiras.
Atualmente as cirurgias de colocação
de implante mamário são uma realidade
e um desejo para a maioria das mulheres.
Conduta: BOM SENSO
A
Idade, melhoria da aparência mamária:
Retiram-se ou trocam-se as próteses mamárias
por muitos motivos, entre os quais o desejo individual
de cada mulher de continuar atraente, de se sentir
bem consigo mesma ou pelo fato de que elas, as próteses,
já não lhes interessam mais.
Conduta: RETIRAR OU TROCAR, sempre com BOM SENSO
QUANDO
RECOLOCAR AS PRÓTESES DE SILICONE MAMÁRIO
Em medicina o aforismo "cada caso é
um caso" é a pura verdade e deve ser
sempre considerado.
O tempo de espera para a troca de próteses
depende do motivo da indicação ou
se simplesmente for por uma troca rotineira após
o período recomendado, de acordo com a
garantia de fábrica ou indicação
médica.
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Em se tratando infecção, a retirada das
próteses deve ser imediata, deixando para colocar
novas próteses somente depois de tratado o processo,
no mínimo seis meses após.
Em casos de seroma ou hematoma normalmente só
é necessário drena-los e tratar de forma
adequada para não evoluir com infecção
e obrigar a retirar as próteses.
Se eventualmente uma usuária de próteses
de mama apresentar um câncer de mama, o qual não
tem nenhuma relação com próteses,
então, os implantes devem ser removidos e o tratamento
orientado pelo mastologista deve ser feito. Nestes casos
a cirurgia de reconstrução mamária
será indicada no momento apropriado e segundo
a necessidade de cada caso.
Técnicas/Cicatriz:
A colocação de próteses mamárias
pode ser feita por técnicas que utilizam incisões
variadas. A mais comum é a incisão areolar,
na sua porção inferior, seguida da incisão
trans-areolar, incisão no sulco infra-mamário.
A incisão exilar é menos utilizada e
é feita com técnica de vídeo-cirurgia.
As trocas de próteses podem seguir a mesma
cicatriz anteriormente realizada em muitos casos;
porém, há outros em que se faz necessário
um ajuste de pele, através de técnicas
de mamoplastia redutora, que resultará em cicatrizes
variáveis com o tipo de técnica aplicada.
Tudo depende a avaliação do especialista,
de acordo com a complexidade do caso. Em geral são
mastoplastias secundárias.
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BATE-PRONTO
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Tipo
de anestesia:
geral
Internação hospitalar: 24 a 48
horas
Duração da cirurgia: 2 a 3 horas
Recuperação: após um mês.
Sensibilidade: sofre alteração
no primeiro mês, mas voltará ao normal
gradualmente.
Amamentação: mantida a capacidade
de lactação.
Limitação: exposição
solar, dirigir automóvel e exercícios
físicos após dois meses.
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Psicológico: Qualquer mulher que se submete
à remoção de próteses fica
abalada emocionalmente no inicio; pois, a ausência
das próteses pode causar complexos e idéia
de mutilação, especialmente se os implantes
foram retirados por motivo independente da vontade da
mulher. Nestes casos elas não querem nem olhar
ou tocar suas mamas no início e nós, médicos
temos que dar todo apoio psicológico necessário.
Tem que ter paciência. A ajuda da família
e de amigos é importante, nada de acusações
inúteis como: "eu não te falei para
não fazer isso, viu no que deu". Depois
de conscientizada da importância para a sua saúde
e da possibilidade de recolocação de próteses
posteriormente ao tratamento, elas voltam a se sentir
mais calmas e esperançosas. E, depois de toda
essa tormenta, voltam felizes e confiantes para recolocar
os seus implantes mamários. |
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Retirar uma ou as duas: dependendo do grau de
complexidade do caso e da aceitação da
paciente e se o processo danoso acontecer em apenas
uma mama, pela nossa experiência a maioria das
mulheres optam para a retirada das duas prótese,
pois se sentem inseguras. Por exemplo, as contraturas
acometem em geral uma mama. Portanto o certo é
trocar por outra prótese apenas aquela mama que
está contraturada e apresentando sintomatologia
e aspecto inestético. A outra mama está
Ok. Mesmo assim, as pacientes preferem trocar as duas.
Tempo de recolocação: 6 meses a
1 ano, de acordo com a complexidade do caso e germe
isolado.
Próteses: são recolocadas, trocadas
ou retiradas de acordo com a complexidade do casos.
Além da finalidade estética ou reparadora
que o implante mamário se propõe, há
de se considerar o estado clínico da relação
prótese-paciente. Em determinados casos a recolocação
da própria prótese é imediata;
em outros se faz necessário a troca e em outros
a recolocação de novas próteses
só poderá acontecer depois do período
acima recomendado.
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Consulta
Médica
A consulta médica é o primeiro passo para
a realização da uma cirurgia. A indicação
e realização destes procedimentos são
prerrogativas do cirurgião plástico, com
formação profissional comprovada.
Há cada dia aumenta o número de mulheres
que trocam próteses; pois, cada vez mais mulheres
colocam próteses mais cedo e virão a precisar
trocá-las mais que uma vez ao longo de suas vidas.
São as cirurgias secundárias, que exigem
mais experiência dos cirurgiões; pois normalmente
apresentam alguma limitação. |
Durante a entrevista médica a paciente deve expor
suas dúvidas, desejos, insatisfações,
medos, anseios e expectativas, que serão respondidas
e avaliadas pelo médico. Este, por sua vez, fará
o diagnóstico do caso, explicará sobre
a indicação cirúrgica e fornecerá
as informações necessárias para
o procedimento. É o momento de tirar e questionar
todas as dúvidas, portanto aproveite. Muitas
pacientes, em prol da estética relutam ou retardam
a retirada das próteses diante de uma indicação
médica por alguma complicação indesejável,
colocando em risco sua própria saúde.
Uma prótese em que for constatada infecção
tem que ser imediatamente retirada e, só pensar
em recolocar depois de tratada a causa desta infecção. |
Orientações
Médicas
No Pré-Operatório: é obrigatória
a realização dos exames laboratoriais,
mamografia ou ultrassonografia da mama, eletrocardiograma,
risco cirúrgico ou outros pareceres médicos,
se necessários. Alguns exames especiais podem
ser solicitados como a cultura e antibiograma de líquido
ou material de uma punção, tomografia,
etc; para melhor esclarecer o caso.
O jejum pré-operatório é de 12
horas, antes da hora marcada da cirurgia. Costumamos-se
orientar a paciente para que esta faça a sua
última refeição até as 20h00min
do dia que antecede a cirurgia; uma alimentação
suave, nada de churrascaria; depois das 20h00min apenas
água e a partir das 22h00min mais nada. |
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Suspender previamente o uso de medicamento que contenha
AAS (ácido acetil-salicílico), arnica,
ginkobiloba e anticoagulante, duas semanas antes e duas
semanas depois da operação. Se você
faz uso de alguma medicação anti-adesiva
plaquetária converse com o médico que
a prescreveu e peça orientações.
Muitas
das vezes a paciente está fazendo uso de antibióticos,
analgésico e antiinflamatórios por um
período prolongado. Há de se rever e
avaliar isso tudo.
Informe
sobre medicação que faça uso
constante; em geral alguns deles não são
suspensos, mas outros podem ser. Leve-os para o hospital
e informe ao anestesista, que ele saberá como
proceder. Diga também se usa lentes de contato,
óculos ou algum tipo de prótese dentária.
A cirurgia só acontecerá mediante tais
procedimentos e o paciente deve estar em boas condições
de saúde, autorizada por um profissional médico
através do seu exame de risco cirúrgico.
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Cigarro
e Bebida Alcoólica:
devem ser evitados, pois comprometem a cicatrização,
a recuperação, alteram o efeito da medicação
e podem comprometer a ato anestésico. |
| Pós-Operatório:
alimentação livre, dormir de barriga para
cima e com os braços relaxados ao longo do corpo;
pentear os cabelos e escovar os dentes devagar e com
cuidado; usar roupas de fácil vestir.
Evitar
serviços domésticos (faxina, cozinha)
ou dirigir carro por 30 dias. Em casos de intercorrências
ou dúvidas mantenha os seus cirurgiões
informados.
Todo
procedimento cirúrgico consiste em um trauma,
que tem como uma de suas respostas a inflamação
ou inchaço para os leigos; portanto, as mamas
podem se apresentar sensíveis, inchadas ou
com manchas de equimose. As suturas podem ser visualizadas
e acompanham a técnica utilizada. A colocação
de dreno pode se fazer necessária para maior
controle da eliminação de secreções.
Os
curativos são realizados no consultório
pelos próprios cirurgiões do nosso serviço
e serão marcados previamente após a
alta hospitalar.
Eventos
indesejáveis: hemorragia, hematoma, infecção,
necrose de aréola, perda de sensibilidade,
rejeição de pontos, deiscência
(abertura de pontos).
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Dia
da Cirurgia
Nos casos mais complexos de retirada de próteses
ou troca para reparação a ansiedade é
maior e o receio de nova complicação por
parte da paciente geralmente é grande. Mas, o
importante nestas situações é pensar
primeiro na sua saúde e ter a esperança
de que tudo será resolvido.
Dirija-se ao local determinado para a realização
da cirurgia, de preferência acompanhada por pessoas
que estejam cientes da sua cirurgia e que tenham ligação
com você. Deverá estar em jejum, sem adereços
(brincos, anéis, pulseiras, piercings etc); manter
as unhas sem esmalte. Levar roupa de fácil vestir
e confortável; nada justo ou que tenha que passar
pela cabeça.
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Identifique-se
na recepção do Hospital, informe o nome
dos seus cirurgiões e preencha a ficha do seu
prontuário. A seguir você será encaminhada
ao apartamento reservado. A equipe de enfermagem dará
seguimento ao protocolo de internação
para a cirurgia: verificação de sinais
vitais, troca da roupa etc. Aguarde a visita da equipe
médica no quarto e mantenha-se calma. Faz parte
da rotina uma entrevista com o médico do hospital
e do anestesista. Depois de tomar o pré-anestésico
prescrito pelo anestesista você será encaminhada
ao centro cirúrgico para a realização
da cirurgia.
Após o procedimento cirúrgico a paciente
retornará ao seu quarto com curativo, iniciando-se
a fase de pós-operatório imediato, que
será controlada pelas equipes médicas
e de enfermagem.
No
dia seguinte os seus cirurgiões retornarão
para avaliação da cirurgia, curativos
e alta médica com orientações
e prescrição médica.
Sutiã:
é necessário no pós-operatório
de qualquer colocação de próteses
e também será necessário no caso
de sua retirada por alguma complicação.
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