Senhoras e Senhores!!!



POR QUE SERÁ QUE QUEREMOS SER BELOS?



Não há nenhuma regra objetiva de gosto, que determine por meio de conceitos o que seja belo. Pois todo juízo proveniente desta fonte é estético; isto é, o sentimento do sujeito e não o conceito de um objeto é o seu fundamento determinante. Procurar um princípio de gosto, que forneça o critério universal do belo através de conceitos determinados, é um esforço infrutífero, porque o que é procurado é impossível e em si mesmo contraditório.

O conceito de belo entra na crítica da obra de arte de parceria com as noções de gosto, de equilíbrio, de harmonia, de perfeição, efeitos que se produzem no sujeito apreciador. Parece ser condição necessária ao despontar do sentimento do belo a sensação de prazer e ou de simpatia. As duas principais conceituações clássicas do belo apresentam-no como "o que é agradável à vista e ao ouvido".

Não é possível dissociar o belo do seu antônimo: o feio. O adágio "Quem o feio ama bonito lhe parece", mostra que os juízos sobre o belo e o feio são potencialmente arbitrários. Se um objeto é considerado feio é porque não possui aquilo que se julga ser belo, mas como tal consideração é sempre subjetiva, o que é feio para uns pode ser até sublime para outros e vice versa.

O belo só faz sentido para o homem, por isso tem que ser uma categoria que está presente no Ser do homem. Mas o belo não é determinante do Ser de todas as coisas para a qual se dirige. Daquilo que dizemos ser belo extrai-se um juízo de valor que afeta a existência em si do objeto analisado.

Uma coisa é bela em função de uma simples observação subjetiva, não se colocando em causa a existência que a coisa tem em si mesma.

É curiosa a história da representação do belo no ocidente. Considerado fundamental em todas as épocas, o belo sempre desafiou artistas e filósofos com sua inefabilidade. Muitas épocas tentaram definir um padrão de beleza, que a época subseqüente rejeitava ou transformava profundamente. Coisas típicas e fundamentais da evolução humana.

Porém, se hoje estamos acostumados a pensar que muitos conceitos "universais", tais como verdade, beleza e natureza são vagos e construídos socialmente, enraizados nas culturas e relativos a estas, o belo foi, em muitos momentos históricos, definido e considerado algo objetivo e absoluto. Porém, a noção do belo como algo objetivo, seja porque remete ao divino, ao mundo das idéias, ou porque está ligado a critérios e normas não metafísicas, não resistiu na era moderna. A passagem entre a antiga concepção objetivista do belo para a nova, subjetivista, marcou o abandono da busca para uma definição essencialista de belo. "A beleza", escreve Dieckmann, "já não é mais uma essência, uma característica objetiva, ou uma relação. Sua fundação está na resposta de nossos sentimentos, emoções, ou em nossas mentes".

Nenhum outro animal na natureza transforma o próprio corpo tão violentamente como os seres humanos. Essa transformação é parte do processo de humanização, que transforma o corpo num artefato cultural. Perfurações, tatuagens, escarificações, pinturas, são exemplos de modificações que funcionam como sinais de identidade social. Esses sinais, por sua vez, podem variar conforme cada cultura e também conforme os diferentes segmentos sociais no interior de um mesmo grupo, de acordo com a religião e o momento histórico.

O mundo exibe tantas e tão numerosas variações biológicas e culturais que é um erro supor um universo padronizado dos modos de definição, avaliação e representação da beleza. Cada cultura define a beleza corporal à sua própria maneira.

Revistas especializadas em regimes, dietas, cirurgias plásticas estéticas, aplicações de botox, academias, musculação, spas, programas de transformação da aparência veiculados nos meios de comunicação, vícios nossos da modernidade, transformaram a beleza sinônimo de obsessão pela magreza e pela juventude. Em nome delas, abomina-se a flacidez da pele a gordura e a velhice. Assim, uma série de novas tecnologias médicas e cosméticas encontram-se disponíveis, para que cada indivíduo possa melhorar a sua imagem pessoal, conseguindo, assim, mais auto-estima e oportunidade de sucesso.

O objetivo é se aproximar o máximo possível das imagens dos corpos perfeitos e até inalcançáveis, vendidos pela indústria da beleza.

Historicamente, é associado à mulher o binômio: beleza e fertilidade, estando o último aspecto referido a tudo que difere a sua anatomia da masculina, ou seja, aquilo que em suas entranhas é produzido. Entretanto, a cultura atual parece demonstrar que nem mesmo a gravidez justifica as marcas deixadas pela natureza, logo, os traços remanescentes do processo da maternidade devem ser extirpados do corpo feminino.

Ressignificados e afastados do ideal de juventude, esses traços são interpretados pela cultura como feios e, portanto, devem ser eliminados, reiterando mais uma vez a máxima de que só fica feio quem quer.

Os valores que dão sentido à crescente procura pela cirurgia plástica estariam atrelados a "psicologização" da experiência com o corpo que transparece, segundo ela, nas justificativas mais comumente dadas para a realização de cirurgias: sentir-se bem consigo mesmo, melhorar a auto-estima ou "gostar do seu corpo".

É através das imagens dos corpos perfeitos tratados digitalmente nas máquinas computadorizadas, nos modelos e em outros ícones da cultura pop na TV e no cinema que um padrão estético, baseado na perfeição, na magreza e na juventude, é disseminado pela mídia e alimentado pela indústria da beleza. Padrão impossível de ser alcançado, porque é irreal e virtual. O corpo, hoje, é visto como um projeto, um sacrifício para se alcançar o desejo do que se quer ser e se sentir satisfeito. O problema é que esse projeto nunca é finalizado, é uma promessa impossível de ser alcançada, porque o modelo ideal de beleza é virtual e, por isso, perfeito, estático.

Por conta do diálogo entre aparência corporal e imagem, a realização de cirurgias plásticas não é uma prática muito recorrente entre os modelos fotográficos. Ao mesmo tempo em que existe a imposição de um padrão estético, existe também a valorização de uma beleza natural, dos atributos naturais. Mas, as próteses de silicone, entre as modelos comerciais, costumam fazer parte dos apelos do corpo exibido nas campanhas publicitárias como as de lingerie ou de cerveja. Pura provocação fetichista e vouyerista para induzir o verbo consumir.

Todo esse percurso histórico deixa bastante clara a ênfase que vem sendo dada cada vez mais às práticas de culto ao corpo, bem como às técnicas de aperfeiçoamento da imagem corporal. As interferências, transformações e todos os métodos de disciplinização do corpo, acompanhados da moralização da beleza, buscam esse caráter de permanência do belo corporal narcisista. Não se pode esquecer que dentro desta moralização está implícita a relação da beleza com a sensualidade, atiçando constantemente a sexualidade.

As técnicas de reversão do processo de envelhecimento nos remetem ao tão sonhado projeto evolucionista do corpo.


Atingida a sua maturidade, o corpo estaria livre de todas as enfermidades e intempéries; o corpo anseia por não mais fenecer. A tentativa pós-moderna parece ser a subversão da condição humana de mortal.


Desta forma a vida não seguirá o seu curso natural: nascer, viver e morrer. Achamos que a tecnologia e os desejos de se modificar poderão ser naturalmente possíveis, desde que sejam saudáveis, pois há o tempo certo para tudo: fazer e parar de fazer.

Não se trata, certamente, de negar os avanços da ciência e, sim, de estar atento à dimensão de controle e regulação de nossos corpos. Por isso, torna-se fundamental refletir a cerca da sociedade de imagens na qual vivemos.

E, não acredite que este mundo só é feito para os magros, jovens, brancos, caucasianos e sem nenhum tipo de deficiência física. Se assim fosse, o que seria de nós, brasileiros com tantas diversidades.

BG ZODÍACO
Procure o corpo de uma mulher
Período: 22 NOV a 21 DEZ
Planeta Regente: Júpiter
Elemento: Fogo
Qualidade: Mutável
Pecado Capital: Gula
Signo Complementar: Gêmeos
Oposto Psicológico: Touro
Dia da Semana: Quinta-Feira
Período: 21 DEZ a 19 JAN
Planeta Regente:Saturno
Elemento: Terra
Qualidade: Cardeal
Pecado Capital: Avareza
Signo Complementar: Câncer
Oposto Psicológico: Aires
Dia da Semana: Sábado




FELIZ NATAL!!!!!!!!!!!!!!!

 
 
ATÉ DAQUI A POUQUINHO "2008"
BG NEWS - CASOS CLÍNICOS
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