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Os estudos mostram que são as adolescentes que têm mais
submetido, em clínicas de beleza, a várias secções
de bronzeado artificial por semana, quando o recomendado é
no máximo uma. O comportamento, fruto da necessidade de aceitação
entre grupos de amigas ou na tentativa de se tornarem parecidas com
celebridades famosas da mídia, segundo especialistas, pode
levar aos casos de tanorexia.
É sabido que em países com menos sol, os índices
de depressão são maiores. Isso ocorre porque a luz solar,
artificial ou não, estimula a produção de endorfina,
relaxante natural e agente causador de prazer. Chocolate e sexo liberam
esta mesma enzima.
A comunidade médica conhece bem os efeitos da luz sobre o corpo
humano. Uma das ferramentas da medicina para combater a depressão
é a fototerapia, tratamento feito com luz, que se transforma
em estímulos elétricos que chegam até a glândula
pineal. Essa glândula, localizada no cérebro, aumenta
a produção das endorfinas, hormônios que promovem
a sensação de bem-estar. O problema é que os
mesmos hormônios que conferem um efeito relaxante podem causar
dependência, fazendo com que a pessoa se exponha repetidamente
às luzes. Esses dados foram descritos por pesquisadores do
National Institute of Mental Health, em Bethesda, Estados Unidos.
Já há alguns anos os médicos
têm se empenhado em difundir entre a sociedade os problemas
de saúde causados pela fotoexposição, entre
eles o envelhecimento precoce e o câncer de pele. Estima-se
que tais danos são potencializados numa cabine, seja
pela falta de controle sobre esses equipamentos, seja pela ausência
de cuidados adequados por parte dos usuários. Mas o alerta
não tem surtido efeito.
Se a cama for usada de maneira contínua e freqüente
pode causar câncer de pele, principalmente as máquinas
que oferecem maior quantidade de UVB. Até agora, a pesquisa
científica mais contundente foi realizada na Suécia,
há cerca de dois anos. Esse estudo concluiu que pessoas
que se expõem a mais de dez sessões de bronzeamento
artificial de 20 minutos por ano tem sete vezes mais probabilidade
de desenvolver um melanoma (o mais perigoso dos tumores) quando
chegarem aos 30 anos, se comparadas com aquelas que nunca entraram
numa cabine. Projetando esses números para este ano,
estima-se que, naquele país, o risco de ter o pior tipo
de câncer de pele para aqueles que nunca fizeram bronzeamento
artificial seria de 1 para 97 habitantes, enquanto entre os
usuários seria de 1 em 13! |
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Se a cama for usada com potência exagerada, pode causar queimaduras
que variam desde uma simples vermelhidão na pele até
a formação de bolha e, a médio prazo, envelhecimento
precoce.
No Reino Unido cerca de cem pessoas morrem por ano em conseqüência
direta do bronzeado artificial e muitas outras acabam por sofrer sérios
danos na pele.
Nos Estados Unidos surgem 1,2 milhão de casos de câncer
de pele por ano, sendo 10 mil fatais.
No Brasil, estima-se o aparecimento de 100 mil casos por ano, levando-se
em conta a precariedade de pesquisas e estatísticas nessa
área. O problema é tão sério e acontece
em velocidade tão rápida que foi criado o Programa
Nacional de Controle do Câncer de Pele. A intenção
do projeto não é ser a favor ou contra o sol ou as
camas, e sim garantir um direito fundamental à sociedade:
o da informação. Há concordância mundial
sobre os efeitos dos raios UV, naturais ou artificiais.
Em relação ao envelhecimento, tais raios provocam
ruguinhas e manchas na pele. Esses raios, que predominam nas camas,
por serem mais longos, atingem mais profundamente a pele, penetrando
na derme. Nessa camada, incidem sobre o colágeno - proteína
fibrosa responsável pela sustentação da pele
e por seu aspecto juvenil. Como resultado, a pele envelhece mais
rápido.
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